28/06/2017

'Caronas culturais' com foco na troca de experiência
Em minha juventude, fui usuário frequente de caronas. Naquela época não havia smartphone, internet móvel ou aplicativos que facilitassem este hábito.

Aplicativo faz a ponte entre quem vai para festivais, workshops, viagens e outros eventos culturais com foco na troca de experiências

É comum que a ausência de transporte e de companhia façam com que alguém desista de ir a um evento qualquer. Pensando nesse problema, foi lançado em 2017 o Carona e Casaco, startup que promove carona e excursões para viagens e eventos culturais, como festivais, shows e workshops. Mais do que fazer a ponte entre quem procura e oferece a locomoção, o objetivo é proporcionar vínculos entre usuários com interesses em comum.

“A ideia é ir além do simples trajeto, possibilitando que as pessoas colecionem bons momentos e façam novas amizades com quem tenham afinidades, aumentando o êxito da experiência. Justamente por isso não queremos competir com os apps tradicionais de carona, que são voltados ao transporte do dia a dia”, afirma o fundador André Romani.

As caronas aparecem na página inicial do Carona e Casaco com etiquetas de “Ofereço” ou “Preciso” contendo o nome do evento, origem, destino, data e horário. No anúncio, também são disponibilizados a quantidade de lugares, uma descrição mais detalhada e os contatos – além dos próprios, o anunciante pode acrescentar os de familiares e amigos, para reforçar sua confiabilidade.

Na busca, é possível filtrar pelo sexo dos integrantes da carona e por categoria (espetáculo, shows, festas, passeios, entre outros). O site permite ainda que agências de turismo anunciem excursões, que funcionam como uma alternativa para quem não conseguir carona. Os anúncios vêm de todas as regiões do Brasil e são gratuitos.

“Queremos que as vagas no carro de nossos usuários se transformem em espaços ocupados na memória do celular”, declara Romani, e já acrescenta: “Este ano temos um dos maiores eventos de música do mundo de volta ao Brasil, o Rock in Rio. Pode ser uma ótima oportunidade para viver uma experiência única!”. O festival João Rock, a Comic Con Experience e o show da banda irlandesa U2 são outros exemplos de destinos que podem ser encontrados no Carona e Casaco.

Carona e Casaco: Startup fundada em 2017 em Piracicaba, no interior de São Paulo, por André Romani.

(Via Marcelo D'Amico com informações da Carona e Casaco)

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Venha para "Perto do Fogo" no Rio de Janeiro

"Perto do Fogo" é um belo evento que está sendo organizado pelo Centro Cultural Phábrika (CCPHBK), que fica ali na Fazenda Botafogo. O bairro é conhecido por episódios de violência, como o assassinato da estudante Maria Eduarda, atingida por alguns tiros enquanto fazia aula de Educação Física na Escola Municipal Daniel Pizza. Mas grupos de pessoas engajadas como o CCPHBK estão na área para mudar o cenário.


Prova disso é a revitalização promovida no espaço ocupado, além dos inúmeros trabalhos sociais e artísticos articulados. Vale a pena conhecer o trabalho como um todo e participar deste evento "Perto do Fogo".

Evento de capoeira realizado mês passado

Vai rolar Jam Session Musical e você pode levar seu próprio instrumento para confraternizar. Muita música, arte e boas energias em mais uma ação social que merece todo o apoio do #ComunicaTudo. Vai ter bebidas, petiscos, caldos quentes, tudo a preço muito acessível. Importante: ali no Centro Cultural Phábrika estão abrigados vários gatinhos e seria interessante se você puder contribuir com 1kg de ração para gatos. Os animais agradecem e também são parte das atrações do local.

DOMINGO - 02/07 às 15:15H - Perto do Fogo
Rua Cap. Tarcísio Bueno, s/n. (Atrás do Dpo. Faz. Botafogo) - Centro Cultural Phábrika



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No Rio de Janeiro: “Militarização o tempo inteiro” - entrevista com Patrícia Oliveira

Patrícia Oliveira é militante desde muito cedo. Irmã de um dos sobreviventes da Chacina da Candelária, ocorrida em 1993, ela é defensora de direitos humanos e uma das fundadoras da Rede de Comunidades Contra a Violência, criada em 2004. Atualmente Patrícia integra o Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura, cujo principal objetivo é a “identificação do risco de tortura” a partir do monitoramento de centros de privação de liberdade. Por ser uma das grandes referências no tema da segurança pública no Rio, convidamos Patrícia para falar um pouco sobre a militarização e como as várias expressões do racismo institucional dificultam e impedem a vida da população negra e favelada do Rio de Janeiro.

Nesta entrevista, ela traça um panorama do aumento da violência policial desde a década de 1990; fala sobre a falácia do discurso governamental sobre a “falência das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, surgidas em 2008”; além de mostrar como o governo reforça a construção de um imaginário de uma sociedade do medo, que deve ser temida, que necessita ser controlada cada vez mais pela polícia. Confira.

(Entrevista concedida a Gizele Martins,em colaboração especial para o Instituto Pacs. Gizele é jornalista, comunicadora popular e membro da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj)

Na sua análise, por que houve aumento das chacinas na década de 1990?

A militarização nas favelas na década de 90 foi bem diferente do que está acontecendo atualmente. Naquela época, os policiais que mais matavam ganhavam mais. Eles ganhavam um bônus que ficou conhecido como a “gratificação faroeste”, o que fez aumentar muito o número de pessoas assassinadas naquele período. Surgiram vários casos de crianças e adolescentes assassinadas na época. Eram constantes as operações em favelas. Surgiram vários grupos de extermínios. Os ‘Cavalos Corredores’, por exemplo, era um deles. É daí que surgem as várias chacinas no Rio de Janeiro. A polícia mostrou a sua cara naquele momento.

Os desaparecimentos forçados também começaram a aumentar junto às chacinas. Naquele período, ocorreu a Chacina de Acari e 19 pessoas ficaram desaparecidas. Em 1993, aconteceu a Chacina da Candelária do Centro do Rio de Janeiro: oito meninos em situação de rua foram assassinados, outros sobreviveram. No mesmo ano, em agosto, acontece a Chacina de Vigário Geral. São 21 pessoas assassinadas por policiais do grupo de extermínio ‘Cavalos Corredores’. Ou seja, foram inúmeros assassinatos que ocorreram no Rio naquele período, e esse número de mortos e desaparecidos só vêm aumentando.

Diante de inúmeras chacinas, quais foram as formas de denúncia, como os casos se tornaram conhecidos?

Na época, a Anistia Internacional Brasil começou a acompanhar esses casos das chacinas. Alguns destes casos acabaram tendo uma repercussão grande. Assim como o desaparecimento do Jorge Careli, de 30 anos, servidor público da Fiocruz, que desapareceu ao ser pego por policiais na favela Varginha, em Manguinhos. Além dos outros casos já citados, também aconteceu outra chacina em 1994, a de Nova Brasília, no Complexo do Alemão, também cometida por policiais. É quando as chacinas viram notícias internacionais.

Os olhos do mundo estavam voltados para o Rio. É quando a polícia acaba ficando um pouco inibida. Começam os julgamentos dos policiais envolvidos em algumas destas chacinas. A imprensa começou a acompanhar cada vez mais de perto. Foi quando se percebeu que a violência nas favelas é sempre maior do que em qualquer parte da cidade.

Os familiares destas vítimas não se conheciam, mas foi no decorrer destas chacinas que eles se conheceram. Quando ocorria um caso em uma favela, um familiar de vítima ia dar apoio aos novos familiares. Foi quando surgiram as grandes passeatas, manifestações. E quando se formam os grupos de apoios.

Em 2007, volta a ter um aumento das chacinas no Rio, assim como agora em 2017. Qual sua análise sobre esta situação?

Há um aumento nos casos de autos de resistências nas favelas. Os casos aumentam quando temos os próprios governadores afirmando que a solução só vem a partir do investimento na segurança pública. Exemplo disso foi quando o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que “mulher de favela é fábrica de produzir marginal”. É uma autoridade pública fazendo falas de ódio e de violência. Lembrando que qualquer autoridade sempre teve falas de violência, sempre dizendo que é preciso uma resposta rápida à sociedade. São respostas com violência, dizendo que vão resolver com mais violência, apenas com polícia.

Os “autos de resistência” foram criados como medida administrativa durante a Ditadura Militar a fim de legitimar a repressão do regime e hoje entende-se que muitas vezes funcionam como uma “licença para matar” e encobrir crimes por parte dos agentes públicos de segurança, embora o ordenamento jurídico brasileiro não preveja a exclusão da ilegalidade ou da investigação pelo simples registro dos “autos de resistência”. Ainda assim, a prática constitui-se como um “modus operandi’’ para as polícias e, em segundo plano, para o judiciário dispensar elementos fundamentais para o devido processo de investigação de um homicídio decorrente de intervenção policial
Fonte: http://negrobelchior.cartacapital.com.br/fim-dos-autos-de-resistencia-temos-o-que-comemorar/

Acredito ainda que o atual Secretário de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Roberto Sá, não tem o controle da secretaria. Ele quase não vem a público dar entrevista ou explicar sobre a atual situação do Rio.

Ele não se pronuncia sobre as operações que ocorrem nas favelas, sempre põe um comandante da Polícia Militar, alguma chefia da polícia para falar, nunca é ele. Isso acaba sendo um problema porque, na hora de cobrar, não sabemos a quem cobrar. É a chefia, é ao comandante, é ao secretário que temos que cobrar?

Como a militarização está presente na vida cotidiana do morador de favela e periferia do Rio?

Há pouco tempo, foi aberta uma votação na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para que a Guarda Municipal pudesse ter armas letais. Esta Guarda Municipal não precisa estar armada, porque ela existe para cuidar de praças, cuidar de espaços que não necessitam de armamentos. Eles querem ter poder de polícia e, se eles já são truculentos, imagina, se eles se armarem? Eles teriam ainda mais poder de intimidar, haveria ainda mais problemas para todos nós que circulamos a cidade.

Outro espaço militarizado é o sistema prisional. Até na hora de um atendimento médico os presos precisam passar por PMs. A própria ‘disciplina’ a ser seguida naquele espaço é militarizada: O preso fica de costas, com as mãos para trás. Quando um deles ou uma delas precisam estar em algum hospital, também são algemados. Tudo é mais difícil para este público.

“No Degase [o Departamento Geral de Ações Socioeducativas é um órgão do Governo do Estado do Rio responsável pela privação de liberdade de adolescentes em conflito com a lei], as mesmas práticas acontecem. No ano passado, um adolescente estava queimado e em coma no hospital, e ele permaneceu o tempo inteiro algemado, mesmo em coma. É a militarização o tempo inteiro presente na vida deles”

No final de 2016, o ex-secretário de Segurança Pública, Mariano Beltrame, afirmou que as UPPs haviam falido, discurso que o atual secretário tem sustentado durante estes primeiros meses de 2017. Qual sua opinião sobre isso? Você acredita que este programa faliu?

A UPP nada mais é do que o ‘Grupo de Policiamento em Áreas Especiais’, o GPAE, que entrou em várias favelas do Rio nos anos 2000. O que tem de atual é que a UPP tem dinheiro, tem recursos. A UPP era a menina dos olhos de muitos empresários. Afinal, quando o assunto é segurança, se busca recurso. Esse discurso de que as UPPs estão falidas acaba colocando um terror na cabeça da população. É um discurso produzido para se conseguir mais recursos, mais dinheiro. É um discurso que faz acreditar que é preciso, sim, investir na segurança pública, porque é ela que vai resolver o problema da sociedade. Eles vendem isso para a população, vendem o medo, o pânico e a população acaba apoiando.

(Via Gizele Martins)

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27/06/2017

Tetraplégicos, uni-vos!

Falar sobre si, para mim, é sempre complicado. Então começo falando da minha condição física, já que sou rotulado como PNE (pessoa com necessidades especiais), PCD (pessoa com deficiência), ou deficiente físico e cadeirante, entre outros tantos. Assim, tenho certeza que mais tetraplégicos, e outras pessoas com algum tipo de limitação física e motora vão se identificar, em partes, com o seguinte relato.


Sou Rafael Ferraz, tenho 33 anos e estou tetraplégico há seis. Sou jornalista, músico e fotógrafo. Já trabalhei como fotógrafo em navios de cruzeiros, no Brasil e na Europa, dei aula de violão e guitarra, toquei em algumas bandas, cantei e toquei sozinho na noite. Fui repórter em dois jornais impressos na minha cidade – interior paulista, e trabalhei com assessoria de imprensa, além de outros empregos que tive entre os anos 2000 e 2011, ano em que minha vida simplesmente virou no avesso e de ponta cabeça.


Já fui casado – uma experiência incrível, que durou o quanto tinha que durar, e por sorte, eu não tive filhos. Divorciado, voltei à casa de meus pais até me ajeitar novamente, quando acabei caindo da escada do 3º andar da casa de uma antiga namorada. Não sei como, minha cabeça apagou, mas caí e fraturei a 5ª vértebra cervical. Tive uma fratura exposta do fêmur direito, bati com o ombro e a cabeça no chão, mas não quebrei o crânio, e tive uma desnervação dos músculos em todo o meu lado direito do corpo.


Infelizmente, eu não sei como caí. Não me lembro e ninguém viu o que realmente aconteceu. Sei que eu não rolei pelos degraus. Eu caí no vão, no vazio de uma grande escada em caracol. Fiquei 20 dias em coma induzido, respirando por traqueostomia durante cinco meses, quatro deles no hospital e um mês em casa sob cuidados de enfermeiros, namorada e familiares.


Na queda, a 5ª vértebra quebrou e formou uma hérnia (um inchaço) que pressionou e lesionou minha medula espinhal, me deixando tetraplégico, sem movimentos das pernas e do braço direito – me lembro que o médico disse que talvez eu nunca mais movesse esse braço. Hoje, no entanto, eu mexo os ombros e os braços, mas não tenho movimentos nos dedos e nas mãos. Não tenho muito controle do tronco, mas sinto meu corpo inteiro – apesar de ser uma sensibilidade alterada (eu não sei distinguir, por exemplo, entre água fria e quente). Sou totalmente dependente desde a hora que eu acordo, precisando de ajuda para sair da cama e passar para a cadeira, ajuda para me vestir, para tomar banho e outras coisas básicas do dia a dia.


Desde então, bastante debilitado nos dois primeiros anos como tetraplégico, venho fazendo diversas terapias de reabilitação em clínicas como a Rede Lucy Montoro, do estado de São Paulo, e em outras clínicas particulares. Há dois anos e meio faço fisioterapia, hidroterapia e equoterapia, duas vezes por semana. Além disso, costumo fazer musculação e pedalar um cicloergômetro (com os braços) pelo menos 10 km por dia.


Mesmo tetraplégico, eu já saltei de paraquedas (foto de abertura), e cheguei a usar uma cadeira de rodas motorizada, mas hoje prefiro uma cadeira manual para não ficar parado, apesar de conseguir tocar a cadeira apenas em locais planos – dentro de casa, shoppings etc. Tenho dois cuidadores, os quais eu prefiro enxergar como meus assistentes – extensões de mim, que me ajudam com as tarefas básicas do dia a dia, como me transferir da cama para a cadeira, tomar banho, cortar as unhas, e tudo aquilo que eu ainda não consigo fazer sozinho.


Sempre em reabilitação física, mas também psicológica e emocional, sigo em busca de uma consciência plena através do amor, emanando e recebendo energia positiva para uma vida saudável e alegre, posso afirmar que estou vivendo a melhor fase da minha vida! 

Com Hebert Vianna
Ainda em fase de aceitação, pois sempre tive um gênio forte, e uma personalidade difícil – ora depressivo, ora ansioso, hoje me sinto leve. Aceito aquilo que não depende de mim e que eu não posso mudar, e vou atrás daquilo que posso transformar, com coragem e positividade para atrair tudo que é bom para minha vida. 


Hoje estou namorando uma pessoa maravilhosa, independente, positiva, consciente e verdadeira. Ela tem seu trabalho, também faz exercícios e corre em montanhas, e sem dúvidas recebe de mim todo amor e reciprocidade que existe em qualquer relacionamento. Temos nossa vida sexual ativa, saímos, encontramos amigos, viajamos, realizamos diversas coisas juntos e, como todo casal apaixonado, também sonhamos e fazemos planos.


Atualmente também faço terapia com uma psicóloga de abordagem comportamental cognitivista, trabalhando com crenças e aprendizado. Tenho lido e pesquisado muito sobre leis da atração universal, e programação neurolinguística. Participo de sessões de reiki e estou aberto a todas as possibilidades desse nosso universo – tudo isso visando a evoluir. Não sou religioso, mas tenho minha espiritualidade e respeito a opção e vontade de todos.


Vivo numa pequena cidade, onde luto para sempre receber medicamentos, o custeio de terapias e condução da prefeitura municipal. Assim, costumo compartilhar tudo isso que eu enfrento nas redes sociais, elucidando e encorajando outros que estão nessa mesma situação, a lutarem por seus direitos. Com isso, tenho recebido convites para trabalhos de universitários e palestras motivacionais.


Agora, aceitando o convite do amigo Marcelo Augusto D'Amico, criador do Comunica Tudo, pretendo dividir com os leitores um pouco sobre minha vida, reabilitação, adaptações que facilitam nossa vida, as principais dificuldades e soluções, além da falta de acessibilidade e um pouco do que sei sobre nossos direitos, mercado de trabalho e outros temas que possam surgir. 


Qualquer um que tiver curiosidade e quiser entender um pouco mais sobre mim, minhas limitações e ‘eficiências’, pode acessar o meu perfil público no Instagram.com/rferraz_carpi/, ou solicitar amizade no Facebook.com/ferraz.r e em outras redes sociais.

É trocando informações que alcançaremos a experiência de ser independente para encarar o novo. Por isso eu grito: tetraplégicos, uni-vos!

(Via Rafael Ferraz Carpi de Andrade Lima, jornalista)

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3 dias em Buenos Aires, la hermosa de Latinoamérica

Charme: check.
Comida boa: check.
Preços acessíveis: check.
História, arquitetura encantadora, museus, vida noturna: check.

Buenos Aires (BsAs) é uma cidade que mistura aspectos de São Paulo e de Paris. De certa forma, lembra Madrid. É cosmopolita e movimentada, mas também artística.
Todas as vezes que a visitei, fiquei por um período de 4 dias (utilizando um deles para viajar para outra cidade, como Tigre, por exemplo). Creio que seja suficiente para conhecer a cidade bem. Pegue o próximo feriado e venha conhecer a cidade mais charmosa da América Latina.

Reserve um hotel próximo à Avenida 9 de Julio (é possível encontrar hotéis legais com preços bem acessíveis), faça seu roteiro a pé ou de metrô e deixe as comprinhas para fazer na Feira de San Telmo.

Dia 1 (mapa disponível aqui)

Comece seu dia passeando pela Av. 9 de Julho em direção ao Obelisco, monumento que fica próximo ao Teatro Colón. Depois de muitas fotos e alguns alfajores (que são vendidos em cada esquina de BsAs), siga para a Avenida de Mayo para visitar o famoso Café Tortoni. Devo alertar que os preços não são tão em conta assim, mas entre nem que seja para pedir uma água, pois a decoração e o design do Café por dentro é maravilhosa e vai te levar em uma viagem histórica para o século XIX.


Siga reto pela Avenida de Mayo até desembocar na Plaza de Mayo: uma praça grande, repleta de natureza e de esculturas. Na outra extremidade da praça, você poderá ver a Casa Rosada, sede da presidência argentina. Se estiver com tempo, faça uma visita por dentro dela. Eu, infelizmente, nunca fiz.

Siga pela Avenida Rivadavia até o Parque Colón, onde poderá ver o Monumento a Juana Azurduy. Atrás do parque, você já poderá ver o Puerto Madero, bairro da vida noturna portenha e das churrascarias, com uma vista belíssima para se apreciar durante o dia. Nós almoçamos em uma churrascaria chamada Siga La Vaca, porém, as opções em Puerto Madero são muitas. E não deixe de atravessar a Ponte de la Mujer!

Ao caminhar pela beira do rio até quase o final do Puerto, vire à direita na rua Marie Langer, continue na Humberto I e siga até a praça da Feira de San Telmo (só funciona aos domingos, das 10h às 17h). A feira se extende pela rua Defensa. Siga por essa rua até ver a estátua da Mafalda, personagem famosa dos quadrinhos argentinos, numa esquina à sua direita. Garanta sua foto com a personagem e encerre seu roteiro do dia comendo mais alfajores.


Quanto à noite, recomendo ir a um dos muitos bares na rua Marcelo T. de Alvear (eu, particularmente, gostei muito dos pubs), com direito a uma passadinha na Calle Florida.

Dia 2 (mapa disponível aqui)

Antes de sair para caminhar, você provavelmente vai tomar café-da-manhã. Seja no hotel ou em alguma padaria: não deixe de provar as medialunas com café!

Caso tenha interesse, comece o dia no Planetário Galileu Galilei, no bairro de Palermo. Se não tiver, comece seu roteiro apenas a partir da próxima atração: o MALBA (museu de arte Latino-Americana de Buenos Aires). O MALBA não abre às terças-feiras e a entrada custa 100 pesos (cerca de 20 reais), exceto às quartas-feiras, quando todos tem 50% de desconto. Neste museu, estão expostos quadros de artistas como Frida Kahlo e Tarsila do Amaral (‘O Abaporu’, “apenas”), por exemplo.


Ao sair do museu, siga reto nesta grande avenida até se deparar com a Floralis Generica à sua esquerda, um monumento grandioso de metal em forma de Flor, que se abre e se fecha todos os dias.


Imediatamente ao lado do monumento, está a faculdade de Direito da Universidade de BsAs, porém, não é ela o que nos interessa: cito-na apenas como ponto de referência, pois é enorme. Em frente à faculdade, do outro lado da avenida, em meio ao parque, está nossa próxima parada: o Museu Nacional de Belas Artes (MnBA).

A coleção deste museu é incrível, especialmente para fãs de arte. Além de diversos artistas latino-americanos, o museu possui Van Gogh, Courbet, Monet, Gauguin, Degas, Toulouse-Lautrec, Modigliani, Picasso, entre outros mestres. O museu não abre às segundas e a entrada é gratuita.

Ao sair do MnBA, siga pela Avenida del Libertador até se dividir em duas, então siga pela Avenida Alvear. Uma ótima dica de café ou parada para descansar nesta área é o Café Biela, na esquina da Avenida Pres. Manuel Quintana. Se puder, espere o almoço, pois o restaurante é ótimo.

Siga reto nesta avenida e vire na Avenida Callao à sua direita. Continue reto até o ponto marcado no mapa: El Club de La Milanesa. Este restaurante oferece uma EXCELENTE comida portenha: o bife à milenesa. É espetacular! Os filés são gigantes (do tamanho do prato), macios e vem cobertos de praticamente o que você quiser. Eu optei por purê de batata e ovos fritos.

Depois de almoçar, visite a livraria El Ateneo, na Avenida Santa Fe. Acredito que esta seja a livraria mais linda e encantadora que já vi na vida, então eu diria que definitivamente vale uma visita.


Continue pela avenida Santa Fe até a Plaza de San Martín, onde também fica o parque com o mesmo nome. Do parque, pode-se ver a Torre dos Ingleses (ou Torre Monumental). Hora de relaxar.

Mais opções para a noite: para um hambúrguer bom, o Hard Rock Cafe de Buenos Aires; para boas cervejas, o pub The Temple Bar; para compras, as Galerias Pacífico.

Dia 3 (mapa disponível aqui)

Comece o dia no bairro La Boca, um pouco mais afastado, porém acessível de ônibus ou metrô. Caso tenha interesse em futebol, não deixe de visitar o estádio do Boca Juniors, La Bombonera. De lá, vá ao famosíssimo Caminito, o bairro de casinhas coloridas e dançarinos de tango pelas ruas. Devo alertar que este bairro não é tão seguro, portanto não deixem câmeras e celulares bobeando.


Volte ao centro e vá para a Calle Perú, onde poderá realizar o passeio de Manzana de las Luces, sítio histórico e arqueológico. Siga pela Calle Perú até cruzar com a Avenida de Mayo, entre nela e siga reto até a Praça do Congresso e o Parque Mariano Moreno. Aprecie a vista do Congresso e relaxe no parque.

Outras opções para a noite: reservar uma noite para ver um show de tango (eu fui ao Señor Tango, porém existem outros) ou uma peça de teatro na Avenida Corrientes.

(Via Mandy Affonso, do Perambularte)

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26/06/2017

Escritoras ganham espaço em livros obrigatórios de vestibular

“Eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos.” A imagem poderosa compõe o diário Quarto de Despejo, da escritora Carolina Maria de Jesus, obra que, relatando o cotidiano da vida na favela, já foi traduzida para mais de dez idiomas e, recentemente, passou a integrar a lista de livros obrigatórios para o vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) de 2019.

Além de Carolina, a relação trouxe também outra novidade de autoria feminina: o livro A teus pés da poeta carioca Ana Cristina Cesar, homenageada, em 2016, pela Festa Literária Internacional de Paraty.

Pouco antes, o maior vestibular do País, a Fuvest, também sinalizava sua intenção de tornar sua lista de leitura mais representativa para a prova de 2018. O romance Capitães de areia, de Jorge Amado, saiu para dar lugar ao livro Minha vida de menina, de Helena Morley, pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant. A obra é um diário narrado pela voz da menina que viveu na Diamantina (MG) do final do século XIX.

Sabendo do peso dessas listas para o planejamento do currículo das escolas, a inclusão de escritoras mulheres nas relações obrigatórias de dois dos mais importantes vestibulares do País é vista como um avanço importante.

“Espero que a partir dessas novas recomendações, a leitura de mulheres nas escolas aumente e essa lista seja ampliada, pois isso ainda é muito pouco e há autoras excelentes que carecem de reconhecimento”, observa Juliana Leuenroth, uma das idealizadoras do Leia Mulheres.

Para ela, ainda que estejamos longe de uma igualdade, a inclusão das obras pode ser considerada uma conquista, principalmente, pelo fato das autoras listadas não serem consideradas canônicas.

“Nos últimos vestibulares, a Fuvest não contava com nenhuma mulher em sua lista de leituras, nem Clarice Lispector, que antes era a única representante mulher da lista, e na Unicamp só alguns contos de mulheres eram recomendados”, lembra.

A especialista Gabriela Rodella, doutora em Linguagem e Educação pela Faculdade de Educação da USP, também recebe a notícia com bons olhos. Em sua opinião, a presença das obras de Carolina Maria de Jesus, Ana Cristina Cesar e Helena Morley ocorre também pela força de representação que conquistaram em nossa sociedade.

“Nas pesquisas que desenvolvi sobre ensino de literatura em São Paulo, conversei com professores do Ensino Médio que pediam, já em 2011, a leitura de “Quarto de despejo” e de “Minha vida de menina”. Na Universidade Federal do Sul da Bahia, onde desenvolvo meu trabalho docente, a leitura dessas obras é indicada e debatida com os licenciandos da área de Linguagens, justamente para que possam ter a escolha de fazê-la em sala de aula”, conta.

Ou seja, para ela, a indicação para os grandes vestibulares é importante, mas acontece também em função da presença dessas leituras em situações formais de aprendizagem, na Educação Básica ou no Ensino Superior.

Representatividade no ensino literário

Para além de pautar as leituras em sala de aula, é importante ressaltar que medidas como essas ajudam a combater o preconceito com a literatura escrita por mulheres, vista durante décadas como algo menor e circunscrita a temas familiares e domésticos. “Há também o termo “literatura feminina” que vai de encontro com essa definição e que subentende que apenas os homens seriam capazes de tratar dos tais ‘temas universais’”, aponta Leuenroth.

Neste sentido, colocar os estudantes em contato com o maior número de vozes e formas diferentes de narrativa é essencial para o conhecimento de outras realidades e diferentes pontos de vista, ajudando a formar uma compreensão mais plural do mundo. “Pensando no vestibular, os estudantes do Ensino Médio leem praticamente só homens brancos, de classe média e da região sul-sudeste do Brasil”, critica Leuenroth.

Ainda nesta perspectiva, a seleção de Maria Carolina de Jesus, mulher negra e periférica, vai além e evidencia a urgência de ampliar o perfil dos autores e das realidades estudadas em um dos vestibulares mais importantes do país.

“Os leitores querem se ver na literatura. Muito discutimos sobre a autoestima de pessoas da periferia e escrita. Inserir Maria Carolina de Jesus no vestibular significa ‘você também pode’. Além da escrita dela ser de ótima qualidade”, diz Juliana Gomes, também do Leia Mulheres.

Para Leuenroth, o fato pode ser interpretado desta forma, mas ​ainda é uma tentativa muito distante do ideal, como se apenas um livro bastasse para dar conta do tema que Quarto de despejo retrata. “Acho o livro da Carolina excelente, necessário e extremamente atual. Porém, espero que nos próximos esse espectro de realidades seja maior”.

(Via Thais Paiva)

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23/06/2017

Não se afaste, mas não me sufoque: qual é o limite?
Não se afaste, mas não me sufoque, eu digo. Você pergunta: mas onde fico, o que faço, qual é o limite? Difícil responder. Não há uma fórmula exata.

Enquanto humanos, estamos constantemente em movimentos visíveis e invisíveis. Caminhar e trabalhar são visíveis. Envelhecer e amadurecer são invisíveis. Mas tudo se move.

Preciso de espaço para me encontrar e sinto muito não saber detalhar quem sou. Penso que perdi porções de mim ao caminhar. Mas se preciso de espaço para crescer, também preciso de abraços para por os pés no chão. A medida de cada coisa não sei dizer.

Num dia preciso mais de espaço. No outro, mais abraços. E em quase todos não sei ou não sinto vontade de verbalizar. É uma merda, eu sei. Acredite: eu sei.

Um depressivo quase que exige um clarividente ao lado. É duro demais adquirir clarividência assim. Eu imagino. Mas creia que a mesma dureza se dá com a depressão.

O desequilíbrio não se instala somente no ser portador da doença. Todos ao redor adoecem, desequilibram, enlouquecem. Num dado instante nos vemos obrigados a desenvolver aptidões inimagináveis. Você procura entender que diabos acontece com uma pessoa que não quer se levantar ou passar um simples café. Enquanto eu procuro razões para não morrer, num primeiro momento. Depois, vou em busca do viver e do meu ser. Lentamente, num processo que leva meses, anos.

Mas se realmente posso pedir algo é: não diga que depressão é vagabundagem, malandragem, falta de sexo, de álcool, de Deus, de igreja, etc. Aliás, procure ouvir muito mais do que dizer.

- Ah. Mas você não fala.

Sei que falo pouco. Agora. Mas se você salpicar um pouco de compreensão em cada olhar, em cada abraço, posso ir recuperando aquilo que perdi. E nunca diga ou pense que depressão é frescura. É doença e como tal deve ser tratada. Não somos vítimas, nem carrascos. Nem somos doentes: apenas estamos doentes. Temporariamente. E não se afaste. Nem me sufoque. Por favor.

#DepressãoComunica: nova coluna do #ComunicaTudo. Nela, relato minha experiência pessoal com a doença (em tratamento), crescente no mundo todo e causadora de males inimagináveis. Quer falar sobre sua experiência? Mande-me email: marceloaugustodamico@gmail.com - precisamos falar sobre isso.

(Via Marcelo D'Amico)
 
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Problemas em acordos de redução de sódio e açúcar nos produtos industrializados
Problemas em acordos de redução de sódio e açúcar nos produtos industrializados. Para o IDEC, metas estabelecidas são tímidas e há falta de participação social nas tomadas de decisão

Na terça-feira (13/07/17), o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia) renovaram o acordo para reformular a quantidade de sódio nos produtos processados e ultraprocessados.

Apesar da expectativa de redução de 28,5 mil toneladas de sódio nos alimentos industrializados até 2022, o Idec vê com desconfiança o compromisso firmado, devido à falta de participação social nas discussões e a ineficácia de metas voluntárias no País.

“Não existe punição prevista caso alguma parte do acordo não seja cumprida, uma vez que as decisões são feitas pela própria indústria”, afirma Ana Paula Bortoletto, nutricionista e pesquisadora do Idec.

Desde 2011, diversos acordos voluntários foram assinados com o objetivo de reduzir o uso de sódio no Brasil. Cerca de 30 categorias da indústria alimentícia adotaram a medida, entre eles os setores de carnes e lácteos.

O Idec realizou uma série de pesquisas para monitorar o cumprimento das metas incluídas nos acordos. Em uma avaliação feita com base nos anos de 2011 até 2014, foi constatado que o valor estipulado era muito baixo e ineficiente, pois grande parte dos produtos envolvidos apresentavam a quantidade de sódio dentro da meta para ser reduzido ou estavam muito próxima de atingi-la

Atenção para os ultraprocessados

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 2008 e 2009 mostra que a população brasileira tem mudado os hábitos alimentares relacionados ao sódio.

Apesar de o sal de cozinha e os temperos prontos serem a principal fonte do consumo da substância, essa tendência tem diminuído, enquanto o consumo de alimentos processados e ultraprocessados têm aumentado - produtos que normalmente contêm sódio em excesso.

“A alimentação não trata apenas dos nutrientes, mas sim dos alimentos que os contêm. Assim, na hora de nos alimentarmos, devemos ter em mente a importância das escolhas saudáveis”, comenta a nutricionista e pesquisadora do Idec Laís Amaral.

Açúcar em discussão

A redução de açúcar também está na pauta do Ministério da Saúde. Em 23 de maio, um encontro técnico foi promovido pelas associações do setor de alimentos e bebidas para tratar de acordos voluntários. Também estiveram presentes o Ministério da Saúde, a Anvisa, representantes do setor produtivo e pesquisadores.

Durante a reunião, foi decidido que o Plano de Redução de Açúcar em Alimentos Industrializados terá formato parecido com o de sódio e seu lançamento está previsto para o segundo semestre deste ano. O foco inicial será nos produtos lácteos, bebidas adoçadas, biscoitos, bolos e achocolatados.

Para o Idec, as estratégias de redução do açúcar e do sódio são importantes para a prevenção da obesidade e doenças crônicas, mas não devem ser vistas como a principal solução.

“É importante que o Plano de Redução de Açúcar foque nesses produtos ultraprocessados, pois além de conterem aditivos alimentares, eles possuem maior participação na ingestão de açúcares livres, de acordo com a pesquisa do IBGE”, afirma Amaral.

(Via IDEC)

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Startup oferece bolsas de estudos no valor de R$ 30 mil
Estudantes com 18 anos ou mais, dos ensinos médio ou superior, de qualquer área do conhecimento podem participar; Eduardo Felipe, aluno da UFABC-SP, ganhou a bolsa da GotChosen no valor de R$ 15 mil no ano passado

A GotChosen* anuncia programa de bolsas de estudos para alunos do ensino técnico e superior, concedendo uma bolsa de estudos em dinheiro, no valor equivalente a R$ 30 mil. As inscrições encerram no fim de junho. O interessado precisa criar um perfil na plataforma da GotChosen, postar uma publicação original sobre qualquer assunto de interesse e conseguir pelo menos um voto positivo para o post, a fim de se qualificar ao sorteio. Não há limites de publicações por participante. O concorrente receberá uma chance extra para cada voto positivo que seu(s) post(s) receber(em). Quanto mais votos, tanto maiores as chances de ser sorteado. As inscrições para o sorteio são grátis e devem ser feitas até o dia 30 de junho, exclusivamente na página https://www.gotchosen.com/bolsas, onde estão disponíveis as regras de participação.

Desde a instituição do programa de bolsas, em 2012, a empresa já concedeu um valor superior a R$ 1,3 milhão para mais de 65 estudantes universitários, distribuídos em bolsas de estudo, com valores que vão de R$ 3 mil a R$ 120 mil. Segundo Oz Silva, CEO e fundador da GotChosen, os estudantes foram fundamentais no início da empresa, ao testarem a tecnologia, e agora a companhia seguirá dando sequência ao programa de bolsas de estudo.

“Queremos ajudar no desenvolvimento profissional e pessoal, estimular criatividade e agregar conhecimento de marketing, através da plataforma social da GotChosen, que une tecnologia, inovação e educação”, conta Silva. “A ideia é preparar os jovens, pois em geral, não têm conhecimento pleno dos esforços que são necessários para conquistar uma posição de êxito em um mundo tão competitivo”, acrescenta ele, ao destacar que desde o início do programa, em 2012, sua visão foi criar diferentes formas de concursos, entre eles, o melhor vídeo, o vídeo game mais jogado, o post mais popular, o conteúdo mais divertido e sorteios aleatórios.

Como participar da bolsa vigente
Podem participar do sorteio estudantes com no mínimo 18 anos, regularmente matriculados, em qualquer área do conhecimento, e o dinheiro da bolsa deve ser utilizado para o pagamento de mensalidades escolares, amortização de financiamento estudantil ou ser usado na aquisição de material didático e de apoio educacional, no caso de alunos de escola pública.

O vencedor será conhecido em julho, escolhido por meio de um sorteio aleatório, supervisionado por um grupo independente, e realizado nos Estados Unidos. O resultado será publicado no site da GotChosen, no link https://gotchosen.com/channel/140. As bolsas de estudos são oferecidas gratuitamente a cada dois meses, com valores e critérios diferenciados.

Fazem parte da galeria de vencedores, estudantes de diversas partes do mundo e de variadas áreas do conhecimento, como Música, Tecnologia, Biologia e Relações Internacionais. Entre eles está o brasileiro Eduardo Felipe, que recebeu uma bolsa no valor de R$ 15 mil em maio de 2016, na categoria de post mais popular. Felipe conheceu o programa em uma palestra apresentada na Universidade Federal do ABC (UFABC-SP), onde cursa Ciência e Tecnologia. Sua história (e a dos outros vencedores) pode ser conferida na página https://www.gotchosen.com/channel/140.

“A filantropia sempre foi um dos alicerces da GotChosen. No início, um dos nossos slogans era ‘Doing good before doing big’, ou seja, fazer o bem antes de fazer coisas grandes”, afirma Oz, ao lembrar que muitas empresas só fazem trabalhos filantrópicos ou sociais depois que se tornam grandes. “Não conheço empresas que tenham tomado uma iniciativa semelhante desde o início da operação”, completa o CEO da GotChosen.

*GotChosen: empresa americana de tecnologia fundada pelo empresário brasileiro Oz Silva. Site: www.gotchosen.com

(Via Caio Ramos e Nando Rodrigues)

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Disco mais elogiado de 2017: Melodrama - Lorde

David Bowie disse que Lorde era o futuro da música. A artista que hoje tem 20 anos lança seu segundo disco: Melodrama, simplesmente o disco pop mais elogiado do ano, sucesso de crítica e público. 

O ano era 2013. Chegava às lojas Pure Heroine, o primeiro álbum de Ella Marija Lani Yelich-O’Connor, ou Lorde. Foi sucesso de crítica e público e todo mundo sabia cantar “Royals” de cor e salteado, em todas as versões possíveis.

O segundo álbum da cantora era amplamente esperado. Afinal, segundos álbuns são complicados, é necessário manter-se familiar para concretizar seu lugar na música ao passo em que é necessário evoluir para ainda ser relevante na indústria.

Melodrama, lançado na última sexta-feira (16), é a prova de que Lorde não apenas compreende essa missão, como está também madura o suficiente para cumpri-la.

O álbum se mostra uma mistura competente de storytelling e pop, “Green Light”, a primeira faixa e também primeiro single a ser lançado, dá o tom do que vem a ser Melodrama. Um álbum que fala sobre uma noite de farra em que alguém se apaixona e começa a ter dúvidas sobre o que o ato de se apaixonar representa para uma noite de farra.


Esse talvez seja o maior indício de amadurecimento por parte da artista. Lorde canta sobre o amor, mas de um jeito cru, como se fosse algo abstrato demais para ser facilmente compreendido.

Essa abordagem mais intimista é bem-vinda e não é necessariamente original, mas Lorde foge do lugar comum. Faixas como a já citada “Green Light”, “Sober” e “Hard Feelings/Loveless” versam sobre a ideia de encontrar alguém espacial e bater de frente com a efemeridade das relações atuais. Afinal, vivemos numa “geração sem amor”, já diz “Hard Feelings/Loveless”.

É em “Hard Feelings/Loveless” que também há o maior grau de experimentação do álbum. Além dela, “The Louvre” e “Supercut” também apresentam algo diferente do que já foi apresentado por Lorde. Ambas tem um tom de balada romântica, principalmente com a crescente em “The Louvre”, que começa baixa, quase um sussurro, e vai aumentando, como se o eu lírico ganhasse consciência daquilo que canta.

Curiosamente, essas três faixas que mais experimentam são as mais importantes para a história que Melodrama conta. “The Louvre” conta uma relação que começa problemática, talvez obsessiva, mas que vale a pena viver e que talvez seja bonita o suficiente para ser exibida no museu do Louvre (“nos fundos do Louvre, mas quem se importa? É o Louvre”).

“Hard Feelings/Loveless” serve como a aceitação de relação problemática e “Supercut” é um sopro otimista que discorre sobre como o melhor a se fazer é prender-se apenas às partes boas de uma relação. Por “sopro otimista” entende-se aquele otimismo bem forçado, que você toma pra si só pra falar que está vivendo algo bom.


Cada um desses três momentos são alternados por faixas como “Liability”, “Sober II (Melodrama)”, “Writer in the Dark” e “Liability (Reprise)”. Estas servem como que para anular o progresso da história.

Lorde discorre nessas músicas sobre suas dúvidas acerca do que sente. Seja o que sente sobre si mesmo e o amor que recebe (e dá) em “Liability” e “Liability (Reprise)” ou sobre aquele que ama (e é amado) em “Sober II (Melodrama)” e “Writer in the Dark”.

Melodrama trabalha essa alternância de sentimentos com competência e justifica o nome que leva. Toda história melodramática é cercada por dúvidas, exageros, situações que beiram a infantilidade (o “fico obcecada com sua pontuação” de “The Louvre”).

Lorde trabalha esses elementos em suas músicas com cuidado e de forma sutil, condenando-os e ao mesmo tempo exaltando-os. Talvez seja essa a função de “Perfect Places”, música que fecha o álbum e versa sobre ira à “lugares perfeitos” para “viver e morrer na mesma noite”.

“Perfect Places” tem a intenção de mostrar que toda a história contada nas faixas anteriores tem um ar de ciclo vicioso. Em que após “Perfect Places”, você encerra a história contada até o momento e recebe o convite para a noite de curtição apresentada em “Green Light”.


E isso vai ao encontro da sonoridade entorpecente de Melodrama. Desde Pure Heroine, Lorde trabalha batidas anestésicas, que cantam sobre sentimentos e atitudes que beira (ou representa) o vício.

Essas metáforas dialogam perfeitamente com o que foi apresentado em Pure Heroine e mostram como Lorde evoluiu sua música, preservando sua identidade no processo.

Melodrama é a prova de que Lorde tem um excelente controle criativo do que produz, definindo quais caminhos quer ou não seguir daqui pra frente.

(Via Lucas Cabrero)

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