20/07/2017

Anatel vai exigir transparência na relação das teles com os consumidores
A Anatel prepara um novo regulamento de qualidade do serviço de telecom, sob a ótica do consumidor. Segundo Elisa Leonel, o atendimento telefônico e a capacidade de resolução são dois indicadores apontados pelos consumidores como os que causam os maiores problemas e por isso terão tratamento especial do regulador.

“As operadoras de telecomunicações fazem uma gestão analógica para serviços digitais e seus executivos ainda carregam a cultura Telebras”. Com essa provocação, a superintendente de Relações com os Consumidores da Anatel, Elisa Leonel, disse hoje, 19, que preferia que a agência não interviesse tanto no mercado e que ele se autorregulasse, a exemplo das instituições financeiras, que têm mais de 15 regras criadas por elas próprias para regular as suas relações de consumo.

Mas se a autorregulação no setor de telecomunicações não parece ser uma possibilidade de curto prazo, a agência prepara as bases para a edição de um novo regulamento de qualidade dos serviços de telecom, que vai estar menos focado na aplicação de multas e punições (como ocorre hoje) e mais voltado em estimular a atuação responsiva das empresas. As novas regras vão buscar ainda a precisão dos indicadores e a máxima granularidade possível. Todas as mudanças terão a premissa de que as informações corretas, necessárias e por diferentes canais de comunicação deverão estar disponíveis ao consumidor.

“A transparência na relação com os consumidores deverá ser o divisor de águas”, afirmou Elisa, durante o Encontro Tele.Síntese, promovido pela Momento Editorial.

Segundo Elisa, a pesquisa de qualidade realizada pela Anatel no ano passado (a pesquisa deste ano já está em campo) apurou que dois são os problemas que mais incomodam os consumidores: o atendimento telefônico e a capacidade de resolução das operadoras. E haverá medidas para que sejam corrigidos.

No serviço de banda larga fixa em particular, a maior reclamação se dá sobre o não funcionamento, e por isso também haverá um tratamento diferenciado, afirmou.

GOVDATA

Já Angelino Caputo, secretario-adjunto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Ministério do Planejamento assinalou que o programa GovData, que está sendo implementado pelo ministério, e que tornará disponível as 30 principais bases de dados de interesse comum para o Governo Federal irá transformar o Brasil em uma realidade muito mais eficiente e desburocratizada.

E deu como exemplo o decreto publicado ontem, 18, que exime o cidadão brasileiro de precisar apresentar qualquer documento federal a outra repartição federal. “Se a repartição exigir, a pessoa pode escrever num pedaço de papel que ela tem o documento e vai caber ao órgão encontrá-lo”, assegurou Caputo. Este é o teor do decreto 9094 publicado ontem, que também deixou de exigir autenticação.

(Via Telesintese)

VOCÊ é muito importante para nós. Queremos ouvir SUA VOZ. Deixe seu comentário abaixo, após 'Related Posts'. Apoie este projeto: clique nas publicidades ou contribua.

19/07/2017

Consumo de informação: o desafio da Geração Millennial

Eles são uma geração diferente de tudo o que já vimos em relação à sociedade de produção e de consumo que permeou os últimos três séculos. No decorrer da história humana recente, os agricultores ficaram presos a seus campos e pastagens; os industriais, a suas fábricas; e os famosos "mad men", a seus escritórios. Mas os Millennials não estão presos a absolutamente nada - ou melhor, apenas a seus devices conectados à torre de celular mais próxima ou a uma "wi-fi zone".

Também conhecida como Geração Y, ela é composta por aquelas pessoas que nasceram entre o começo dos anos 80 e o final dos anos 90 - e representa, atualmente, cerca de 20% da população mundial - no Brasil, são 55 milhões de pessoas, entre os 18 e os 34 anos de idade, dados do IBGE. Ou seja, você tem, com certeza, muitos amigos nessa faixa etária e nem havia percebido suas características.

Por definição, são jovens que nasceram com a certeza de que é possível colocar a vida inteira (incluindo relacionamentos, entretenimento e todo tipo de dados pessoais ou profissionais) em seu bolso - literalmente.

Foi pensando nas necessidades e novas formas de consumo de informação dos Millennials que o PayPal Brasil, no último mês de abril, encomendou à MindMiners, especializada em big data, uma pesquisa específica a respeito do assunto - divulgada integralmente na edição 2017 do Anuário Brasileiro da Comunicação Corporativa, publicado pela MegaBrasil. (O ESTUDO COMPLETO VOCÊ ACESSA CLICANDO AQUI)

O estudo traz resultados bastante interessantes. O WhatsApp, por exemplo, lidera quando o assunto é "veículo de comunicação mais usado". Já o Google foi o mais citado como fonte de informação e veículo de conhecimento/aprendizado. Não por acaso, as chamadas mídias tradicionais (principalmente revistas e jornais impressos e online) apresentaram índices bem mais modestos.

Um dado inusitado: cerca de um terço dos entrevistados pela MindMiners passa mais de 3 horas por dia no Facebook, mas menos de 3% avaliam que a rede social é um veículo de comunicação confiável. E 95% garantem que verificam a veracidade das notícias antes de compartilhá-las em seus perfis. Será mesmo?

Também de acordo com o estudo, o veículo mais usado pelos Millennials como fonte de informação é o Google (66,3%), seguido por Facebook (55%) e pela TV (51,3%). Do outro lado da balança, jornais impressos foram citados por somente 9,7% e revistas impressas, por 7,7%.

O veículo mais usado como fonte de conhecimento/aprendizado é o Google (para fazer pesquisas), com 75,7%, seguido por YouTube (71,3%), TV (31,3%) e Facebook (26%). Do outro lado da balança, revistas impressas e rádios foram citadas por 8,7% (cada). Os jornais impressos ficaram em último lugar, com 7,3%.

Dentre as páginas do Facebook mais acessadas porque confiáveis, os líderes (em ordem decrescente) são G1/Globo, UOL, Folha de S. Paulo, Veja e Exame. Já dentre os jornais diários mais lidos, Folha, Estadão e O Globo lideram. E dentre as revistas mais lidas estãoVeja, Exame, Superinteressante e Época nesta ordem.

Mas um fato preocupa bastante: 88,4% dos entrevistados que disseram acessar a edição online de jornais não têm assinatura do veículo. Ou seja, usam acessos de amigos e/ou familiares. Quando a fonte de informação são revistas online, essa porcentagem cai para 82%.

De maneira geral, 38% dos Millennials garantem que, ao clicar no link de uma matéria, fazem questão de ler o texto inteiro; e 5,7% confessam que só leem o título e o primeiro parágrafo. Outros 56% dizem que o nível de leitura depende da matéria.

Os temas campeões de leitura, segundo a MindMiners, são: variedades/entretenimento (52,7%); saúde (47,3%); mundo (46,3%); e ciência (37,1%). Os temas que geram menor índice de leitura completa são fashion (15,2%); sustentabilidade (16,6%); e turismo (18,4%).

Já os temas campeões de leitura do título e do primeiro parágrafo são: política (39,5%); economia (38,4%); saúde (29,7%); variedades/entretenimento (29,2%); e ciência (28,6%).

Como você pode ver, a pesquisa é bastante ampla (os dados acima são highlights somente) e fomenta uma série de indagações pertinentes. Isso porque comunicar é um desafio constante para todos nós que trabalhamos nessa área, e o estudo da MindMiners nos mostra que esse desafio é ainda maior quando o público a ser impactado são os Millennials. Mais do que nunca, informação de qualidade sobre esse público é fundamental para que as empresas possam se manter à frente (ou pelo menos no mesmo passo) de suas demandas.

Para encerrar, outro dado que precisa ser levado em consideração, quando olhamos mais atentamente para esta geração, vem de pesquisa da Accenture anunciada no início deste ano: daqui a uma década, ela representará mais de 75% da força de trabalho no mundo inteiro. Ou seja, estará dando as cartas. Está mais do que na hora de entendermos como esses jovens pensam, se comunicam e consomem informação.


(Via Tania Magalhães, diretora de Comunicação do PayPal)


VOCÊ é muito importante para nós. Queremos ouvir SUA VOZ. Deixe seu comentário abaixo, após 'Related Posts'. Apoie este projeto: clique nas publicidades ou contribua.

17/07/2017

Mães de UTI: peça criada a partir de relatos reais estreia em agosto

Com estreia marcada para dia 4 de agosto no Teatro Municipal Café Pequeno, no Leblon-RJ, "Mães de UTI", terceiro espetáculo da Cia. Cerne, é resultado de pesquisas feitas pelo grupo sobre prematuridade extrema (bebês nascidos antes dos 6 meses de gestação).

O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, da Secretaria de Estado de Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica

O espetáculo, que foi concebido a partir de relatos reais colhidos através de entrevistas com mães de prematuros extremos, aborda, na fronteira entre ficção e realidade, as dores, angústias e alegrias por que passam milhares de mulheres que, diariamente, vivem a experiência de fazer da UTI neonatal o seu lar, enquanto acompanham o desenvolvimento de seus filhos. Com supervisão artística de Alexandre Lino, “Mães de UTI” se insere na tradição do teatro documentário, onde fatos, dados e documentos reais ganham roupagem cênica. A dramaturgia, assinada por Vinicius Baião, também diretor do espetáculo, foi produzida quase integralmente com trechos desses relatos.

O elenco é formado por Leandro Fazolla, Higor Nery e Gabriela Estolano, atriz que protagoniza o espetáculo, vivendo, simultaneamente, a história de Fabiane Simão, umas das mães entrevistadas, e a si própria, quando tem a oportunidade de tecer comentários críticos sobre a realidade vivida por quem necessita das UTI`s neonatais brasileiras.

A Cia. Cerne, sediada em São João de Meriti, é integrante da Rede Baixada em Cena, vencedora do Prêmio Shell 2017, na categoria inovação. Além deste prêmio, a companhia já recebeu mais de 60 outras premiações em festivais de Teatro pelo país com seus dois primeiros trabalhos, “Ainda Aqui” e “Joio”, tendo participado de importantes eventos como o Festival Nacional de Teatro de Curitiba, Festivale, Encontrarte, entre outros.

Com "Mães de UTI", a Cia. Cerne pretende jogar luz em tema tão cotidiano ainda que tão desconhecido, apresentando criticamente histórias de amor, dor e muita superação.

SERVIÇO:

MÃES DE UTI
Local: Teatro Municipal Café Pequeno - Rua Ataulfo Paiva, 269 - Leblon, RJ
Datas e horários: De a 4 a 27 de agosto (sexta a domingo, às 20h.)
Texto e Direção: Vinicius Baião
Supervisão Artística: Alexandre Lino
Elenco: Gabriela Estolano, Higor Nery e Leandro Fazolla
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$30,00 (inteira) / R$15,00 (meia-entrada e lista amiga)


VOCÊ é muito importante para nós. Queremos ouvir SUA VOZ. Deixe seu comentário abaixo, após 'Related Posts'. Apoie este projeto: clique nas publicidades ou contribua.
Ipanema recebe Eduardo Pitta e o projeto Dois Tons com Lu Dantas e Natália Boere
Teatro Ipanema recebe o show do músico gaúcho Eduardo Pitta e o projeto Dois Tons com Lu Dantas e Natália Boere

O Teatro Ipanema apresenta no dia 27 de julho (quinta-feira), a partir das 20 horas, uma dobradinha musical inédita. Com o show "Dois Tons", as cantoras e compositoras Lu Dantas e Natália Boere abrem a noite e mostram no palco seus estilos musicais distintos. Enquanto Lu Dantas tem uma musicalidade intensa e ligada à emoção, Natália Boere apresenta uma bossa divertida, alegre e com muita leveza.

Logo depois, o músico gaúcho Eduardo Pitta sobe ao palco para apresentar seu primeiro álbum solo, "Pra Relaxar", em que oferece suas canções da forma como foram concebidas, antes de ganharem arranjos instrumentais. Com naturalidade e minimalismo, aconchega o ouvinte nessa experiência sonora e apresenta a simplicidade da canção cantada e acompanhada somente pelo violão, seu melhor amigo.

Serviço:
Data: 27/7/2017 (quinta-feira)
Hora: 20 horas "Dois Tons"/ 21h Eduardo Pitta
Local: Teatro Ipanema - Rua Prudente de Morais, 824 - Ipanema
Ingressos: R$ 20,00 (inteira)/ R$ 10,00 (meia)
Classificação: livre


VOCÊ é muito importante para nós. Queremos ouvir SUA VOZ. Deixe seu comentário abaixo, após 'Related Posts'. Apoie este projeto: clique nas publicidades ou contribua.
Você precisa CLAREAR os ouvidos com o CAMALEÃO

Banda Clarear do Rio de Janeiro lança EP com 3 músicas inéditas e uma releitura: Camaleão. Amigos de infância transformam brincadeira de criança em projeto musical de qualidade

A banda CLAREAR lançou recentemente o EP intitulado CAMALEÃO, contendo quatro músicas inéditas e de muita qualidade. O grupo tem hoje seis integrantes: Brenno Ottoni no vocal, Felipe Veiga na guitarra, Roger Santana na guitarra, Pedro Melo na bateria, Leonardo Halfeld no baixo e Michel Indiano na Percussão. Mas ainda seguem em busca de um tecladista (fica a dica).

Ouça a música ILUSÃO abaixo, um destaque nesse trabalho

Brenno, Felipe, Roger e Pedro já estiveram reunidos antes na banda UNIFY. Após certo tempo, Brenno e Roger fizeram um projeto de voz e violão intitulado CLAREAR, nome escolhido para representar um som um pouco mais complexo. Michel, Brenno e Felipe são amigos desde os tempos de escola, quando brincavam de ter uma banda. A arte imita a vida, a vida imita arte: a brincadeira de criança se tornou realidade e a qualidade das composições deste primeiro trabalho me chamou a atenção. Senti-me na obrigação de divulgar este trabalho.

Ouça a música RECOMEÇAR


"Em setembro de 2016 o Brenno me ligou dizendo que precisava de um percussionista pra banda que ele estava reunindo e é claro que eu topei, pois sabia do nível de qualidade que estaria envolvido", explicou Michel Indiano em conversa com o Comunica Tudo. "Marcamos um dia para se reunir em um estúdio e começamos a canalizar a chuva de ideias que emergia".

Ouça a música ESSA NOITE


O EP conta com 4 faixas (3 delas inéditas e uma releitura): Ilusão, Essa Noite, Recomeçar e Meu Bem. Todas são autorais e foram compostas pelos membros da banda, em sua maioria por Brenno e Roger. O trabalho surgiu através de um constante processo de adaptação pessoal/musical até que chegassem a um resultado satisfatório ao coletivo. O nome do EP, Camaleão, representa as influências dos integrantes bem diferenciadas.

Ouça a música MEU BEM


"Nosso objetivo é poder, um dia, viver do som que fazemos e por que não dizer, nos faz viver também? Temos o pé no chão para saber que é um trabalho de formiga. O dinheiro nesse ramo por vezes é combustível pra velocidade da carreira de uma banda e o que podemos fazer com o pouco que temos já está sendo feito. Esperamos que o tempo nos faça conhecer pessoas dispostas a abraçar nossos objetivos mais gerais e trabalhar conosco pra que possamos fazer isso acontecer. No momento estamos aumentando nosso repertório pensando em nossos próximos lançamentos e shows que estão por vir" - Michel Indiano.

Conheça mais sobre a banda carioca CLAREAR:
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCBQxnPcnr9SIHTKX3jZE-Rw
Fanpage: https://www.facebook.com/clarearoficial/
Spotify: https://open.spotify.com/artist/470ArlgGYKaZc1iSHXNn0N

(Via Marcelo D'Amico)


VOCÊ é muito importante para nós. Queremos ouvir SUA VOZ. Deixe seu comentário abaixo, após 'Related Posts'. Apoie este projeto: clique nas publicidades ou contribua.
Record afirma que delação de Palocci envolve a Globo

Depois de passar os últimos dias anunciando que “um grande grupo de comunicação” poderia ser inserido no escândalo da Operação Lava Jato, a Record TV exibe reportagem garantindo que o ex-ministro Antonio Palocci planeja denunciar a TV Globo em acordo de delação premiada. Emissora de Edir Macedo chega a creditar o site da revista Veja e o blog mantido pelo jornalista Reinaldo Azevedo

A Record TV dedicou 16 minutos de sua revista eletrônica semanal, o ‘Domingo Espetacular’, à exibição da matéria que tem como personagens centrais o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antonio Palocci, e a maior emissora de televisão em audiência do país, a TV Globo. Com reportagem de Luiz Carlos Azenha, o conteúdo levado ao ar nesta noite garante que as informações guardadas pelo político podem levar à investigação de denúncias envolvendo sonegação fiscal, criação de empresa de fachada no exterior e negócios fraudulentos para aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002.

Com a marcação de “exclusivo” na televisão e no R7, braço da Record na internet, a reportagem exibe na tela a nota publicada pela coluna ‘Radar On-line’ no último dia 8. O espaço vinculado ao site da revista Veja e editado pelo jornalista Mauricio Lima garantiu que a delação de Palocci, que estaria “prestes a ser concluída”, conta com anexo relacionado a “questões fiscais” envolvendo a Globo. Na televisão, a reportagem do ‘Domingo Espetacular’ diz que a emissora da família Marinho “quase quebrou” no início dos anos 2.000 por causa de “maus negócios”. Na época, segundo o material apresentado, o canal “montou um esquema” para adquirir os direitos de exibição da Copa do Mundo de 2002.

Sobre o assunto da transmissão do mundial de futebol realizado na Coreia do Sul e no Japão, Azenha se baseia em documentos da Receita Federal. De acordo com o repórter, os arquivos informam que “a Globo conseguiu comprar os direitos de transmissão da Copa do Mundo sem pagar impostos no Brasil”. O jornalista ressalta que isso caracteriza uma “operação fraudulenta” — que ocorreu por meio da criação de uma empresa chamada Empire. A matéria destaca, contudo, que as investigações por parte da Receita Federal só começaram em 2005 e repercutiram na imprensa oito anos depois, em 2015, graças ao jornalista Miguel do Rosário — que falou do tema no blog O Cafezinho.

“A Globo deveria simplesmente ter comprado os direitos de transmissão e pago os impostos. E ela não fez isso. Ela criou uma série de empresas para que uma dessas empresas herdasse os direitos e esses direitos passem para a Globo como que por osmose”, disse Miguel do Rosário à equipe de produção da Record TV. Com a declaração do jornalista, a matéria do ‘Domingo Espetacular’ afirma que a emissora carioca usou “empresas de papel” para enviar capital a quatro países: Uruguai, Antilhas Holandesas, Países Baixos e Ilhas Virgens Britânicas (onde havia sido criada a empresa Empire). A Empire oficialmente comprou a exibição da Copa de 2002, sendo dissolvida após a negociação e tendo repassado seus bens à Globo. “Com essa manobra, a família Marinho deixou de pagar mais de R$ 170 milhões em impostos no Brasil”, enfatiza Azenha.
Record fala do furto de documento sobre a Globo

A reportagem cita o episódio envolvendo a ex-servidora da Receita Federal no Rio de Janeiro, Cristina Maris Ribeiro, que furtou documentos relacionados à Globo. A matéria informa de que ela chegou a ser presa, mas foi libertada menos de uma semana depois e segue em liberdade mesmo tendo sido condenada a mais de quatro anos de reclusão. As informações sobre a ex-servidora foram divulgadas em 2013 por outros veículos de comunicação. Em julho daquele ano, a Folha relatou que Cristina foi condenada por também favorecer outras empresas. O jornal paulistano também divulgou na época que a Globo tinha aderido ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis) para ficar em dia com a Receita – outro ponto detalhado pelo ‘Domingo Espetacular’. A denúncia da Record destaca, entretanto, que o acordo fez a emissora da família Marinho pagar R$ 1 bilhão, mas que a própria deixou de contribuir com “outro bilhão”.
Delação, Palocci, Globo, Record e… Reinaldo Azevedo

A parte final da reportagem de 16 minutos da Record dá conta de que “ganhou força” a informação de que Antonio Palocci pode comprometer a Globo no acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Para isso, o programa da emissora de Edir Macedo exibiu na tela a postagem feita pelo jornalista Reinaldo Azevedo no blog que mantém no site da Rede TV. No conteúdo publicado no dia 10 de julho, Reinaldo afirma o acordo preparado pelo ex-ministro dos governos Lula e Dilma tem anexo de negociação fiscal envolvendo o PT e a TV Globo. “Mas o jornal Valor Econômico noticiou que a delação não deve sair”, comenta Luiz Carlos Azenha, a respeito de reportagem do impresso que circulou no mesmo dia 10. “Só que o jornal que diz isso é de propriedade da família Marinho”, completa o jornalista.

O repórter da Record finaliza a matéria destacando que enviou perguntas para a Globo, mas ficou sem respostas. Até o início da madrugada desta segunda-feira, 17, o canal carioca não se pronunciou oficialmente a respeito do conteúdo veiculado na última edição do ‘Domingo Espetacular’.


(Via Comunique-se)

VOCÊ é muito importante para nós. Queremos ouvir SUA VOZ. Deixe seu comentário abaixo, após 'Related Posts'. Apoie este projeto: clique nas publicidades ou contribua.
Novo APP gratuito traz avaliações sobre cultivo de sementes no Brasil
Produtores de milho, soja, trigo e sorgo podem trocar experiências sobre manejo e produtividade de forma fácil pelo celular ou tablet

Quem trabalha na lavoura sabe que escolher a semente certa pode determinar todo o andamento e sucesso de uma safra. Um bom produto consequentemente deve trazer bons resultados. Mas como saber se ele vai ser adequado a um determinado tipo de clima, ao solo e ter boa produtividade? Essa é a preocupação da maioria dos produtores.

O novo aplicativo agrícola - SeedsApp – tem o objetivo de ajudar o agricultor nessa decisão tão importante. É a primeira ferramenta de avaliação de sementes do Brasil. E a opinião é de quem mais entende do assunto: o próprio produtor. Informação rápida e imparcial que vai ajudar no planejamento e potencialização da lavoura.

O SeedsApp tem todas as marcas de sementes nacionais para avaliação nas culturas de soja, milho, trigo e sorgo. O produtor pode compartilhar informações de suas lavouras, ver a avaliação de outros agricultores e os resultados de produtividade.

Tudo isso pelo celular ou tablet, usando internet móvel e com pouco consumo de dados. Com um modelo inovador e inédito na tecnologia da agroindústria brasileira, o SeedsApp foi desenvolvido com base em aplicativos testados e aprovados pelo mercado mundial. O sistema que traz comparativos de avaliações com opiniões dos próprios usuários. Como todo o conteúdo fica por conta dos agricultores, quanto maior a interatividade, mais informações o SeedsApp pode gerar.

“Isso é muito importante porque hoje o produtor tem dificuldade pra encontrar informação sobre o desempenho das sementes. O SeedsApp vai facilitar trazendo a experiência de quem também está cultivando em diferentes propriedades pelo país. São dados desde o plantio até a produtividade que podem ajudar o agricultor a planejar e implementar novas técnicas na lavoura de forma prática vendo tudo pelo celular. Quanto mais usuários no aplicativo, mais dados vamos conseguir oferecer”, explica o engenheiro agrônomo Guilherme Corbucci Lemos, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do aplicativo.

O SeedsApp já está disponível para download nos sistemas Android e IOS.
Ainda segundo o agrônomo, o aplicativo chega ao mercado em um momento estratégico, que é de otimismo para o agricultor.


VOCÊ é muito importante para nós. Queremos ouvir SUA VOZ. Deixe seu comentário abaixo, após 'Related Posts'. Apoie este projeto: clique nas publicidades ou contribua.
Startup cria alternativa para evitar desvalorização na troca de carro e favorecer 'troca com troco'
Em meio à crise e de olho no aumento de ofertas online envolvendo trocas, startup brasileira desenvolve um site de relacionamento de veículos para favorecer negociações de troca e evitar desvalorização.

Em um cenário de restrição ao crédito e orçamento apertado, trocar o veículo e salvar um dinheiro na negociação tem sido uma saída muito utilizada pelos brasileiros. Na ‘troca com troco’, os proprietários buscam uma negociação de troca do veículo atual por um mais em conta e mais uma diferença em dinheiro.

Segundo o jornal A Tarde, só no Banco do Brasil, a carteira de ‘troca com troco’ apresentou um aumento de 18% ao fim do primeiro semestre de 2016 comparado ao mesmo período do ano anterior. A modalidade de troca tem se tornado uma alternativa bem aceita pelos proprietários e se torna uma das primeiras ações do brasileiro no plano de contenção de gastos e também, para guardar um dinheiro extra.

A troca de veículos pode ser uma boa alternativa frente às altas taxas de juros para o acesso às linhas de crédito. No entanto, isso não é uma regra e é preciso analisar com cuidado cada caso antes de fechar um negócio.

O grande vilão da ‘troca com troco’ é que normalmente o veículo será negociado com um grande deságio. Essa desvalorização do valor do veículo na hora da troca pode chegar a até 25% frente ao valor de tabela do carro, comprometendo a vantagem esperada.
Na negociação com concessionárias e lojistas, isso é normal, já que estes assumem riscos, estoque até o momento da revenda e outros custos, mas a surpresa é que mesmo na negociação direta entre pessoas físicas, os proprietários enfrentam dificuldade em conseguir propostas no valor de tabela em situação de venda pura e simples.

De olho nessa oportunidade, empreendedores brasileiros desenvolveram um site para gerar não só situações de venda, mas também de troca de veículos online. Anderson Castanheira, cofundador do LinkMotors conta que mais de 80% das propostas online em anúncios de veículos, já envolvem alguma condição de troca. “No LinkMotors, o usuário informa exatamente os veículos que interessariam na troca, podendo ser de maior ou menor valor e assim, o sistema gera situações interessantes para cada perfil”, diz Anderson.

Em negociações de troca entre pessoas físicas, normalmente os valores praticados são os reais valores de tabela. Assim, os negociantes não enfrentam o problema do deságio e a negociação não beneficia apenas uma das partes envolvidas na troca. Segundo Anderson ainda, a proposta do site LinkMotors é favorecer a interação entre usuários com interesses em comum. De um lado, um interessado em ‘troca com troco’ e do outro, uma pessoa procurando adquirir um veículo superior ao seu atual.

O website LinkMotors não participa diretamente das negociações e não cobra taxas sobre as transações. O site tem abrangência nacional e disponibiliza anúncios e navegação totalmente gratuitos.

(Via Alexandre Castanheira)

VOCÊ é muito importante para nós. Queremos ouvir SUA VOZ. Deixe seu comentário abaixo, após 'Related Posts'. Apoie este projeto: clique nas publicidades ou contribua.

14/07/2017

7 estratégias baseadas no FBI para segmentar redes e restringir ataques
Imagine que o fornecedor de café, após passar pela recepção da empresa, tenha um corredor fechado até a máquina de bebidas e sequer veja as portas dos departamentos pelo caminho. Ou que o portador de uma credencial extraviada consiga, no máximo, chegar à mesa do usuário roubado, sem conseguir enxergar o resto do ambiente e facilitando a execução de contramedidas. Esta é a ideia geral das novas soluções de hipersegmentação de rede, que são mais simples, efetivas e seguras.

Segundo estudos do DHS (Department of Homeland Security) e FBI, 85% dos ataques direcionados usam a mesma estratégia: seja por apropriação de credenciais por malware, ataques de DNS ou por invasão a sistemas secundários desprotegidos. O mesmo estudo mostrou que a maioria desses ataques poderiam ser mitigados com medidas já conhecidas, entre elas a segmentação de redes, incluída entre as melhores práticas, complementa ou simplifica alguns dos demais itens. Abaixo, listo 7 inciativas para proteger informações e acessos em redes corporativas:

1) Segmentação de redes e segregação de zonas de segurança – semelhante a outras organizações normativas, como o PCI Council e o próprio Banco Central, os órgãos de segurança advertem que quebras das barreiras do perímetro não podem abrir acesso a todas as instâncias do ambiente.

2) Aplicações e sistemas operacionais vulneráveis – plataformas sem as patches de correção ou com suporte descontinuados são um ponto de comprometimento que, no mínimo, não deve se ramificar aos ambientes saudáveis. O ransomware Wannacry recentemente explorou justamente esta vulnerabilidade.

3) Whitelisting de aplicações – restringir o acesso às aplicações reconhecidas e seguras é uma estratégia perfeita para evitar a penetração de qualquer software malicioso.

4) Restrição de acessos – os hackers buscam roubar as credenciais que proporcionem o mais amplo nível de acesso, o que torna os administradores um alvo preferencial. As soluções de controle de acesso e identidade, aplicadas à segmentação de redes, ajusta os privilégios de acesso às necessidades de cada usuário, e os administradores veem apenas as camadas de infraestrutura pelas quais são responsáveis.

5) Validação de input – ataques de injeção de SQL, XSS (cross-site script) e comandos maliciosos podem ser evitados ao se impedir que usuários de aplicações web cheguem a servidores aos quais não tem acesso autorizado.

6) Reputação de arquivos – políticas mais restritivas de antivírus e prevenção de malware evitam que software malicioso penetre e ganhe controle.

7) Uso adequado dos firewalls – regras genéricas deixam a rede mais suscetível. A segmentação permite um gerenciamento mais granular e facilita a definição do tráfego que pode ou não passar.

É certo que ataques sempre vão existir e ficarem cada vez mais sofisticados, mas ao mesmo tempo, temos soluções de tecnologia capazes de assegurar a integridade dos dados e preservar os negócios das empresas.

(Via Sandro Gama, da A5 Solutions)
VOCÊ é muito importante para nós. Queremos ouvir SUA VOZ. Deixe seu comentário abaixo, após 'Related Posts'. Apoie este projeto: clique nas publicidades ou contribua.

12/07/2017

Tá na hora do cat!
Além do que parece óbvio, não andar, nós, tetraplégicos, paraplégicos e outros tipos de deficiências, também temos em comum a bexiga neurogênica, que uma rápida pesquisa na internet revela como sendo uma disfunção da bexiga urinária, “devido a uma doença do sistema nervoso central ou nervos periféricos envolvidos no controle da micção. A bexiga neurogênica pode ser hipoativa (incapaz de se contrair, não esvaziando adequadamente) ou hiperativa (esvaziando por reflexos incontroláveis).”

Usando um linguajar popular, alguns cadeirantes, sejam eles com para ou tetraplegia – mas principalmente aqueles que sofreram uma lesão na medula, completa ou não – não têm controle do xixi, salvo exceções, é claro. Por isso aprendemos, ou pelo menos devíamos aprender algumas técnicas e formas de prevenir esse constrangimento, com profissionais de saúde e enfermagem.


Basicamente, o ser humano tem dois esfíncteres, interno e externo, em se tratando da bexiga urinária. Quando ela está cheia, o esfíncter interno se abre involuntariamente e sentimos a vontade de fazer xixi. É aí que seguramos, voluntariamente com o esfíncter externo, até chegarmos ao banheiro. No entanto, sem controle da altura da lesão para baixo, a pessoa não consegue segurar e a urina simplesmente sai. E fazê-lo na frente dos outros pode ser algo constrangedor, ou não, dependendo de como cada um trabalha questões como aceitação, enfrentamento e controle emocional.


Nossos rins funcionam normalmente conduzindo a urina através do ureter até a bexiga, trabalhando em média a cada quatro horas, quando ingerimos uma quantidade relativamente normal de líquidos – visto que cada um tem uma capacidade de armazenar X mililitros de urina na bexiga. Assim, o Cateterismo Vesical Intermitente, carinhosamente chamado de cat por nós, é uma prática comum e eficaz: trata-se de introduzir uma sonda pela uretra, seja homem ou mulher, a cada quatro horas, para esvaziar a bexiga por completo e assim manter-se seco, limpo, sem correr o risco de fazer xixi na calça. 


Ainda assim, como nem sempre o nosso corpo funciona como esperamos, algumas perdas (de urina que sai sem querermos) são comuns. Por isso, até existem remédios que retém líquidos, absorventes geriátricos e fraldas, sonda externa com bolsa coletora e uma ingestão de líquidos sem excesso, que também ajuda a evitar esses pequenos acidentes. 


Mesmo eu, com a pouca experiência adquirida desde quando fiquei tetraplégico em 2011, até hoje passo por momentos de embaraços. Como recentemente, durante uma sessão de fisioterapia, quando escapou um pouco de xixi na frente da fisioterapeuta. Ela, acostumada e ciente dessa possibilidade, soube lidar com o ocorrido de forma a amenizar o meu constrangimento. Mas já fiz pior. Deixei o banco do carro de uma ex-namorada molhado... aí sim, quase morri de vergonha. Por outro lado, durante uma tarde de cervejada, há amigos que ajudam até na hora de abrir a torneirinha da bolsa coletora, na grama, pra caber mais xixi (risos)!



Sobre esse tema, em conversas nos grupos do WhatsApp, por exemplo, há aqueles que levam numa boa e outros que se desesperam. “Já aconteceu comigo várias vezes. Eu começo a ficar com raiva e a me xingar... Odeio quando acontece isto comigo”, me disse certa pessoa. Outra cadeirante comentou como reage: “Não sei te dizer (como evitar essa situação), mas já aconteceu algumas vezes comigo. Eu começo a rir, levo na esportiva, mesmo morrendo de vergonha”. Já com uma pessoa, que no caso nasceu com mielomeningocele e hidrocefalia essa situação é bem tranquila – talvez pela experiência de uma vida inteira fazendo o cat. “Minha família e esposa me ajudaram nisso. Já fiz xixi em diversas ocasiões. Mas eu lido bem com isso e sempre tiro de letra”, revelou um desses contatos.

A vida é cheia de detalhes. Quem tem movimentos nas mãos consegue fazer o cat sozinho. Eu, tetraplégico, sem movimento dos dedos não consigo. Nessas horas é importante o auxílio da família, parceira (o), namorado (a), esposa (o), cuidador (a), enfermeira (o) ou quem for. E uma coisa é certa: assim como quando somos bebês, ou bem velhinhos, fazer xixi na calça é uma realidade de grande parcela das pessoas com alguma deficiência física, seja o lesado medular, para ou tetraplégico.



Logo, se essa é também a sua realidade – que não depende de você para ser mudada – sugiro que gaste energia naquilo que pode ser evitado: fazendo o cat na hora certa, não abusando de líquidos e diuréticos, usando o medicamento receitado pelo médico, fazendo acompanhamento com urologista ou ginecologista, usando sonda externa com bolsa coletora e buscando informações em postos de saúde, clínicas de reabilitação, escolas de enfermagem e com profissionais da saúde. Eu já me privei de muita coisa temendo isso tudo. Eu levei anos para me aceitar. Mas não deixo mais que esse tipo de coisa me impeça de viver, ser feliz, sair e aproveitar por aí. Se hoje a minha vida é assim, tenho mais é que me adaptar: me prevenir, sim; deixar de fazer, nunca mais.

Entendendo o cat

Com as mãos higienizadas, material estéril e luvas descartáveis, pode ser aplicado um pouco de lidocaína ou xilocaína® na uretra com uma seringa, para lubrificar e ajudar a introdução de uma sonda (ou cateter) pelo canal, até a bexiga. Ao esvaziar a bexiga, o cateter deve ser retirado e descartado.

(Via Rafael Ferraz Carpi de Andrade Lima, jornalista e autor da coluna Tetraplégicos Unidos)

VOCÊ é muito importante para nós. Queremos ouvir SUA VOZ. Deixe seu comentário abaixo, após 'Related Posts'. Apoie este projeto: clique nas publicidades ou contribua.