26/05/2017

Novo ranking dos provedores de internet mais rápidos do Brasil - 2017

Baseado em mais de 18 milhões de testes de velocidade feitos pelos usuários nos meses de janeiro, fevereiro e março, o portal Minha Conexão conta com diversas categorias em seu ranking com os resultados dos testes de velocidade.

O portal Minha Conexão disponibiliza um ranking que apresenta os resultados dos testes de velocidade realizado com provedoras de internet fixa e móvel do Brasil. A Copel – uma vertente da Companhia Paranaense de Energia – ganha a disputa nacional entre os “10 maiores provedores do País” em banda larga fixa, enquanto a Vivo vence no ramo de operadoras de internet móvel 3G e 4G.

Baseado em mais de 18 milhões de testes de velocidade feitos pelos usuários nos meses de janeiro, fevereiro e março, o ranking do portal Minha Conexão conta com diversas categorias, dentre elas “rede mais estável”, “cidades mais rápidas do Brasil” e “provedores mais rápidos de cada Estado”.

De acordo com o levantamento, a capital mais rápida do País é São Paulo (SP), com 19Mbps de velocidade. Em seguida, está Florianópolis (SC), com 17,6Mbps, e Curitiba (Paraná), alcançando 17,2Mbps.

A seguir, confira mais posições disponibilizados pelo Minha Conexão:

Banda larga

Velocidade dos 10 maiores provedores do País
1° - Copel: 25.4 Mbps
2° - Live TIM: 23.7 Mbps
3° - Net Virtua: 20.9 Mbps
4° - Gvt: 16.9 Mbps
5° - Vivo: 13.0 Mbps
6° - Ctbc: 12.2 Mbps
7° - Brisanet: 11.2 Mbps
8° - Mastercabo: 7.2 Mbps
9° - Velox: 5.9 Mbps
10° - Hughes: 3.5 Mbps

Cidades mais rápidas do Brasil
1° - Osório - RS: 28Mbps
2° - Cerquilho - SP: 26.6Mbps
3° - Nova Friburgo - RJ: 21.2Mbps
4° - São Sebastião Do Paraíso - MG: 21.1Mbps
5° - São Paulo - SP: 19Mbps

Provedores mais rápidos do Brasil (todos)
1° - Netspeed Fibra: 49.2 Mbps
2° - Fhptelecom: 43.6 Mbps
3° - Zamix: 33.4 Mbps
4° - Inb Telecom: 30.6 Mbps
5° - Sumicity: 29.6 Mbps

Internet móvel 3G e 4G
Classificação geral das operadoras
1° - Vivo: 3,28 pontos
2° - CTBC: 3,02 pontos
3° - TIM: 2,48 pontos
4° - Claro: 1,77 pontos
5° - OI: 1,31 pontos
6° - Nextel: 1,29 pontos

Capitais mais rápidas
1° - Vitória (ES): 9.7Mbps
2° - São Paulo (SP): 8.9Mbps
3° - Rio De Janeiro (RJ): 8.7Mbps
4° - Belo Horizonte (MG): 8.4Mbps
5° - Curitiba (PR): 8.3Mbps

Se a sua cidade não aparece neste ranking, confira a lista completa do teste de velocidade .

Entre grandes empresas, Copel supera TIM

Vale ainda ressaltar que, no teste anterior realizado pela empresa - lançado em janeiro deste ano – a Live TIM ocupava a primeira posição, com 24,7Mbps de velocidade. A Copel ocupava o segundo lugar, com 23,3Mbps, seguida da Net Virtua, com 19,9Mbps. No ramo 3G e 4G, a Vivo ultrapassou a TIM, que estava em primeiro lugar geral.

Portanto, diante desses resultados, é essencial que os usuários confiram a qualidade do serviço por meio de um teste de velocidade.

O portal Minha Conexão permite que o usuário crie relatórios a partir de avaliações de sua conexão residencial ou empresarial, podendo saber a média da velocidade da internet - uma maneira de monitorar e garantir o serviço oferecido pelas operadoras.

(Via Minha Conexão)

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Google lança ferramenta para busca de empregos

O Google anunciou lançamento de ferramenta focada em ajudar internautas a encontrarem oportunidades de trabalho. A ferramenta Google for Jobs, que em breve será adicionada ao buscador, foi apresentada durante a conferência I/O 2017 e trará opção de pesquisa personalizada, que utiliza inteligência artificial para ajudar o usuário que procura por empregos.

Para oferecer os resultados específicos aos usuários, a nova ferramenta do buscador vai se conectar com sites de vagas e oferecer filtros especiais de pesquisa. Além disso, por meio do machine learning, o sistema vai sugerir ao usuário empregos ligados a sua área de atuação profissional e que se encaixam em seu perfil.

Ao apresentar o projeto, o gigante das buscas informou que, por meio da nova inciativa, se compromete a auxiliar empresas com oportunidades disponíveis, a se conectarem com profissionais.

“Esperamos conectar empresas com potenciais funcionários e ajudar os candidatos a encontrar novas oportunidades. Como parte deste esforço, nas próximas semanas, vamos lançar novo recurso na busca, que ajuda as pessoas a procurar empregos por experiência e por níveis salariais, incluindo trabalhos que tradicionalmente têm sido muito mais difíceis de pesquisar e classificar, como varejo e serviços”, informou o site.

Segundo a empresa de tecnologia, na nova ferramenta estarão disponíveis desde cargos de entrada, até serviços de alto escalão. Além disso, haverá a opção de o interessado se candidatar para as vagas diretamente pelo mecanismo de busca.

Ao falar sobre a ferramenta, o Google anunciou que a inicia central desta e de outras ações é ajudar milhões de pessoas, democratizando o acesso à informação e a busca de novas oportunidades. O site não deu mais detalhes sobre o recurso de vagas em seu pesquisador, mas prometeu que a ferramenta chegará aos usuários dos Estados Unidos “nas próximas semanas”. Ainda não existe data prevista para lançamento do Google for Jobs no Brasil.

(Via Portal Comunique-se)

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25/05/2017

Entrevistas exclusivas da cantora londrina Jesuton e seu novo trabalho

Encantada com a cultura e o povo brasileiro, a cantora londrina veio para conhecer o Brasil.
Jesuton e o marido, o chef argentino Javier Larroquet, chegaram em solo tupiniquim movidos por inspiração e buscando viver algo realmente novo.

Pai nigeriano, mãe jamaicana, cresceu em Londres ouvindo reggae, soul e r&b. Formada em ciências humanas, passou a gostar de bandas como Radiohead, Muse e curtir estilos musicais como drum and bass e dubstep.

Para além da música, Jesuton também se diz apaixonada por antropologia e genética e em meio a um mestrado, apaixonou-se também por música latina. Por isso foi para Cuzco, no Peru, onde começou a cantar num bar e onde conheceu seu marido.




O Rio de Janeiro, em 2012, foi uma opção de trabalho para o chef argentino e uma aventura para Jesuton que, no final das contas, deu mais do que certo. No difícil início em solo carioca, foram morar com amigos no Chapéu Mangueira. Andando por Ipanema teve a ideia de começar a cantar na rua.

Em poucos meses, tornou-se um fenômeno da internet, indo ao programa do Luciano Huck e, para encurtar a história, sendo contratada pela Som Livre e hoje tendo sua voz em algumas novelas da Rede Globo de Televisão.


Recentemente, lançou Home, o primeiro disco com músicas escritas por ela mesma, em parceria do produtor Mario Caldato Jr. Em entrevista exclusiva para a rádio Antena 1, Jesuton falou sobre o novo trabalho.


“O disco é feito de músicas autorais pela primeira vez, então eu vejo este trabalho como se fosse o meu primeiro álbum. O conceito central do disco é uma conversa constante sobre estar e não estar, uma busca, uma viagem de transformação onde você sai de um lugar e vira como que uma versão alterada de si mesmo”, afirmou a britânica.

Além disso, a faixa-título do álbum é uma composição de Jesuton e Bernardo Martins. O clipe, dirigido por Alberto Marchiori, foi gravado em diferentes comunas da província de Vicenza, na Itália e traz a participação da própria Jesuton. 



Para escrever a canção, a cantora afirmou que sua inspiração foram as transformações da vida.


“As minhas viagens, as coisas novas que você encontra e as coisas que você deixa para trás. Mais sobre as coisas que você deixa para trás. Fala bastante sobre a perda. A experiência de perder meu irmão menor e a minha mãe, como isso me tornou uma pessoa diferente.”, revelou.

Jesuton afirma que o processo de produção de seu primeiro álbum foi detalhado, e levou dois anos para ser concluído. Já sobre o nome da compilação, que significa casa em português, ela contou: 


“Vejo que a gente pode acumular várias casas. O Brasil é certamente uma delas. Meu refúgio por aqui é um bairro no Rio de Janeiro, chamado Santa Teresa, onde moro atualmente”.

Em uma outra entrevista exclusiva para a rádio Antena 1, em 2015, a artista contou detalhes do início de carreira e muito mais. Confira:





(Com informações da Rádio Antena 1)

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Por que há tão poucas artistas mulheres?
A discussão sobre os processos históricos que fizeram os homens ocuparem a maioria dos espaços artísticos foi conduzida pela Professora Carla Cristina Garcia, da PUC-SP

Uma série de fatores sócio-históricos condiciona muitas pessoas a entrarem em museus, por exemplo, e imaginar que ali não estão expostas obras de mulheres — assim como indígenas, negros e outros grupos. Tendemos a pensar que, na verdade, estão presentes apenas obras de homens brancos. Mais do que a quantidade de quadros pendurados numa exposição, devemos estudar o percurso histórico que limita o acesso aos meios de produção e sufoca os espaços de expressão das mulheres. Dessa forma, poderemos compreender por que os homens ocupam a maioria dos espaços artísticos.

Esta é a análise de Carla Cristina Garcia, doutora em ciências sociais e professora da PUC-SP, ao responder à pergunta "Por Que Há Tão Poucas Artistas Mulheres?", na Aula Pública Opera Mundi. Para a especialista, é fundamental fortalecer o reconhecimento da produção cultural das mulheres e, também, garantir acesso aos meios materiais — como editais, verbas e contratos — , capazes de redistribuir as produções artísticas.





De maneira geral, explica, homens têm mais acesso aos meios de produção, editais, bolsas de estudos etc para produzir cinema, artes plásticas, música e assim por diante. "As mulheres, em síntese, têm uma condição material que impossibilita" a posição de igualdade em relação à produção artística.

"Mais do que quantidade, precisamos de uma cultura simbólica de qualidade, que faça, em certa altura do campeonato, que nossas netas e bisnetas possam entrar em um museu sem achar que só tem quadro de homem nesses espaços. Ou seja, citando a filósofa norte-americana Nancy Fraser, precisamos de redistribuição e reconhecimento da arte", explica.

(Via Opera Mundi)

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Operadoras criticam proibição de franquia limitada de banda larga fixa
A Comissão de Defesa do Consumidor discutiu projeto do Senado que veda a cobrança de franquia nos planos de banda larga fixa (Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Executivos de operadoras de telefonia voltaram a criticar na terça-feira, 23, medida que veda a cobrança de franquia nos planos de banda larga fixa, prevista no Projeto de Lei (PL) 7182/17, durante audiência da Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara dos Deputados.

Relator da matéria no colegiado, o deputado Rodrigo Martins (PSB/PI) informou que seu parecer será discutido na semana que vem.

Já aprovado pelo Senado, o projeto precisa passar pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser analisado pelo Plenário.

A polêmica sobre a limitação dos planos de internet vem opondo as operadoras às entidades defensoras dos consumidores e, recentemente, aos deputados da comissão, que já se posicionaram contrários à franquia.

Enquanto não há definição, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proibiu as operadoras de reduzir a velocidade, suspender o serviço ou cobrar pelo tráfego excedente, quando o consumidor ultrapassar os limites da franquia contratada.

Intervenção mínima

“Como é um serviço em regime privado, a liberdade deve ser a regra e isso tiramos da Lei Geral de Telecomunicações”, defendeu o diretor de Relações Institucionais da TIM, Patrick Azevedo. Segundo ele, as intervenções do poder público devem ser mínimas, para corrigir desequilíbrios competitivos no mercado. Ele acrescentou que a legislação já permite que as operadoras ofereçam serviços conforme o perfil de consumo dos usuários.

Na visão do executivo de atividades institucionais da Oi, Carlos Medeiros, o projeto em discussão no colegiado privilegia os consumidores “heavy users”, que excedem o limite do contrato de banda larga, em detrimento dos demais usuários.

Ele defendeu a coexistência dos modelos de franquia de dados e de uso ilimitado para que “não haja barreira para a entrada daqueles que mais precisam”. E disse que 86% dos clientes não ultrapassariam a franquia de entrada da Oi, se esta estivesse em vigor.

Expansão do serviço

O vice-presidente de Banda Larga da Sky, Edison Kinoshita, disse que o projeto dificulta a expansão do serviço, sobretudo para estados como o Maranhão, onde o acesso à internet ainda é restrito. “Quanto mais controlamos as franquias, mais os cidadãos nessas localidades terão acesso”, afirmou. Ele estima em 20% os clientes que hoje ultrapassariam o limite do contrato e, portanto, seriam privilegiados pelo projeto.

O diretor de Relações Institucionais da Vivo, Enylson Camolesi, vê risco de engessamento do setor, caso o assunto seja regulamentado por lei. “Sabemos da legitimidade do Congresso, mas achamos que o assunto deveria ser melhor aprofundado, pois é muito difícil prever um setor tão dinâmico”, frisou. Segundo ele, o projeto beneficiaria apenas 1,4% dos clientes da Vivo que hoje excedem a franquia de banda larga.

Aprovação fácil

O deputado Celso Russomanno (PRB-SP), um dos que solicitaram a reunião, afirmou que “colocar no papel é uma forma de garantir segurança jurídica do consumidor, assim como empresários buscam segurança jurídica para o investimento”. Ele acredita que o projeto será aprovado com facilidade na Casa.

Já o deputado Áureo (SD-RJ) cobrou a participação dos presidentes das operadoras nos debates. “Em vez de seus representantes, poderiam ter mandado os sindicatos, isso traria mais representatividade ao consumidor”, reclamou.

(Via Emanuelle Brasil, com edição de Newton Araújo)

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Estudo revela: publicidade com contexto ajuda marcas a serem lembradas
Modelo de distribuição programática, formato outstream e conteúdo premium contribuem para o sucesso das campanhas

A Teads, plataforma de vídeo criadora do formato outstream e marketplace de vídeos #1 no mundo, realizou recentemente um estudo sobre como o cérebro reage a publicidade em vídeo e os impactos neurológicos desses anúncios nos usuários. Os resultados comprovaram que a publicidade em vídeo online tem muito mais relevância para o engajamento e a memória de longo prazo dos consumidores quando inserida em conteúdos editoriais premium - ambiente responsável por criar mais picos de momentos memoráveis. Quando visualizados neste contexto, os anúncios engajam 16% mais do que aqueles vistos via Facebook, por exemplo.

De acordo com um estudo conduzido pela S4M, Tapestry e Pointlogic, as atividades diárias mais constantes entre os brasileiros nos seus smartphones são troca de e-mails (81%), chamadas e mensagens (77%), seguidas pela busca de informações gerais e leitura de notícias (69%). Isso significa que os usuários passam o mesmo período de tempo navegando nas redes sociais e outros sites que em conteúdos editoriais qualificados e, por isso, no universo do conteúdo editorial existem oportunidades importantes para os anunciantes.

Além da escolha do ambiente apropriado para as marcas, o formato e distribuição também influenciam o sucesso de uma campanha. A distribuição programática da publicidade em vídeo online garante maior direcionamento das audiências e apesar de ainda enfrentar riscos de fraude e problemas na entrega neste período de consolidação, representou 16,5% dos investimentos em publicidade digital em 2016, 14% a mais do esperado, segundo IAB Brasil.

“Procurar por empresas que apresentem métricas confiáveis e transparentes é uma opção para vencer esses desafios, aumentar os níveis de viewability e proporcionar uma comunicação eficiente entre marcas e consumidores. Os espaços editoriais premium certamente oferecem um ambiente seguro e controlado para os anunciantes, atendendo os objetivos das empresas, e contribuindo para impulsionar o ROI”, afirma Fabricio Proti, diretor executivo da Teads no Brasil.

Em pesquisa realizada pela Censuswide, publicada em janeiro de 2015, 74% dos consumidores se sentem forçados a ver anúncio antes de vídeos e outros conteúdos, prejudicando suas experiências online. Os consumidores valorizam criar ligações fortes com as marcas por meio de campanhas e ações que os impactem de forma pessoal e relevante, gerando empatia e estreitando o relacionamento deles com os produtos, e por isso, as marcas estão cada vez mais atentas aos níveis de segurança, aos ambientes em que seus anúncios estão inseridos e seu impacto no consumidor.

“Investir em publicidade digital, com conteúdo profissional inserido entre os parágrafos de espaços editoriais premium, é uma estratégia que merece forte atenção das marcas, pois garante vantagens competitivas e estreita relações com o leitor e o potencial consumidor”, conclui Fabricio.

(Via Heitor Begliomini)

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Como é difícil olhar para trás sem sentir vergonha
Como é difícil olhar para trás sem sentir vergonha. Não digo sempre, mas muitas vezes olhamos nossas fotos do passado, por exemplo, e entre risos sentimos um pouco de vergonha. Outras vezes vem apenas a lembrança de um tempo bom. Difícil dizer ao certo, porque são muitos sentimentos associados.

Quando digo sentir vergonha, em verdade quero dizer reavaliar-se, pensando: hoje faria melhor. Não sou de natureza nostálgica, não me apego ao passado. Muito pelo contrário, meus olhos estão sempre voltados para o aqui e agora, com algumas olhadas para diante, para o porvir. Mas é inevitável olhar para textos que escrevi, por exemplo, e não sentir a vontade voraz de corrigir e reescrever tudo. 

Ao mesmo tempo, estes mesmos textos me servem para notar o quanto mudei e cresci ao longo do tempo. E este é o maior valor, talvez, de se olhar para o passado. Sentir vergonha não faz sentido, porque a pessoa que hoje sou não produziria os mesmos atos daquela pessoa que fui. Somos a mesma pessoa sendo pessoas tão diferentes no tempo-espaço.

Todo este meu divagar começou nas últimas semanas, pois estou reestruturando todo o site #ComunicaTudo e republicando todo o material, apenas adicionando fotos e atualizando algumas características técnicas. Nenhuma alteração textual (ainda que eu me morda de vontade). Num primeiro momento, ao olhar o passado, sinto o impulso de fluir certa dose de vergonha, pois aquela coisa poderia ter sido melhor, etc. Mas pensando bem, tudo aconteceu como tinha que ser e devemos olhar adiante para ver o quanto crescemos e o quanto ainda podemos crescer.

Olhe ao seu redor. Ninguém nasce perfeito e nem mesmo perfeito morrerá. Sentir vergonha de quê? Se a vida é para experimentar. Seja feliz. E vá. Caminhe adiante. A gente se encontra em algum lugar.

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23/05/2017

Poesia não se explica - para Manoel de Barros

Quando comecei a lecionar artes para a Educação Infantil, não demorei a perceber o presente que ganhei. São tantas besteiras geniais, tanto olhar ímpar, tanta sinceridade no sentimento que encheu meu coração de artista! São tantas pessoas inspiradoras, tantos cantos inspiradores, dentes que caem, dentes que nascem – uma vitória!

Daí, numa certa aula, falei de forma inocente para as crianças:

- Poeta Manoel de Barros: corpo de velho, cabeça de criança!
- Como assim, professora? - perguntou Samuel.
- Não entendi?! Que engraçado! - exclamou Samara.
- Ela tá falando de poesia, que é coisa que não se explica, se sente - explicou Anita.

E entre tantos meninos que carregavam água na peneira, Anita destruiu suavemente o meu coração de amor!
Façam me um favor? Se inspirem:

AUTO-RETRATO FALADO
Manoel de Barros

Venho de um Cuiabá de garimpos e de ruelas entortadas.
Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci.
Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão,
aves, pessoas humildes, árvores e rios.
Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar
entre pedras e lagartos.
Já publiquei 10 livros de poesia: ao publicá-los me sinto
meio desonrado e fujo para o Pantanal onde sou
abençoado a garças.
Me procurei a vida inteira e não me achei — pelo que
fui salvo.
Não estou na sarjeta porque herdei uma fazenda de gado.
Os bois me recriam.
Agora eu sou tão ocaso!
Estou na categoria de sofrer da moral porque só faço
coisas inúteis.
No meu morrer tem uma dor de árvore.

Texto de autoria de
ANNA POULAIN: arte-educadora, designer e artista visual. 
Formada em Belas Artes na UFRJ.


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Quando Chico Anysio levou Belchior às lágrimas

Dois grandes gênios do Brasil. Um do humor e o outro da música. Aliás, neste caso, podemos falar em três grandes gênios juntos numa mesma ocasião: Chico Anysio, Belchior e Rolando Boldrin. 
No programa Sr Brasil, o humorista presta uma belíssima homenagem ao compositor que morreu recentemente. E leva Belchior às lágrimas. Momento lindo que merece ser lembrado.



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22/05/2017

O “pau-mandado” de Cunha, o “anal” na GloboNews e outras “barrigadas”

Quem lida com a prática jornalística sabe que, por inúmeras vezes, “barriga” é mais do que uma parte do corpo humano. A palavra é usada entre amigos da comunicação para designar erros e conteúdos imprecisos veiculados por algum órgão midiático. Com a efervescência da política brasileira nos últimos dias, “barrigas” surgiram na imprensa. Equívocos estiveram relacionados ao presidente Michel Temer, ao sucessor de Aécio Neves no comando do PSDB e a uma suposta gafe cometida pela equipe da GloboNews.

Alvo da delação premiada de Joesley Batista, dono da JBS, Michel Temer segue no posto de presidente da República [ao menos] até o fim da tarde desta sexta-feira, 19. Blogueiro de O Globo, Ricardo Noblat cravou que o peemedebista “decidiu renunciar”. O jornalista chegou a relatar que a saída do político estaria programada para o “início da noite” de ontem. Mesmo transformando-se em uma “barriga”, o texto divulgado originalmente às 15h06 de ontem segue inalterado, com o colunista usando as redes sociais para pontuar ter a certeza de que a sequência do governo Temer será “temporária”.


Também pelo ambiente online de O Globo, veículo que noticiou em primeira mão detalhes sobre a delação de Joesley Batista, outro colunista cometeu “barriga”. Com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) enrolado por causa de conversa gravada com o empresário da JBS, Jorge Bastos Moreno publicou em seu blog que o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) era o novo presidente nacional dos tucanos. As horas se passaram e quem foi confirmado no comando do partido foi o senador cearense Tasso Jereissati.

A movimentação na presidência tucana fez com que Moreno mantivesse a crítica a Sampaio, definido como alguém que “já foi pau-mandado de Cunha”, mas alterasse outros elementos da postagem. No título, por exemplo, saiu “novo presidente do PSDB” e entrou “tucano”. O texto, anteriormente garantindo que o parlamentar paulista já era o novo manda-chuva da legenda, informa que Carlos Sampaio apenas foi “o candidato da bancada do PSDB na Câmara à presidência do partido”. No Twitter, entretanto, a postagem com a informação equivocada segue no ar.


O terceiro erro relacionado à cobertura política que a reportagem do Portal Comunique-se captou envolve outro veículo mantido pelo Grupo Globo. Dessa vez, contudo, foram outras redações as protagonistas da “barriga”. Segundo sites como Brasil 247, Catraca Livre e Blog da Keila Jimenez/R7, a GloboNews supostamente exibiu chamada de que o dono da JBS teria gravado Temer “dando anal para compra de silêncio de Cunha”. A informação, porém, nunca foi exibida pela emissora da TV por assinatura. Surgida nas redes, uma montagem dava a entender que a equipe do canal tinha confundido “aval” com “anal” – o que não ocorreu.

Montagem fez sites acreditarem em gafe da GloboNews, o que não ocorreu

Acusador do suposto erro da GloboNews, o Brasil 247 tirou a matéria do ar (a URL direciona para a home). Keila Jimenez ajustou o texto no R7 e explicou que a emissora foi alvo de arte maldosa que viralizou nas mídias sociais. Dos três, o Catraca Livre foi o único a assumir o próprio erro, registrando ter se tornado vítima da ação fake por causa da “pressa toda”. “[A] imagem é falsa. Não houve erro algum por parte da GloboNews na hora de divulgar a notícia do dono da JBS que gravou o momento em que o presidente Temer deu o AVAL para compra de silêncio de Cunha”, admitiu a página de cultura e variedades.

(Via Comunique-se)

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