27/06/2017

Tetraplégicos, uni-vos!

Falar sobre si, para mim, é sempre complicado. Então começo falando da minha condição física, já que sou rotulado como PNE (pessoa com necessidades especiais), PCD (pessoa com deficiência), ou deficiente físico e cadeirante, entre outros tantos. Assim, tenho certeza que mais tetraplégicos, e outras pessoas com algum tipo de limitação física e motora vão se identificar, em partes, com o seguinte relato.


Sou Rafael Ferraz, tenho 33 anos e estou tetraplégico há seis. Sou jornalista, músico e fotógrafo. Já trabalhei como fotógrafo em navios de cruzeiros, no Brasil e na Europa, dei aula de violão e guitarra, toquei em algumas bandas, cantei e toquei sozinho na noite. Fui repórter em dois jornais impressos na minha cidade – interior paulista, e trabalhei com assessoria de imprensa, além de outros empregos que tive entre os anos 2000 e 2011, ano em que minha vida simplesmente virou no avesso e de ponta cabeça.


Já fui casado – uma experiência incrível, que durou o quanto tinha que durar, e por sorte, eu não tive filhos. Divorciado, voltei à casa de meus pais até me ajeitar novamente, quando acabei caindo da escada do 3º andar da casa de uma antiga namorada. Não sei como, minha cabeça apagou, mas caí e fraturei a 5ª vértebra cervical. Tive uma fratura exposta do fêmur direito, bati com o ombro e a cabeça no chão, mas não quebrei o crânio, e tive uma desnervação dos músculos em todo o meu lado direito do corpo.


Infelizmente, eu não sei como caí. Não me lembro e ninguém viu o que realmente aconteceu. Sei que eu não rolei pelos degraus. Eu caí no vão, no vazio de uma grande escada em caracol. Fiquei 20 dias em coma induzido, respirando por traqueostomia durante cinco meses, quatro deles no hospital e um mês em casa sob cuidados de enfermeiros, namorada e familiares.


Na queda, a 5ª vértebra quebrou e formou uma hérnia (um inchaço) que pressionou e lesionou minha medula espinhal, me deixando tetraplégico, sem movimentos das pernas e do braço direito – me lembro que o médico disse que talvez eu nunca mais movesse esse braço. Hoje, no entanto, eu mexo os ombros e os braços, mas não tenho movimentos nos dedos e nas mãos. Não tenho muito controle do tronco, mas sinto meu corpo inteiro – apesar de ser uma sensibilidade alterada (eu não sei distinguir, por exemplo, entre água fria e quente). Sou totalmente dependente desde a hora que eu acordo, precisando de ajuda para sair da cama e passar para a cadeira, ajuda para me vestir, para tomar banho e outras coisas básicas do dia a dia.


Desde então, bastante debilitado nos dois primeiros anos como tetraplégico, venho fazendo diversas terapias de reabilitação em clínicas como a Rede Lucy Montoro, do estado de São Paulo, e em outras clínicas particulares. Há dois anos e meio faço fisioterapia, hidroterapia e equoterapia, duas vezes por semana. Além disso, costumo fazer musculação e pedalar um cicloergômetro (com os braços) pelo menos 10 km por dia.


Mesmo tetraplégico, eu já saltei de paraquedas (foto de abertura), e cheguei a usar uma cadeira de rodas motorizada, mas hoje prefiro uma cadeira manual para não ficar parado, apesar de conseguir tocar a cadeira apenas em locais planos – dentro de casa, shoppings etc. Tenho dois cuidadores, os quais eu prefiro enxergar como meus assistentes – extensões de mim, que me ajudam com as tarefas básicas do dia a dia, como me transferir da cama para a cadeira, tomar banho, cortar as unhas, e tudo aquilo que eu ainda não consigo fazer sozinho.


Sempre em reabilitação física, mas também psicológica e emocional, sigo em busca de uma consciência plena através do amor, emanando e recebendo energia positiva para uma vida saudável e alegre, posso afirmar que estou vivendo a melhor fase da minha vida! 

Com Hebert Vianna
Ainda em fase de aceitação, pois sempre tive um gênio forte, e uma personalidade difícil – ora depressivo, ora ansioso, hoje me sinto leve. Aceito aquilo que não depende de mim e que eu não posso mudar, e vou atrás daquilo que posso transformar, com coragem e positividade para atrair tudo que é bom para minha vida. 


Hoje estou namorando uma pessoa maravilhosa, independente, positiva, consciente e verdadeira. Ela tem seu trabalho, também faz exercícios e corre em montanhas, e sem dúvidas recebe de mim todo amor e reciprocidade que existe em qualquer relacionamento. Temos nossa vida sexual ativa, saímos, encontramos amigos, viajamos, realizamos diversas coisas juntos e, como todo casal apaixonado, também sonhamos e fazemos planos.


Atualmente também faço terapia com uma psicóloga de abordagem comportamental cognitivista, trabalhando com crenças e aprendizado. Tenho lido e pesquisado muito sobre leis da atração universal, e programação neurolinguística. Participo de sessões de reiki e estou aberto a todas as possibilidades desse nosso universo – tudo isso visando a evoluir. Não sou religioso, mas tenho minha espiritualidade e respeito a opção e vontade de todos.


Vivo numa pequena cidade, onde luto para sempre receber medicamentos, o custeio de terapias e condução da prefeitura municipal. Assim, costumo compartilhar tudo isso que eu enfrento nas redes sociais, elucidando e encorajando outros que estão nessa mesma situação, a lutarem por seus direitos. Com isso, tenho recebido convites para trabalhos de universitários e palestras motivacionais.


Agora, aceitando o convite do amigo Marcelo Augusto D'Amico, criador do Comunica Tudo, pretendo dividir com os leitores um pouco sobre minha vida, reabilitação, adaptações que facilitam nossa vida, as principais dificuldades e soluções, além da falta de acessibilidade e um pouco do que sei sobre nossos direitos, mercado de trabalho e outros temas que possam surgir. 


Qualquer um que tiver curiosidade e quiser entender um pouco mais sobre mim, minhas limitações e ‘eficiências’, pode acessar o meu perfil público no Instagram.com/rferraz_carpi/, ou solicitar amizade no Facebook.com/ferraz.r e em outras redes sociais.

É trocando informações que alcançaremos a experiência de ser independente para encarar o novo. Por isso eu grito: tetraplégicos, uni-vos!

(Via Rafael Ferraz Carpi de Andrade Lima, jornalista)

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3 dias em Buenos Aires, la hermosa de Latinoamérica

Charme: check.
Comida boa: check.
Preços acessíveis: check.
História, arquitetura encantadora, museus, vida noturna: check.

Buenos Aires (BsAs) é uma cidade que mistura aspectos de São Paulo e de Paris. De certa forma, lembra Madrid. É cosmopolita e movimentada, mas também artística.
Todas as vezes que a visitei, fiquei por um período de 4 dias (utilizando um deles para viajar para outra cidade, como Tigre, por exemplo). Creio que seja suficiente para conhecer a cidade bem. Pegue o próximo feriado e venha conhecer a cidade mais charmosa da América Latina.

Reserve um hotel próximo à Avenida 9 de Julio (é possível encontrar hotéis legais com preços bem acessíveis), faça seu roteiro a pé ou de metrô e deixe as comprinhas para fazer na Feira de San Telmo.

Dia 1 (mapa disponível aqui)

Comece seu dia passeando pela Av. 9 de Julho em direção ao Obelisco, monumento que fica próximo ao Teatro Colón. Depois de muitas fotos e alguns alfajores (que são vendidos em cada esquina de BsAs), siga para a Avenida de Mayo para visitar o famoso Café Tortoni. Devo alertar que os preços não são tão em conta assim, mas entre nem que seja para pedir uma água, pois a decoração e o design do Café por dentro é maravilhosa e vai te levar em uma viagem histórica para o século XIX.


Siga reto pela Avenida de Mayo até desembocar na Plaza de Mayo: uma praça grande, repleta de natureza e de esculturas. Na outra extremidade da praça, você poderá ver a Casa Rosada, sede da presidência argentina. Se estiver com tempo, faça uma visita por dentro dela. Eu, infelizmente, nunca fiz.

Siga pela Avenida Rivadavia até o Parque Colón, onde poderá ver o Monumento a Juana Azurduy. Atrás do parque, você já poderá ver o Puerto Madero, bairro da vida noturna portenha e das churrascarias, com uma vista belíssima para se apreciar durante o dia. Nós almoçamos em uma churrascaria chamada Siga La Vaca, porém, as opções em Puerto Madero são muitas. E não deixe de atravessar a Ponte de la Mujer!

Ao caminhar pela beira do rio até quase o final do Puerto, vire à direita na rua Marie Langer, continue na Humberto I e siga até a praça da Feira de San Telmo (só funciona aos domingos, das 10h às 17h). A feira se extende pela rua Defensa. Siga por essa rua até ver a estátua da Mafalda, personagem famosa dos quadrinhos argentinos, numa esquina à sua direita. Garanta sua foto com a personagem e encerre seu roteiro do dia comendo mais alfajores.


Quanto à noite, recomendo ir a um dos muitos bares na rua Marcelo T. de Alvear (eu, particularmente, gostei muito dos pubs), com direito a uma passadinha na Calle Florida.

Dia 2 (mapa disponível aqui)

Antes de sair para caminhar, você provavelmente vai tomar café-da-manhã. Seja no hotel ou em alguma padaria: não deixe de provar as medialunas com café!

Caso tenha interesse, comece o dia no Planetário Galileu Galilei, no bairro de Palermo. Se não tiver, comece seu roteiro apenas a partir da próxima atração: o MALBA (museu de arte Latino-Americana de Buenos Aires). O MALBA não abre às terças-feiras e a entrada custa 100 pesos (cerca de 20 reais), exceto às quartas-feiras, quando todos tem 50% de desconto. Neste museu, estão expostos quadros de artistas como Frida Kahlo e Tarsila do Amaral (‘O Abaporu’, “apenas”), por exemplo.


Ao sair do museu, siga reto nesta grande avenida até se deparar com a Floralis Generica à sua esquerda, um monumento grandioso de metal em forma de Flor, que se abre e se fecha todos os dias.


Imediatamente ao lado do monumento, está a faculdade de Direito da Universidade de BsAs, porém, não é ela o que nos interessa: cito-na apenas como ponto de referência, pois é enorme. Em frente à faculdade, do outro lado da avenida, em meio ao parque, está nossa próxima parada: o Museu Nacional de Belas Artes (MnBA).

A coleção deste museu é incrível, especialmente para fãs de arte. Além de diversos artistas latino-americanos, o museu possui Van Gogh, Courbet, Monet, Gauguin, Degas, Toulouse-Lautrec, Modigliani, Picasso, entre outros mestres. O museu não abre às segundas e a entrada é gratuita.

Ao sair do MnBA, siga pela Avenida del Libertador até se dividir em duas, então siga pela Avenida Alvear. Uma ótima dica de café ou parada para descansar nesta área é o Café Biela, na esquina da Avenida Pres. Manuel Quintana. Se puder, espere o almoço, pois o restaurante é ótimo.

Siga reto nesta avenida e vire na Avenida Callao à sua direita. Continue reto até o ponto marcado no mapa: El Club de La Milanesa. Este restaurante oferece uma EXCELENTE comida portenha: o bife à milenesa. É espetacular! Os filés são gigantes (do tamanho do prato), macios e vem cobertos de praticamente o que você quiser. Eu optei por purê de batata e ovos fritos.

Depois de almoçar, visite a livraria El Ateneo, na Avenida Santa Fe. Acredito que esta seja a livraria mais linda e encantadora que já vi na vida, então eu diria que definitivamente vale uma visita.


Continue pela avenida Santa Fe até a Plaza de San Martín, onde também fica o parque com o mesmo nome. Do parque, pode-se ver a Torre dos Ingleses (ou Torre Monumental). Hora de relaxar.

Mais opções para a noite: para um hambúrguer bom, o Hard Rock Cafe de Buenos Aires; para boas cervejas, o pub The Temple Bar; para compras, as Galerias Pacífico.

Dia 3 (mapa disponível aqui)

Comece o dia no bairro La Boca, um pouco mais afastado, porém acessível de ônibus ou metrô. Caso tenha interesse em futebol, não deixe de visitar o estádio do Boca Juniors, La Bombonera. De lá, vá ao famosíssimo Caminito, o bairro de casinhas coloridas e dançarinos de tango pelas ruas. Devo alertar que este bairro não é tão seguro, portanto não deixem câmeras e celulares bobeando.


Volte ao centro e vá para a Calle Perú, onde poderá realizar o passeio de Manzana de las Luces, sítio histórico e arqueológico. Siga pela Calle Perú até cruzar com a Avenida de Mayo, entre nela e siga reto até a Praça do Congresso e o Parque Mariano Moreno. Aprecie a vista do Congresso e relaxe no parque.

Outras opções para a noite: reservar uma noite para ver um show de tango (eu fui ao Señor Tango, porém existem outros) ou uma peça de teatro na Avenida Corrientes.

(Via Mandy Affonso, do Perambularte)

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26/06/2017

Escritoras ganham espaço em livros obrigatórios de vestibular

“Eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos.” A imagem poderosa compõe o diário Quarto de Despejo, da escritora Carolina Maria de Jesus, obra que, relatando o cotidiano da vida na favela, já foi traduzida para mais de dez idiomas e, recentemente, passou a integrar a lista de livros obrigatórios para o vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) de 2019.

Além de Carolina, a relação trouxe também outra novidade de autoria feminina: o livro A teus pés da poeta carioca Ana Cristina Cesar, homenageada, em 2016, pela Festa Literária Internacional de Paraty.

Pouco antes, o maior vestibular do País, a Fuvest, também sinalizava sua intenção de tornar sua lista de leitura mais representativa para a prova de 2018. O romance Capitães de areia, de Jorge Amado, saiu para dar lugar ao livro Minha vida de menina, de Helena Morley, pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant. A obra é um diário narrado pela voz da menina que viveu na Diamantina (MG) do final do século XIX.

Sabendo do peso dessas listas para o planejamento do currículo das escolas, a inclusão de escritoras mulheres nas relações obrigatórias de dois dos mais importantes vestibulares do País é vista como um avanço importante.

“Espero que a partir dessas novas recomendações, a leitura de mulheres nas escolas aumente e essa lista seja ampliada, pois isso ainda é muito pouco e há autoras excelentes que carecem de reconhecimento”, observa Juliana Leuenroth, uma das idealizadoras do Leia Mulheres.

Para ela, ainda que estejamos longe de uma igualdade, a inclusão das obras pode ser considerada uma conquista, principalmente, pelo fato das autoras listadas não serem consideradas canônicas.

“Nos últimos vestibulares, a Fuvest não contava com nenhuma mulher em sua lista de leituras, nem Clarice Lispector, que antes era a única representante mulher da lista, e na Unicamp só alguns contos de mulheres eram recomendados”, lembra.

A especialista Gabriela Rodella, doutora em Linguagem e Educação pela Faculdade de Educação da USP, também recebe a notícia com bons olhos. Em sua opinião, a presença das obras de Carolina Maria de Jesus, Ana Cristina Cesar e Helena Morley ocorre também pela força de representação que conquistaram em nossa sociedade.

“Nas pesquisas que desenvolvi sobre ensino de literatura em São Paulo, conversei com professores do Ensino Médio que pediam, já em 2011, a leitura de “Quarto de despejo” e de “Minha vida de menina”. Na Universidade Federal do Sul da Bahia, onde desenvolvo meu trabalho docente, a leitura dessas obras é indicada e debatida com os licenciandos da área de Linguagens, justamente para que possam ter a escolha de fazê-la em sala de aula”, conta.

Ou seja, para ela, a indicação para os grandes vestibulares é importante, mas acontece também em função da presença dessas leituras em situações formais de aprendizagem, na Educação Básica ou no Ensino Superior.

Representatividade no ensino literário

Para além de pautar as leituras em sala de aula, é importante ressaltar que medidas como essas ajudam a combater o preconceito com a literatura escrita por mulheres, vista durante décadas como algo menor e circunscrita a temas familiares e domésticos. “Há também o termo “literatura feminina” que vai de encontro com essa definição e que subentende que apenas os homens seriam capazes de tratar dos tais ‘temas universais’”, aponta Leuenroth.

Neste sentido, colocar os estudantes em contato com o maior número de vozes e formas diferentes de narrativa é essencial para o conhecimento de outras realidades e diferentes pontos de vista, ajudando a formar uma compreensão mais plural do mundo. “Pensando no vestibular, os estudantes do Ensino Médio leem praticamente só homens brancos, de classe média e da região sul-sudeste do Brasil”, critica Leuenroth.

Ainda nesta perspectiva, a seleção de Maria Carolina de Jesus, mulher negra e periférica, vai além e evidencia a urgência de ampliar o perfil dos autores e das realidades estudadas em um dos vestibulares mais importantes do país.

“Os leitores querem se ver na literatura. Muito discutimos sobre a autoestima de pessoas da periferia e escrita. Inserir Maria Carolina de Jesus no vestibular significa ‘você também pode’. Além da escrita dela ser de ótima qualidade”, diz Juliana Gomes, também do Leia Mulheres.

Para Leuenroth, o fato pode ser interpretado desta forma, mas ​ainda é uma tentativa muito distante do ideal, como se apenas um livro bastasse para dar conta do tema que Quarto de despejo retrata. “Acho o livro da Carolina excelente, necessário e extremamente atual. Porém, espero que nos próximos esse espectro de realidades seja maior”.

(Via Thais Paiva)

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23/06/2017

Não se afaste, mas não me sufoque: qual é o limite?
Não se afaste, mas não me sufoque, eu digo. Você pergunta: mas onde fico, o que faço, qual é o limite? Difícil responder. Não há uma fórmula exata.

Enquanto humanos, estamos constantemente em movimentos visíveis e invisíveis. Caminhar e trabalhar são visíveis. Envelhecer e amadurecer são invisíveis. Mas tudo se move.

Preciso de espaço para me encontrar e sinto muito não saber detalhar quem sou. Penso que perdi porções de mim ao caminhar. Mas se preciso de espaço para crescer, também preciso de abraços para por os pés no chão. A medida de cada coisa não sei dizer.

Num dia preciso mais de espaço. No outro, mais abraços. E em quase todos não sei ou não sinto vontade de verbalizar. É uma merda, eu sei. Acredite: eu sei.

Um depressivo quase que exige um clarividente ao lado. É duro demais adquirir clarividência assim. Eu imagino. Mas creia que a mesma dureza se dá com a depressão.

O desequilíbrio não se instala somente no ser portador da doença. Todos ao redor adoecem, desequilibram, enlouquecem. Num dado instante nos vemos obrigados a desenvolver aptidões inimagináveis. Você procura entender que diabos acontece com uma pessoa que não quer se levantar ou passar um simples café. Enquanto eu procuro razões para não morrer, num primeiro momento. Depois, vou em busca do viver e do meu ser. Lentamente, num processo que leva meses, anos.

Mas se realmente posso pedir algo é: não diga que depressão é vagabundagem, malandragem, falta de sexo, de álcool, de Deus, de igreja, etc. Aliás, procure ouvir muito mais do que dizer.

- Ah. Mas você não fala.

Sei que falo pouco. Agora. Mas se você salpicar um pouco de compreensão em cada olhar, em cada abraço, posso ir recuperando aquilo que perdi. E nunca diga ou pense que depressão é frescura. É doença e como tal deve ser tratada. Não somos vítimas, nem carrascos. Nem somos doentes: apenas estamos doentes. Temporariamente. E não se afaste. Nem me sufoque. Por favor.

#DepressãoComunica: nova coluna do #ComunicaTudo. Nela, relato minha experiência pessoal com a doença (em tratamento), crescente no mundo todo e causadora de males inimagináveis. Quer falar sobre sua experiência? Mande-me email: marceloaugustodamico@gmail.com - precisamos falar sobre isso.

(Via Marcelo D'Amico)
 
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Problemas em acordos de redução de sódio e açúcar nos produtos industrializados
Problemas em acordos de redução de sódio e açúcar nos produtos industrializados. Para o IDEC, metas estabelecidas são tímidas e há falta de participação social nas tomadas de decisão

Na terça-feira (13/07/17), o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia) renovaram o acordo para reformular a quantidade de sódio nos produtos processados e ultraprocessados.

Apesar da expectativa de redução de 28,5 mil toneladas de sódio nos alimentos industrializados até 2022, o Idec vê com desconfiança o compromisso firmado, devido à falta de participação social nas discussões e a ineficácia de metas voluntárias no País.

“Não existe punição prevista caso alguma parte do acordo não seja cumprida, uma vez que as decisões são feitas pela própria indústria”, afirma Ana Paula Bortoletto, nutricionista e pesquisadora do Idec.

Desde 2011, diversos acordos voluntários foram assinados com o objetivo de reduzir o uso de sódio no Brasil. Cerca de 30 categorias da indústria alimentícia adotaram a medida, entre eles os setores de carnes e lácteos.

O Idec realizou uma série de pesquisas para monitorar o cumprimento das metas incluídas nos acordos. Em uma avaliação feita com base nos anos de 2011 até 2014, foi constatado que o valor estipulado era muito baixo e ineficiente, pois grande parte dos produtos envolvidos apresentavam a quantidade de sódio dentro da meta para ser reduzido ou estavam muito próxima de atingi-la

Atenção para os ultraprocessados

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 2008 e 2009 mostra que a população brasileira tem mudado os hábitos alimentares relacionados ao sódio.

Apesar de o sal de cozinha e os temperos prontos serem a principal fonte do consumo da substância, essa tendência tem diminuído, enquanto o consumo de alimentos processados e ultraprocessados têm aumentado - produtos que normalmente contêm sódio em excesso.

“A alimentação não trata apenas dos nutrientes, mas sim dos alimentos que os contêm. Assim, na hora de nos alimentarmos, devemos ter em mente a importância das escolhas saudáveis”, comenta a nutricionista e pesquisadora do Idec Laís Amaral.

Açúcar em discussão

A redução de açúcar também está na pauta do Ministério da Saúde. Em 23 de maio, um encontro técnico foi promovido pelas associações do setor de alimentos e bebidas para tratar de acordos voluntários. Também estiveram presentes o Ministério da Saúde, a Anvisa, representantes do setor produtivo e pesquisadores.

Durante a reunião, foi decidido que o Plano de Redução de Açúcar em Alimentos Industrializados terá formato parecido com o de sódio e seu lançamento está previsto para o segundo semestre deste ano. O foco inicial será nos produtos lácteos, bebidas adoçadas, biscoitos, bolos e achocolatados.

Para o Idec, as estratégias de redução do açúcar e do sódio são importantes para a prevenção da obesidade e doenças crônicas, mas não devem ser vistas como a principal solução.

“É importante que o Plano de Redução de Açúcar foque nesses produtos ultraprocessados, pois além de conterem aditivos alimentares, eles possuem maior participação na ingestão de açúcares livres, de acordo com a pesquisa do IBGE”, afirma Amaral.

(Via IDEC)

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Startup oferece bolsas de estudos no valor de R$ 30 mil
Estudantes com 18 anos ou mais, dos ensinos médio ou superior, de qualquer área do conhecimento podem participar; Eduardo Felipe, aluno da UFABC-SP, ganhou a bolsa da GotChosen no valor de R$ 15 mil no ano passado

A GotChosen* anuncia programa de bolsas de estudos para alunos do ensino técnico e superior, concedendo uma bolsa de estudos em dinheiro, no valor equivalente a R$ 30 mil. As inscrições encerram no fim de junho. O interessado precisa criar um perfil na plataforma da GotChosen, postar uma publicação original sobre qualquer assunto de interesse e conseguir pelo menos um voto positivo para o post, a fim de se qualificar ao sorteio. Não há limites de publicações por participante. O concorrente receberá uma chance extra para cada voto positivo que seu(s) post(s) receber(em). Quanto mais votos, tanto maiores as chances de ser sorteado. As inscrições para o sorteio são grátis e devem ser feitas até o dia 30 de junho, exclusivamente na página https://www.gotchosen.com/bolsas, onde estão disponíveis as regras de participação.

Desde a instituição do programa de bolsas, em 2012, a empresa já concedeu um valor superior a R$ 1,3 milhão para mais de 65 estudantes universitários, distribuídos em bolsas de estudo, com valores que vão de R$ 3 mil a R$ 120 mil. Segundo Oz Silva, CEO e fundador da GotChosen, os estudantes foram fundamentais no início da empresa, ao testarem a tecnologia, e agora a companhia seguirá dando sequência ao programa de bolsas de estudo.

“Queremos ajudar no desenvolvimento profissional e pessoal, estimular criatividade e agregar conhecimento de marketing, através da plataforma social da GotChosen, que une tecnologia, inovação e educação”, conta Silva. “A ideia é preparar os jovens, pois em geral, não têm conhecimento pleno dos esforços que são necessários para conquistar uma posição de êxito em um mundo tão competitivo”, acrescenta ele, ao destacar que desde o início do programa, em 2012, sua visão foi criar diferentes formas de concursos, entre eles, o melhor vídeo, o vídeo game mais jogado, o post mais popular, o conteúdo mais divertido e sorteios aleatórios.

Como participar da bolsa vigente
Podem participar do sorteio estudantes com no mínimo 18 anos, regularmente matriculados, em qualquer área do conhecimento, e o dinheiro da bolsa deve ser utilizado para o pagamento de mensalidades escolares, amortização de financiamento estudantil ou ser usado na aquisição de material didático e de apoio educacional, no caso de alunos de escola pública.

O vencedor será conhecido em julho, escolhido por meio de um sorteio aleatório, supervisionado por um grupo independente, e realizado nos Estados Unidos. O resultado será publicado no site da GotChosen, no link https://gotchosen.com/channel/140. As bolsas de estudos são oferecidas gratuitamente a cada dois meses, com valores e critérios diferenciados.

Fazem parte da galeria de vencedores, estudantes de diversas partes do mundo e de variadas áreas do conhecimento, como Música, Tecnologia, Biologia e Relações Internacionais. Entre eles está o brasileiro Eduardo Felipe, que recebeu uma bolsa no valor de R$ 15 mil em maio de 2016, na categoria de post mais popular. Felipe conheceu o programa em uma palestra apresentada na Universidade Federal do ABC (UFABC-SP), onde cursa Ciência e Tecnologia. Sua história (e a dos outros vencedores) pode ser conferida na página https://www.gotchosen.com/channel/140.

“A filantropia sempre foi um dos alicerces da GotChosen. No início, um dos nossos slogans era ‘Doing good before doing big’, ou seja, fazer o bem antes de fazer coisas grandes”, afirma Oz, ao lembrar que muitas empresas só fazem trabalhos filantrópicos ou sociais depois que se tornam grandes. “Não conheço empresas que tenham tomado uma iniciativa semelhante desde o início da operação”, completa o CEO da GotChosen.

*GotChosen: empresa americana de tecnologia fundada pelo empresário brasileiro Oz Silva. Site: www.gotchosen.com

(Via Caio Ramos e Nando Rodrigues)

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Disco mais elogiado de 2017: Melodrama - Lorde

David Bowie disse que Lorde era o futuro da música. A artista que hoje tem 20 anos lança seu segundo disco: Melodrama, simplesmente o disco pop mais elogiado do ano, sucesso de crítica e público. 

O ano era 2013. Chegava às lojas Pure Heroine, o primeiro álbum de Ella Marija Lani Yelich-O’Connor, ou Lorde. Foi sucesso de crítica e público e todo mundo sabia cantar “Royals” de cor e salteado, em todas as versões possíveis.

O segundo álbum da cantora era amplamente esperado. Afinal, segundos álbuns são complicados, é necessário manter-se familiar para concretizar seu lugar na música ao passo em que é necessário evoluir para ainda ser relevante na indústria.

Melodrama, lançado na última sexta-feira (16), é a prova de que Lorde não apenas compreende essa missão, como está também madura o suficiente para cumpri-la.

O álbum se mostra uma mistura competente de storytelling e pop, “Green Light”, a primeira faixa e também primeiro single a ser lançado, dá o tom do que vem a ser Melodrama. Um álbum que fala sobre uma noite de farra em que alguém se apaixona e começa a ter dúvidas sobre o que o ato de se apaixonar representa para uma noite de farra.


Esse talvez seja o maior indício de amadurecimento por parte da artista. Lorde canta sobre o amor, mas de um jeito cru, como se fosse algo abstrato demais para ser facilmente compreendido.

Essa abordagem mais intimista é bem-vinda e não é necessariamente original, mas Lorde foge do lugar comum. Faixas como a já citada “Green Light”, “Sober” e “Hard Feelings/Loveless” versam sobre a ideia de encontrar alguém espacial e bater de frente com a efemeridade das relações atuais. Afinal, vivemos numa “geração sem amor”, já diz “Hard Feelings/Loveless”.

É em “Hard Feelings/Loveless” que também há o maior grau de experimentação do álbum. Além dela, “The Louvre” e “Supercut” também apresentam algo diferente do que já foi apresentado por Lorde. Ambas tem um tom de balada romântica, principalmente com a crescente em “The Louvre”, que começa baixa, quase um sussurro, e vai aumentando, como se o eu lírico ganhasse consciência daquilo que canta.

Curiosamente, essas três faixas que mais experimentam são as mais importantes para a história que Melodrama conta. “The Louvre” conta uma relação que começa problemática, talvez obsessiva, mas que vale a pena viver e que talvez seja bonita o suficiente para ser exibida no museu do Louvre (“nos fundos do Louvre, mas quem se importa? É o Louvre”).

“Hard Feelings/Loveless” serve como a aceitação de relação problemática e “Supercut” é um sopro otimista que discorre sobre como o melhor a se fazer é prender-se apenas às partes boas de uma relação. Por “sopro otimista” entende-se aquele otimismo bem forçado, que você toma pra si só pra falar que está vivendo algo bom.


Cada um desses três momentos são alternados por faixas como “Liability”, “Sober II (Melodrama)”, “Writer in the Dark” e “Liability (Reprise)”. Estas servem como que para anular o progresso da história.

Lorde discorre nessas músicas sobre suas dúvidas acerca do que sente. Seja o que sente sobre si mesmo e o amor que recebe (e dá) em “Liability” e “Liability (Reprise)” ou sobre aquele que ama (e é amado) em “Sober II (Melodrama)” e “Writer in the Dark”.

Melodrama trabalha essa alternância de sentimentos com competência e justifica o nome que leva. Toda história melodramática é cercada por dúvidas, exageros, situações que beiram a infantilidade (o “fico obcecada com sua pontuação” de “The Louvre”).

Lorde trabalha esses elementos em suas músicas com cuidado e de forma sutil, condenando-os e ao mesmo tempo exaltando-os. Talvez seja essa a função de “Perfect Places”, música que fecha o álbum e versa sobre ira à “lugares perfeitos” para “viver e morrer na mesma noite”.

“Perfect Places” tem a intenção de mostrar que toda a história contada nas faixas anteriores tem um ar de ciclo vicioso. Em que após “Perfect Places”, você encerra a história contada até o momento e recebe o convite para a noite de curtição apresentada em “Green Light”.


E isso vai ao encontro da sonoridade entorpecente de Melodrama. Desde Pure Heroine, Lorde trabalha batidas anestésicas, que cantam sobre sentimentos e atitudes que beira (ou representa) o vício.

Essas metáforas dialogam perfeitamente com o que foi apresentado em Pure Heroine e mostram como Lorde evoluiu sua música, preservando sua identidade no processo.

Melodrama é a prova de que Lorde tem um excelente controle criativo do que produz, definindo quais caminhos quer ou não seguir daqui pra frente.

(Via Lucas Cabrero)

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22/06/2017

5 covers melhores que os originais? Veja os vídeos
5 Covers melhores que os originais? Veja os vídeos do cover e da versão original. Depois diga se concorda ou não.

Fiz uma lista quase intuitiva de cinco covers que considero melhor que a versão original. Foram as cinco primeiras músicas que lembrei. Poderia ter colocado muitas outras, mas a ideia é mostrar aqui alguns casos que considero exemplares. Veja os vídeos abaixo.

1 - Johnny Cash - cover de Hurt (Nine Inch Nails)

Johnny Cash pegou essa música com tanta propriedade que parece ser dele a canção. Impossível não se emocionar ao ouvir voz e violão, principalmente para quem conhece um pouco da história biográfica dele.

Johnny Cash

Nine Inch Nails



2 - Beatles - cover de Twist and Shout (The Top Notes)

Twist And Shout foi composta por Phil Medley and Bert Russell e sua primeira gravação oficial foi feita por uma banda chamada The Top Notes. Logo após regravada por The Isley Brothers, numa versão mais próxima daquela que ficaria imortalizada na versão dos Beatles.

The Beatles

The Top Notes

3 - Joe Cocker - cover de With A Little Help From My Friends (Beatles)

Os Beatles são, em minha humilde opinião, indiscutíveis. Mas a versão de Joe Cocker para essa música é algo que transcende muito a original, em seu também excelente álbum de estreia. Ainda contando com a guitarra de Jimmy Page na gravação original de Cocker.

Joe Cocker


Beatles


4 - Charles Bradley - cover de Changes (Black Sabbath)

Charles Bradley tem uma biografia incrível, uma vida sofrida e o merecido reconhecimento muito tardio. Seu disco de estreia foi lançado quando Charles já tinha mais de 62 anos. Artista brilhante, deixa transbordar toda a sua alma nesta versão originalmente composta por Black Sabbath.

Charles Bradley


Black Sabbath


5 - Peter Tosh & Mick Jagger - cover de Don’t Look Back (The Temptations)

Um é famoso no mundo do reggae e o outro no mundo do rock. Juntos recriaram uma bela canção gravada pelo Temptations. Ótimo resultado e superior ao original.

Peter Tosh & Mick Jagger

The Temptations


(Via Marcelo D'Amico)

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Paris para amantes das sete artes

Paris tem vários títulos (“cidade luz”, “cidade do amor”, etc), porém gosto de pensar na capital francesa como a capital da arte. Costumo dizer que Paris divide com Florença este título.

A cidade não só produz muita arte, como também exibe os trabalhos de muitos artistas estrangeiros. Se você souber para onde ir, voltará de sua viagem com uma bagagem cultural extremamente maior do que chegou.

Pintura

A pintura é a forma de arte mais presente na cidade de Paris, tendo como exemplo óbvio a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, símbolo da cidade e do museu do Louvre. No entanto, há mais obras para ver lá do que apenas esta.

A primeira dica envolvendo o museu mais famoso de Paris será a do tempo: reserve bastante tempo para ver o museu com calma. Caso contrário, acabará perdendo o que ele tem a oferecer. Se estiver com pressa ou com poucos dias, busque as principais pinturas: “Mona Lisa” de Da Vinci e “Liberdade Guiando o Povo” de Delacroix. De preferência, reserve tempo para apreciar as demais obras como: “A Coroação de Napoleão” de Jacques-Louis David, “A Rendeira” de Vermeer, “Virgem das Rochas” de Da Vinci, “Retrato de Louis XIV” de Rigaud, “A Virgem do Chanceler Rolin” de Jan van Eyck. O museu conta com mais obras italianas, seja de Da Vinci, Rafael, Caravaggio, etc.


Para além do Louvre, então, indico: Museu D’Orsay, L’Orangerie, Petit Palais e Centro Georges Pompidou. Obviamente, indicaria que visitem todos os que puderem, mas vou me manter “breve”.

Destes todos, meu favorito é o D’Orsay. Lá, encontra-se um número imenso de pinturas de Van Gogh, Courbet, Degas, Monet, Renoir, entre outros. O museu não é tão grande como o Louvre, porém as salas são repletas de pinturas preciosas. Desde o autorretrato mais famoso de Van Gogh até “A Aula de Balé” de Degas, todas são encantadoras. Quanto ao L’Orangerie, o grande destaque é a sala de Monet. Este é o museu que expõe “As Ninféias” (tela gigantesca, que dá uma volta 360º na sala).


O Petit Palais, por sua vez, é um pouco menos visitado pela maioria dos turistas, mas também guarda tesouros lindos. O prédio em si já sendo uma obra de arte, o museu conta com diversas telas impressionistas e simbolistas não tão famosas, porém magníficas. Vale a pena a visita!

Quanto ao Pompidou, reservo esta dica apenas para os fãs de arte moderna. O museu conta com obras famosíssimas, como “A Fonte” de Duchamp.

Escultura

Se o tipo de arte que você busca for esculturas, não deixe de visitar os seguintes museus: Louvre e Rodin. Sendo o primeiro generalizado e o últimos especializado em apenas um artista. Destaco, nesta área, as obras “Vênus de Milo” (Louvre), “Vitória de Samotrácia” (Louvre), “O Beijo” (Rodin) e “Psiqué Reanimada pelo Beijo do Amor” (Louvre).


Literatura

Se você é um fã de literatura, provavelmente gosta da Geração Perdida de 1920. Paris é o lugar onde viviam, nesta época, os artistas estadunidenses e de demais países. Dentre eles, Ernest Hemingway, Scott Fitzgerald e sua Zelda, Gertrude Stein, T. S. Elliot, entre muitos outros. O hotspot para qualquer fã destes autores é, certamente, a livraria “Shakespeare & Company”, localizada no endereço 37 Rue de la Bûcherie.


Neste endereço, os artistas da Geração Perdida se encontravam, compravam livros, realizam clubes de leitura e eram amigos íntimos das donas. Além disso, a livraria é um encanto por si só! A fotografia lá dentro é extremamente proibida, então só indo para ver! Se você já assistiu Meia Noite em Paris, de Woody Allen, provavelmente se lembra que o tema do filme é a própria Geração Perdida. Dentre as locações, está a nossa livraria.

Por último, recomendo uma visita à casa do escritor francês, Victor Hugo, localizada em 6, Place des Vosges. A tour é muito legal e a casa está bem conservada!

(Via Perambularte, por Mandy Affonso)

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Em crise, brasileiros apostam na internet como trabalho e geração de renda
Em crise, brasileiros apostam na internet como trabalho e geração de renda

Fatos interessantes

- Segundo as informações do próprio Google, dono do famoso canal de vídeos, a cada minuto são geradas 500 novas horas de conteúdo no YouTube.
- O Brasil ocupa o 2º lugar mundial em visualizações de vídeos online, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. 
- No ranking de outubro de 2016, divulgado pela Snack Intelligence/Tubular Labs, encontramos 24 brasileiros na lista dos 100 canais mais influentes do mundo.

Brasil e os influenciadores digitais na internet

Isso é uma pequena amostra de como o Brasil é um mercado em potencial para os chamados influenciadores digitais, pessoas que usam as redes sociais como Twitter, Facebook, Instagram, Snapchat e YouTube, para se comunicar com o público. E sendo formadores de opinião, se tornam profissionais da web e lucram bem com isso. Como? Por exemplo, uma simples postagem pode se transformar em venda eficiente, fazendo com que as celebridades da web sejam os canais preferidos do mercado publicitário.

A internet tem sido cada vez mais um campo de trabalho para muitos brasileiros que fogem do desemprego e da crise financeira. A web registrou sua maior alta do último período, 13,7% no primeiro trimestre de 2017, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua, divulgados em abril deste ano. São mais de 3,1 milhões de pessoas sem trabalho, que têm visto o potencial da grande rede de computadores na geração de renda e trabalho.

A web como mercado de trabalho

A revista norte-americana Forbes divulgou recentemente um ranking mostrando que o YouTube é a rede que melhor paga os “digital influencers”. Um youtuber com mais de 7 milhões de seguidores pode ganhar até US$ 300 mil. Já no Facebook, o valor chega à US$ 187 mil e no Instagram, US$ 150 mil.

Para transformar o que era apenas diversão em trabalho e gerar renda, é preciso se profissionalizar. Saber direcionar os trabalhos e administrar as carreiras, já que existem diversas formas para se destacar e gerar renda online. Muitas vezes indo além da web, lançando livros, produtos licenciados e até mesmo shows de teatro e stand-up comedy, por exemplo.

Fazendo networking, palestras e aprendizado

Eventos nesta área têm tido muito sucesso exatamente por todo este atrativo, como a Conferência Nacional de Blogs (CNB), que ganha sua quinta edição este ano, atraindo cada vez mais frequentadores. Criado e realizado pela CBBlogers, o encontro acontece em 24/06/17, das 8h às 18h, no hotel Maksoud Plaza*, São Paulo. O evento é destinado a um público amplo, desde quem pretendem criar um blog, até quem já possui um e deseja ganhar destaque, mostrando como direcionar a carreira dos influenciadores para o sucesso.

Espera-se mais de 600 pessoas assistindo às palestras de especialistas e conhecendo as novidades e tendências do mercado digital. Além das idealizadoras do evento e sócias da CBB, Ana Jacobs e Dani Sanches, especialistas da área como Tiago Augusto, professor da Universidade Belas Artes, Bruna Toni, Community Marketing Manager do Pinterest no Brasil e Ana Tex, especialista em Marketing Digital, ministrarão palestras, contribuindo para melhorias nas redes sociais do público. A mesa redonda discutirá temas atuais que afetam ou contribuem no trabalho dos influenciadores digitais com convidados como as influenciadoras Júlia Forti, Camila Nunes e Débora Luz, e representantes de grandes empresas como Dafiti, Awin e a RP do Grupo Ikesaki, Carla Bianchi.

Entre as novidades do evento estão o Espaço Colab, um cantinho para gravar vídeos com seus YouTubers preferidos, como SOS Debb, Priscila Simões e Kathy Castricini. O Lounge ao vivo trará as top bloggers Raka Minelli e Ingredy Barbi, que estarão recebendo convidados especiais para entrevistas exclusivas. O evento também contará com muitos outros influenciadores, além de um bate-papo com John Drops, fenômeno nas redes com memes curtidos por celebridades nacionais e internacionais. Os ingressos do evento já estão esgotados.

Tornando-se um influenciador digital

De qualquer modo, existem várias formas de se profissionalizar como um influenciador digital (digital influencer). Há muito material gratuito na web e muitas instituições que promovem palestras e encontros do setor. Fique atento ao Comunica Tudo ou entre em contato caso precise de mais informações.

- Cronograma completo no site: http://www.cbblogers.com/
*Hotel Maksoud Plaza: rua São Carlos do Pinhal, 424, Bela Vista, São Paulo, SP.

(Com Janaina Hassim)

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