23/08/2017

Tensão de avião!
Nos últimos três meses e meio, depois de mais de seis anos sem sair do Estado de São Paulo, retornei a Goiânia\GO e conheci Fortaleza\CE, viajando de avião. Friso ter ficado todo esse tempo sem sair das proximidades das cidades da região aonde eu vivo no interior paulista, por ter evitado e me escondido de toda e qualquer chance de me afastar da redoma que criei após ficar tetraplégico no dia 21 de abriu de 2011 – questão importante para um texto da coluna Tetraplégicos Unidos. (E sim, quem toma um tiro, sofre uma queda ou um acidente que muda a vida, geralmente faz questão de lembrar a data exata).


De volta ao tema, o direito de ir e vir, garantido em nossa Carta Magna de 1988 (artigo 5º, XV) e também conferido a todo cidadão pela Declaração dos Direitos Humanos da ONU, assinada em 1948, é, na realidade, um pouco injusto e distante, quando falamos, não apenas das adaptações necessárias para garantir a acessibilidade na prática, nas estruturas e construções, mas primordialmente do treinamento especializado para funcionários e tripulação de companhias aéreas de aeroportos e também de rodoviárias no Brasil.

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XV - e livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;



Quanto aos aeroportos, é claro que seus esforços arquitetônicos em adequar-se às exigências de acessibilidade e inclusão da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), faz toda diferença, com as rampas, os elevadores, banheiros adaptados, vagas de carro e atendimento preferencial aos deficientes e cadeirantes. No entanto, no que diz respeito a funcionários de companhias aéreas e a acessibilidade dentro de aeronaves, principalmente as de vôos comerciais em território nacional, as condições não são agradáveis, apensar de uma certa surpreendente satisfação de passageiros paraplégicos (com mais mobilidade que nós, tetraplégicos, por exemplo):

Há tripulantes com pouco treinamento!

  • Ao oferecer assistência, é importante perguntar quais são as necessidades da pessoa com deficiência, afinal o check-in é feito duas horas antes, e temos embarque prioritário, embarcando antes de todos os outros passageiros;
  • É necessário ouvir a pessoa que precisa de assistência, afinal, ela sabe mais do que ninguém;
  • É essencial oferecer cinto de segurança para o tronco, assim como qualquer outro acessório ou ferramenta que garanta a segurança do PNAE (Passageiro com Necessidade de Atendimento Especial);
  • É indispensável, na maioria dos casos, a acomodação nos primeiros assentos, o que já é acertado no check-in, por ser o local com mais espaço para as pernas do cadeirante se transferir, ou ser carregado;



Não tem espaço nem banheiro para cadeirante!

  • Deixar a cadeira de rodas, seu único modo de locomoção é desagradável e limitante, afinal, a cadeira fica no bagageiro do avião;
  • Por ser apertado o espaço entre as poltronas, além do cadeirante ficar impedido de usar sua cadeira de rodas, também dificulta para aqueles que usam muleta e pessoas obesas, que aliás, deveriam ter assentos especiais;
  • Os banheiros não seguem as medidas mínimas caso um cadeirante precise usá-lo, pois não é possível manobrar nem uma cadeira de rodas manual, muito menos uma motorizada. Além de não haver as barras laterais de apoio na posição necessária;

Ainda que nem todo deficiente físico, especialmente alguns cadeirantes concordem, a triste realidade dos aviões apertados e sem banheiros utilizáveis já é de se esperar. Afinal, nem mesmo os ônibus e outros transportes coletivos municipais e interestaduais atentem as exigências da ABNT, com rampas elevatórias em 100% das frotas, espaço para cadeira de rodas e banheiros adaptados, que é inclusive uma das lutas travadas pela deputada federal e ex-secretária municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Mara Gabrilli (PSDB-SP), que é tetraplégica há mais de duas décadas.

Rafael e a deputada federal Mara Gabrilli no Lucy Montoro, em maio de 2013

Se poucas prefeituras se esforçam para cumprir o que exige o parágrafo 3º do artigo 38 do Decreto Presidencial nº 5.296/2004, que dispõe: “A frota de veículos de transporte coletivo rodoviário e a infra-estrutura dos serviços deste transporte deverão estar totalmente acessíveis no prazo máximo de cento e vinte meses (10 anos) a contar da data de publicação deste Decreto.”, imagine então o governo federal, em relação às gigantes companhias aéreas.

Ê claro e óbvio, aliás, seria ridículo se eu tivesse a pretensão de fazer uma crítica generalizada a todo transporte aéreo tendo feito apenas duas viagens como PNAE, entre maio e agosto deste ano, com a mesma companhia aérea – que inclusive é a mais criticada pelos paraplégicos e tetraplégicos, pelo mau atendimento, falta de feeling, de percepção e de noção de seus funcionários e tripulantes – e nem cabe a mim, aqui, revelá-la. Não, não quero, nem posso e não vou, mesmo encontrando mais reclamações, críticas e sugestões, do que elogios aos seus serviços, especialmente por causa dos espaços internos e dos banheiros das aeronaves, em sites, redes sociais e grupos de Whatsapp.




Há, de qualquer maneira, como bem sabemos, em todo âmbito social, de serviços públicos, em infraestruturas e outros, muito a ser melhorado. Principalmente no que diz respeito ao treinamento de funcionários, ainda que seja prestada toda assistência desde a entrada no aeroporto, no check-in, embarque e desembarque, como o ambulifit (veículo adaptado com plataforma elevatória, para efetuar o embarque e desembarque de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida), por exemplo. Talvez também por isso, sobre acessibilidade, a Infraero - Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária esclarece através das perguntas frequentes sobre o tema, em seu site, as obrigações dos aeroportos de sua rede.




Encerrando essa ideia sobre o direito de ir e vir com liberdade e segurança, sendo, portanto, obrigação de cada companhia aérea, o atendimento prestado por sua tripulação durante os voos, a necessidade de um bom treinamento especializado é indispensável. Justamente por desconhecer as especificidades e necessidades de cada cliente com alguma deficiência, o tripulante responsável pelo embarque e acomodação dos passageiros precisa estar disposto a ajudar, por exemplo, um tetraplégico com pouca mobilidade, seja oferecendo auxílio, informando previamente as opções que ele tem e, por fim, perguntando e ouvindo aquele que a Infraero rotula como PNAE, afinal, cada deficiente físico sabe de suas limitações e “necessidades especiais”.

Levando ainda em consideração, o fato de que 25% da população brasileira (e a quantidade não muda o peso da obrigatoriedade) possui algum tipo de deficiência, além de investir para garantir informações em Braille, por exemplo, ou Áudios, e os indispensáveis Elevadores, é necessário que as aeronaves disponibilizem banheiros acessíveis, espaço entre os assentos, cinto de três pontos para aqueles que não possuem controle de tronco, assentos especiais para pessoas com obesidade e treinamento da tripulação, responsável por atender todos os passageiros com igualdade e excelência, e por oferecer as possibilidades de acesso, independente das necessidades de cada um, mas que garantam bem-estar, o conforto e, principalmente, a segurança, que é direito de todos.

(Via Rafael Ferraz Carpi de Andrade Lima, jornalista e autor da coluna Tetraplégicos Unidos)


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6ª edição do Festival Cenáculo de Teatro: 10 espetáculos com entrada gratuita

Produzido pela SZ Comunicação e Cultura e pela Cia. Cerne, o Festival Cenáculo de Teatro chega a sua sexta edição levando para Duque de Caxias 10 espetáculos com entrada gratuita. Pela primeira vez no Teatro SESI Caxias, a seleção deste ano traz grupos dos estados de São Paulo, Minas Gerais e de diversas cidades do Rio de Janeiro. A grade do evento contempla os mais variados perfis de espetáculos, como dramas, comédias, tragédias, infantis, palhaçaria e monólogos. 


O Festival Cenáculo de Teatro tem como objetivo principal a democratização do acesso à cultura na Baixada Fluminense. Outros objetivos do festival são promover o intercâmbio entre grupos teatrais de diversas regiões do país e destacar e divulgar novos artistas, valorizando o teatro e incentivando manifestações culturais na região. Os espetáculos participantes são avaliados pelo júri técnico e concorrem a troféus e prêmios em dinheiro em diversas categorias. Ao fim de cada apresentação, acontece no camarim um bate-papo/feedback dos jurados com cada grupo sobre o processo de montagem e o próprio espetáculo, com sugestões de aprimoramento de cada trabalho. O público também é convidado a participar ao final de cada apresentação, quando tem a possibilidade de dar uma nota à peça encenada. O espetáculo com maior média de notas do público vence a categoria "júri popular".


Sucesso absoluto nas edições anteriores, o festival completa seis anos de existência se firmando como um grande movimento de Artes Cênicas da Baixada, já tendo reunido, nas edições anteriores, 57 espetáculos, abrangendo um quantitativo de mais de 500 artistas e técnicos e mais de 14.000 espectadores.


O festival acontece num único fim de semana, promovendo uma verdadeira maratona teatral, com espetáculos ininterruptos durante todo o dia. No domingo, às 18:30h., acontecerá a Cerimônia de Premiação, apresentada pelo ator Felipe Silcler (O Libério, da novela “Novo Mundo”).


6º FESTIVAL CENÁCULO DE TEATRO
2 e 3 de setembro, a partir das 10h.
TEATRO SESI DUQUE DE CAXIAS - R Arthur Neiva, 100 – Jardim 25 de agosto, Duque de Caxias, RJ
Entrada gratuita

PROGRAMAÇÃO
2 DE SETEMBRO:
10h. O Pequeno Príncipe, o Musical (Artetude Produções - Rio de Janeiro, RJ)
11:30h.: Caravela da Ilusão (Espaço Núcleo - Limeira, SP)
14h.: A Caravana – Delírio em 1 ato (Teatro Baixo - Nova Iguaçu, RJ)
15:30h.: A Arte de Enterrar os seus Mortos (Cia. Plúmbea - Rio de Janeiro, RJ)
16:30h.: Os Filhos de Clowndete (Núcleo Artístico Gema - Rio de Janeiro, RJ)
18h.: Francisco, um santo sem órgãos (Cia. Teatro Vivo - Rio de Janeiro, RJ)


3 DE SETEMBRO:
10h. Escola de Mulheres (Grupo Tupam – Patos de Minas, MG)
11:30h.: 34 (Insólito Cia. de Teatro - Teófilo Otoni, MG)
14h.: A Incrível Peleja de Simão e a Morte (Cia. de Arte Popular - Duque de Caxias, RJ)
15:30h.: A Paixão de Cristo (Cia. Acrópole – Sorocaba, SP)
18:30h.: Cerimônia de Premiação


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22/08/2017

Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a amar
Você ama o que uma pessoa realmente é ou o que projeta a respeito dela? A pergunta pode até soar descabida, mas existe aquele ser que realmente somos e muitas vezes um outro ser, projetado, idealizado para satisfazer o nosso próprio ego. 

Posso projetar, de mim para mim mesmo, aquilo que sou ou o que gostaria de ser. Posso ter uma autoimagem de uma pessoa forte e resistente, por exemplo, quando na verdade posso ser fraco e desistente. Nesse caso, mais cedo ou mais tarde, a desilusão chegará até mim, provocando um processo meio dolorido, conhecido como amadurecimento. Mas também posso projetar no outro meus anseios, idealizando o ser que eu gostaria de amar. Posso imaginar que o outro é forte e resistente, como quem busca satisfazer, ainda que inconscientemente, as próprias fraquezas. E nesse caso, também, a desilusão nos abraçará.

A mente é fantástica e capaz de criar quase ao infinito. Assim, ela também pode distorcer a imagem da pessoa amada, projetando nela suas expectativas, desejos, frustrações, experiências passadas. E isso pode acontecer por vários caminhos: ideias aprendidas, falta de inteligência emocional, desequilíbrios de várias ordens, etc. E claro, isso não me parece saudável.

Projetar ou idealizar o ser amado pode ser entendido como uma forma de distanciamento da realidade ou até mesmo uma tática inconsciente de não enfrentamento, de fuga do amadurecimento que, mais cedo u mais tarde, fatalmente chegará. Como um processo contínuo, a vida parece sempre nos levar a este lugar nem sempre tão agradável que é o amadurecer, mas sempre um local necessário e vital para a nossa existência.

Há muitos modos de se distanciar de uma pessoa, além do óbvio que é fisicamente. Uma destas maneiras é projetando-se no outro. O amor realmente nos aproxima uns dos outros, mas o amor projetado ou idealizado, acaba nos afastando. Em sua mente, em sua alma, vibram o seu ser real, aquilo que você é, aquilo que você sente, pensa, faz. Mas ao receber de alguém um amor distorcido ou projetado, idealizado pelo outro sobre quem você é ou deveria ser, esse sentimento não encontra afinidade, não corresponde à realidade e, mais cedo ou mais tarde, a desilusão chegará.

Essa prática parece ser comum entre familiares, embora não se restrinja somente a estes. Com nossos pais, filhos, amigos, costumamos idealizar e projetar o ente ideal: o pai herói, a mãe heroína, o filho equilibrado e feliz, o amigo porto seguro. A criança, por imaturidade e falta de vivência e consciência, costuma ver em seus pais seres infalíveis (exceto nos casos de pais violentos, abusadores, etc). Ao crescer, começa a entender que seus progenitores são tão humanos quanto ela mesma e muitas vezes, esse processo no qual se retira o véu de nossos olhos, pode ser muito dolorido. Cada caso é um caso, cada pessoa é um ser diferente.

E projetando no outro o ente ou ser ideal e amando este ser projetado, você está fatalmente se distanciando do real, daquela pessoa que realmente sou. Se é difícil enxergar a si próprio, com clareza, equilíbrio e tranquilidade, imagine o quão difícil é enxergar ao outro.Não é uma tarefa tão simples, mas também não será irrealizável. É um processo que pode ser lento ou rápido e é impossível desenhar uma receita pronta, porque cada ser é único, imprevisível, com vivências únicas.

De qualquer modo, lembre-se: só se desilude quem um dia se iludiu. A pessoa real (que sou) precisa de seu amor (que é). E muito. Mas não posso me adequar ao que você projetou sobre mim, não posso satisfazer suas expectativas idealizadas sobre meu ser, pois assim estaria deixando meu verdadeiro ser de lado. E todas as vezes que fazemos isso, para nos adequarmos a algo que pensamos ser o amor, cairemos naquele caminho para o qual a vida sempre nos leva: o amadurecer. E se você projetou amor ou se adequou ao amor idealizado de alguém, não se sinta mal. A vida é um aprendizado. De alguma forma estamos aqui para isso: aprender a viver. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a amar.

(Via Marcelo D'Amico)


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21/08/2017

‘Cine Diversidade’ prorroga inscrições: vencedores terão bolsa na escola de cinema Darcy Ribeiro

Produções devem ter sido executadas entre 2013 e 2017 e 50% dos selecionados serão de cidades fora da capital fluminense. Vencedores ganham bolsa na Escola de Cinema Darcy Ribeiro

Foram prorrogadas as inscrições para a Mostra “Cine Diversidade – gênero e sexualidade no cinema” até às 23h59 do dia 30 de agosto de 2017. Os curtas-metragens devem ter no máximo 26 minutos de duração; terem sido executados com baixo ou nenhum orçamento; no Estado do Rio de Janeiro, e entre os anos de 2013 e 2017.

A programação será dividida em três eixos temáticos; Ser Trans; Reflexos do Feminino e Cine Sexualidade. As inscrições serão realizadas através do site da Mostra e será necessário indicar um link para o acesso aos filmes. Os mesmos deverão estar hospedados nas plataformas on-line Vimeo ou YouTube, conforme o regulamento.

A escolha dos filmes ganhadores da Mostra será através de júri popular (votação pelo público presente nas exibições) e a divulgação dos vencedores ocorrerá em sessão especial, no dia 21 de outubro de 2017. Além disso, os três filmes mais votados pelo júri popular serão contemplados com uma bolsa integral para formação em curso livre na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, local da premiação. Ao longo de pouco mais de uma década, a Escola de Cinema Darcy Ribeiro tem se colocado a serviço da construção responsável da indústria audiovisual brasileira, ao formar, para o mercado, mais de nove mil novos cineastas.

O evento acontecerá nos dias 06 e 07 de outubro com uma programação intensa no Centro de Artes da Maré, na capital fluminense. Além da exibição de filmes selecionados e convidados, serão realizados debates e apresentações artísticas. A Mostra Cine Diversidade foi contemplada no Programa de Chamadas Públicas de Audiovisual Riofilmes/SEC-RJ e é patrocinada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro/SEC-RJ.

Regulamente e Inscrições pelo site
http://cinediversidade1.webnode.com/inscricao/

Escola de Cinema Darcy Ribero

A Escola de Cinema Darcy Ribeiro iniciou sua história em 2002 com a abertura dos cursos regulares, estabelecendo novos parâmetros ao ensino audiovisual no país. De lá para a cá, sempre sob o lema Pensando e Fazendo Cinema no Brasil, estabeleceu parcerias nacionais e internacionais, democratizou o acesso ao conhecimento, abriu espaços para reflexão através de seminários, palestras e encontros com profissionais de ponta, ampliou sua grade de cursos livres técnicos/artísticos, e passou a realizar um programa permanente de debates, seminários oficinas e palestras.




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18/08/2017

Afinal, o que nos leva à depressão?

Quando um caso de depressão é constatado, é normal que parentes ou pessoas próximas comecem a questionar o que pode ter causado a doença naquela pessoa. Seria bom se fosse sempre um único fator ou algo simples, mas a verdade é que vários elementos podem levar alguém a ter depressão. Descobrir a origem da doença nem sempre é tarefa simples e exige orientação profissional. Faço um parêntese aqui: há diferença significativa entre estar deprimido e ser deprimido, algo que pretendo abordar num outro post.

De qualquer modo, é importante ressaltar que descobrir as causas da depressão ajuda muito no tratamento e na cura da doença. Se for constatado que uma das causas é a má alimentação, por exemplo, uma mudança na dieta já ajudará muito no processo de reequilíbrio da saúde.

A minha dica pessoal a respeito deste assunto é: não seja leviano com a depressão alheia. Não saia dizendo coisas como "fulano está em depressão por causa de sua vida desregrada" ou discursos do gênero que em nada contribuem. Não acuse, não julgue, não diminua uma pessoa que já está fragilizada e com baixa autoestima. Para o próprio paciente em tratamento psicológico, descobrir as causas de uma depressão é muito difícil e não é tão simples quanto gostaríamos que fosse. Não seja leviano. Se não sabe como ajudar, talvez seja melhor se calar ou buscar ajuda também, para aprender a lidar com um depressivo. É só uma dica.

O que exponho abaixo é fruto de uma pesquisa pessoal em vários sites da área. O objetivo é listar inúmeras possíveis causas da depressão, que em muitos pacientes, podem se entrecruzar e formar uma complexa rede de influência na doença. 

Genética - se os pais tem depressão, estudos apontam que a chance do filho também desenvolver aumenta em 75%.

Mulheres - segundo pesquisas, as mulheres têm o dobro de chance de ter uma depressão também por conta das grandes alterações hormonais ao longo da vida.

Idoso - por estar mais suscetível a ter mais doenças físicas comuns da idade avançada, usar mais medicamentos e normalmente ficar mais isolado do convívio de outras pessoas, aumenta o risco de depressão.

Fatos marcantes - morte de um ente querido ou próximo, divórcio, desemprego, falência financeira, etc, podem desencadear a doença.

Bullying / chantagem emocional - a vítima de ofensas recorrentes ou chantagens de várias ordens pode passar a crer nas palavras proferidas ou de algum modo vivenciar a baixa auto-estima, passando a descrer em suas capacidades e desenvolver uma depressão.

Doenças graves - receber a notícia de que se tem uma doença grave ou incurável, além dos problemas que traz consigo a doença em si, pode desencadear a depressão, dada a complexidade da situação em nossas vidas.

Remédios - muitos remédios têm o uso associado à depressão como efeito colateral. Alguns como Prolopa, Gardenal, entre outros, podem causar depressão pela diminuição da serotonina. Veja abaixo alguns exemplos:

Fonte: https://www.tuasaude.com/remedios-que-causam-depressao/

Drogas e alcoolismo - De 30% a 50% dos dependentes químicos, dependendo dos estudos considerados, relatam ter casos de depressão. Por outro lado, existe a parcela de depressivos que, após o desencadeamento da doença, buscam nas drogas e no álcool um alívio para suas dores. Segundo alguns especialistas, a incidência do alcoolismo nestes casos é maior. De qualquer modo, o senso comum faz uma relação direta entre as químicas e a doença (assunto que pretendo aprofundar num outro post). 

Personalidade - há quem seja mais propenso a ter depressão, embora o mecanismo exato não seja fácil de compreender, há tipos de personalidades mais vulneráveis. 

Traumas - abusos psicológicos, físicos ou sexuais normalmente causam depressão nas vítimas. 

Estresse pós-cirúrgico - pode desencadear um episódio depressivo.
  Depressão pós-parto - a ocorrência é mais comum do que se pensa e o momento é bastante delicado não só para a mãe, mas para todos os envolvidos. Exige muitos cuidados e atenção.

Tensão Pré-Menstrual - há mulheres que relatam um aumento significativo dos sintomas relacionados à depressão durante o período conhecido como TPM, o que não necessariamente significa possuir uma depressão profunda e/ou recorrente.

Má alimentação - alguns estudos relacionam a falta de certas vitaminas e minerais com os sintomas da depressão. O baixo consumo de ômega-3 ou ômega-6 foi associado ao aumento de depressão. O alto consumo de açúcar também é relacionado à depressão conforme alguns estudos apontam.

Neurotransmissores - taxas alteradas de alguns neurotransmissores, como serotonina, favorece a maior probabilidade de desenvolver uma depressão.

Estações do ano - inverno longo e intenso pode causar depressão. Os dias mais escuros durante o inverno propiciam o aparecimento de sintomas relacionados à doença. Muitos desenvolvem letargia, cansaço, perda do interesse em tarefas diárias, sintomas que geralmente desaparecem após o inverno, quando os dias voltam a ficar mais longos e claros.

#DepressãoComunica: coluna publicada no #ComunicaTudo, onde relato minha experiência pessoal com a doença (em tratamento). Crescente no mundo todo e causadora de males inimagináveis, a depressão não deve ficar escondida dentro da gente. Quer falar sobre sua experiência? Mande-me um email: marceloaugustodamico@gmail.com - precisamos falar sobre isso.

(Via Marcelo D'Amico)


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17/08/2017

Rio de Janeiro será a capital geek neste fim de semana com a Diversão Offline
Foto do evento realizado ano passado, 2016: Diversão Offline (Imagem: Divulgação)
O Rio de Janeiro será a capital geek: nos dias 19 e 20 de agosto, o Centro de Convenções Sulamérica, na Cidade Nova, sedia o Diversão Offline. Considerada a maior feira de jogos analógicos do Brasil, o evento vai reunir os principais fabricantes de todo o país. A Redbox Editora, uma das participantes do evento, promete, literalmente, abrir o jogo com ações especiais durante os dois dias de exposição.

Na lista de atividades, estão uma grade de horário onde o público poderá jogar com os autores dos jogos da Redbox, inclusive, o sucesso Old Dragon, e ainda bater um papo com eles. Além das mesas de RPG com seus autores e editores, teremos nossa ala de protótipos com os seus criadores.

“O mercado nacional de jogos vem experimentando uma maior profissionalização e crescimento desde o início deste século. O país é grande, o passatempo é positivo e o Brasil tem possibilidade de se tornar em poucos anos, o quinto maior mercado de jogos de mesa do mundo, perdendo apenas para Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido. O momento é extremamente favorável por que o mercado é praticamente cru e as empresas que souberem escavar além do nicho, certamente sairão na frente das empresas que ainda estão por vir”, explicou Antonio Sá, editor da Redbox.

Além de ser uma das empresas que mais está investindo nos chamados board games do país, a editora alcançou o segundo lugar entre as empresa com mais lançamentos no mercado nacional (15 lançados). Os investimentos de jogos de tabuleiro produzidos por autores nacionais também fazem da Redbox uma líder em produtos. Até o fim de 2017, terá três jogos nacionais lançados e outros três já no planejamento da empresa para o ano que vem.

Diversão Offline

Dias 19 e 20 de agosto
Horário: 10h às 18h
Endereço: Centro de Convenções Sulamérica: Av. Paulo de Frontin, 1 - Cidade Nova, Rio de Janeiro
Estação de metrô próxima: Linha 2: Cidade Nova Linha 1: Estácio
A dez minutos da Rodoviária Novo Rio e Central do Brasil. 20 minutos das barcas.
Para mais informações e ingressos: http://diversaooffline.com.br/ingressos/


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Lançado nos EUA guia para estrangeiros sobre a cultura e o estilo carioca

Tirar onda, mutreta e bolado – expressões comuns ao cotidiano dos que moram no Rio de Janeiro, mas que não fazem nenhum sentido para quem chega à cidade, especialmente os estrangeiros. THINK RIO é o primeiro guia que explica de forma prática os costumes cariocas em diferentes situações e desvenda mitos sobre o folclore e o vocabulário da cidade.

Mais do que um livro para ajudar pessoas de todos os países a entender o Rio, THINK RIO busca divulgar para o mundo a cultura carioca como um verdadeiro exemplo de vida saudável e feliz, que valoriza o sincretismo, a positividade e o multiculturalismo.

Desenvolvido por uma equipe de escritores e pesquisadores de diferentes nacionalidades, a publicação é totalmente escrita em inglês e apresenta de forma fácil as múltiplas facetas do carioca para que pessoas de todas as partes do mundo consigam entender como a cidade funciona, também, longe dos famosos pontos turísticos.
Ao se mudar para o Rio, há 15 anos, o italiano Riccardo Giovanni, editor do livro, se deparou com algumas dificuldades para entender e lidar com a cidade. A partir disso, surgiu a ideia de criar o I Love Rio (https://iloverio.com/), plataforma online com mais de 25 mil páginas de conteúdo em inglês e outros sites menores em 70 idiomas. “Até onde sei, é o maior portal do mundo sobre uma única cidade. Quando cheguei ao Rio, percebi que faltava um lugar que oferecesse informações qualificadas sobre o jeito da cidade, focando nas coisas boas que tem para oferecer, sem esconder o lado negativo”, lembra Riccardo.

Com o lançamento do THINK RIO, ele busca internacionalizar a cultura que o conquistou: “Os pontos turísticos cariocas são mundialmente conhecidos; com a internet, todos já sabem como é o Cristo Redentor ou o calçadão de Copacabana. Mas, para os estrangeiros, nem sempre é fácil entender como é a vida de quem vive aqui. E, quero enfatizar, foi justamente o jeito de levar a vida do carioca que me encantou”, revela o italiano.

O livro dá dicas que parecem óbvias, mas que são de extrema importância para os estrangeiros que chegam à cidade, como etiqueta em reuniões sociais ou de negócios, a roupa certa para usar tanto na praia quanto na igreja, segredos da medicina popular, da música, das crenças e do futebol carioca – passando até pelo tradicional churrasco de domingo e pelos diferentes cortes da carne brasileira. No decorrer do texto, o leitor encontra QR codes que estendem o conteúdo na internet para estudos acadêmicos e outras publicações sobre os temas. Além disso, os QR codes permitem que um leitor compartilhe uma página do livro usando um celular ou tablet.

“Este projeto é uma forma de agradecer por todas as alegrias e experiências que a cidade me proporcionou”, explica ele. “por isso, meu objetivo é enaltecer o que tem de bom aqui. Costumo falar para os amigos de fora que se todo mundo fosse carioca, teríamos um mundo melhor”, afirma Riccardo.

THINK RIO ressalta o orgulho de ser carioca e a riqueza cultural da cidade, explica o que é um “carioca da gema” e um “carioca do coração”, além de traduzir expressões genuinamente brasileiras como “a cobra vai fumar”, “acordar com a macaca” e “cor de burro quando foge”.

“Acredito que a minha visão de estrangeiro foi enriquecedora para organizar o livro, tentei explicar um pouco da cultura carioca numa perspectiva em que diferentes nacionalidades pudessem entender. É o tipo de publicação que eu gostaria de ter lido quando desembarquei por aqui”, finaliza Riccardo.

A publicação já está à venda no mundo todo.

Sobre o I LOVE RIO: (https://iloverio.com/) projeto de porte internacional, fruto de anos de trabalho concebido para mostrar a cidade e o estado do Rio de Janeiro em perspectivas históricas, turísticas e culturais como nunca feito antes, para nenhuma região do mundo.

Foi lançado no dia 26 de julho de 2016 numa cerimônia única em que o símbolo do I LOVE RIO foi projetado no Cristo Redentor.


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16/08/2017

Rock, Jazz, Blues & folk: artista lança 3º disco autoral com participações especiais
O CD será o terceiro trabalho solo de Murillo Augustus, cantor e compositor de blues e folk. Famoso por seu trabalho One Man Band, o disco intitulado “Quero que se Folk”,  contará com banda de apoio muito especial

Para este novo projeto, o One Man Band Murillo Augustus deixou o formato antigo dos outros dois CD's de lado, produzindo o seu primeiro trabalho solo com banda. “Quero que se Folk” (o título do disco já chamou muita atenção nas redes sociais) mistura blues, folk, jazz e rock de maneira harmoniosa.

Com participação dos músicos Matheus Canteri, que também está produzindo o trabalho, do cantor country Johnny Voxx, do Youtuber Igor Kasuya (gaita), Gustavo Borges, irmão de Murillo Augustus (baixo), dos integrantes do Até Jazz, Tiago Domingues (suitcase percubo) e Eduardo Freire (trompete), dos guitarristas Henrique Menten, Lucas Wild e Ari Mendes, dos irmãos Rodrigo (bateria) e Tuh Speroni (teclados), Davi Marangoni (sax), Alexandre Mazzuco (gaita) e Rogério de Castro (baixo). A gravação do trabalho começou no mês de maio, em Itu, interior de São Paulo, no Via Musical Studio, e será finalizada em Bragança Paulista no estúdio de Canteri, ainda neste mês de agosto.

A parceria de sucesso com o escritor e compositor João Affonso (entrevistado pelo Comunica Tudo), também está presente em 8 das 10 faixas do novo disco.

“Para mim, esse é o material mais rico e divertido que compus. Os dois primeiros foram feitos de maneira muito explosiva, eu estava querendo mostrar para o público a proposta ONE MAN BAND. Agora eu tive o privilégio de juntar músicos dos quais sou fã e ficamos 4 meses em estúdio, tomando café e tocando... foi incrível”, comenta Murillo Augustus.

O disco será lançado no Spotify, Deezer, Google Play e ITunes no mês de setembro. O lançamento do disco físico em CD está previsto para novembro próximo. Para conhecer mais sobre o trabalho do artista, acesse: www.murilloaugustus.com



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Em SP, Festival Internacional de Países Lusófonos estreia 18/08

Companhias de países lusófonos - Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal, São Tomé e Príncipe e Moçambique – se reúnem em mais uma temporada de apresentações, debates, oficinas e seminários. Esta edição traz um convidado muito especial, Macau/China, que faz parte dessa histórica lusofonia.

Entre os dias 18 e 27 de agosto de 2017, acontece no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, a décima primeira edição do Circuito de Teatro em Português, um festival internacional de países lusófonos, com entrada franca. A cerimônia de abertura ocorre no dia 18, sexta-feira, à 19h30. O evento tem patrocínio da CAIXA e Governo Federal.

O Circuito tem participação de companhias teatrais de países de língua portuguesa, em uma programação que prevê também a realização de oficinas, debates e seminários. São onze companhias envolvidas, doze espetáculos, oito oficinas e dois seminários. A novidade da edição fica por conta do Circuitinho, trazendo espetáculos para crianças.

Na programação, destaque para a homenagem ao “pai” do teatro de língua portuguesa, Gil Vicente, e aos 500 anos de sua obra com Auto da Barca do Inferno, pelo Grupo Dragão7 de Teatro que, há 20 anos encena esse texto. Destaque também para Flecha Borboleta, um épico inspirado na ópera Madame Buterfly, de Puccini, encenado pela Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas - Arte & Fato, que narra as trágicas consequências do amor entre uma índia e um expedicionário americano em diálogo com o Massacre de Haximu, que aconteceu em Roraima, em 1993, na aldeia dos Índios Yanomami.

As demais atrações são: Nos Tempos de Gungunhana (de Klemente Tsamba - Moçambique), Por Revelar (de Isabel Mões - Portugal), As Palavras de Jó (Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo - Cabo Verde), Nós Não Morremos (Cia. Black Smile - São Tomé e Príncipe), Oração (Cia. Los Puercos - Brasil), Os Bolsos Cheios de Pão (La Inquieta Compãnia – Brasil), Pedro e o Capitão (Coprodução 3M e Fundação Sindika Dokolo – Angola) e os infantis Pés na Estrada (Dragão7 – Brasil) e En Cantos – Espetáculo para Bebês (Cia. da Casa de Portugal – Macau - China).

Após realização na capital, o Festival segue para sete cidades paulistas e Teresina, no Piauí, sempre com espetáculos e atividades gratuitas. A programação completa do Circuito, incluindo todas as cidades contempladas e inscrições para oficinas e seminários, está disponível no site do evento: www.circuitoteatroportugues.com.br.

PROGRAMACAO – São Paulo

18 de agosto. Sexta, às 19h30h
Cerimônia de Abertura
Presença de artistas e autoridades.
Local: Teatro Sergio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)
Participação
GUINE EQUATORIAL – MALABO
CIA DE DANÇA TIPICA DA GUINE EQUATORIAL


A música e a dança é tipicamente chamada e resposta com um coro e percussão alternada. O balélé e o audacioso ibanga são duas das muitas danças na Guiné Equatorial, a maioria dos quais são acompanhados por uma orquestra de três ou quatro pessoas consistindo em algum arranjo de sanza, xilofone, percussão, zithers e harpa bow.
...Colonização da GUINÉ EQUATORIAL Foram navegadores Portugueses os primeiros europeus a explorar o golfo da Guiné em 1471. Fernão do Pó situou a ilha de Bioko nos mapas europeus nesse ano, ao procurar uma rota para a Índia, a qual batizou Formosa (no entanto, foi no início conhecida pelo nome de seu descobridor). Em 1493, D. João II de Portugal proclamou-se juntamente com resto dos seus títulos reais como Senhor de Guiné.

19 de agosto. Sábado, às 16h - Circuitinho
Espetáculo/infantil: En Cantos – Espetáculo para Bebês
Com: Cia. da Casa de Portugal
Origem: China / Macau
Ficha técnica: Direção artística e encenação: Elisa Vilaça. Música: Tomás Ramos de Deus e Miguel Andrada. Atriz e manipuladora: Elisa Vilaça. Construção e produção: Casa de Portugal em Macau. Fotos: Miguel Andrada.
Classificação indicativa: 6 meses a 3 anos. Duração: 40 min.
Teatro Sergio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)
Local: Sala Paschoal Carlos Magno


En Cantos - Espetáculo para Bebês é uma incrível experiência sensorial para bebês e crianças, da Cia da Casa de Portugal, de Macau (que foi colônia de Portugal por mais de 400 anos). O espetáculo tem Elisa Vilaça como atriz e manipuladora. Nesta montagem podem ser encontrados jardins habitados por flores de muitas cores, animais afetuosos, aves majestosas de penas macias, rãs engraçadas a brincar nas poças e, até mesmo, o fundo do mar, onde moram delicados seres, ostras que se abrem e muitos peixinhos. Os bebês e as crianças devem ser acompanhados por uma pessoa adulta. Durante a sessão eles ficam descalços e se sentem no chão, no espaço que envolve o palco.

19 de agosto. Sábado, às 19h30
Espetáculo Flecha Borboleta
Com: Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas - Arte & Fato
Origem: Brasil / Amazonas
Ficha técnica: Direção e dramaturgia: Douglas Rodrigues. Elenco: Acacia Miè, Hely Pinto, Israel Castro, Keila Gomes, Karol Medeiros, Leonel Worton e Vanessa Pimentel. Provocador: Darci Figueiredo. Preparação corporal: Adam Souza. Direção musical: Regina Santos. Violoncelo: Calebe Alves. Percussão: Alan Gomes e Ícaro Costa. Figurino e iluminação: Douglas Rodrigues. Cenografia: Aaca – Arte&Fato. Fotografia - Tácio De Melo. Classificação indicativa: 12 anos. gênero: Épico. Duração: 60 min.
Teatro Sergio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)
Local: Sala Paschoal Carlos Magno


Inspirado na ópera Madama Buterfly, de Puccini, Flecha Borboleta narra as trágicas consequências do amor entre uma índia arqueira e um expedicionário americano. O texto também dialoga com o massacre de Haximu, em Roraima, julgado pela justiça brasileira que condenou os réus por genocídio. O governo militar brasileiro se aliou aos EUA (1934-1942) em um tratado para a internacionalização da Amazônia e, em 1948, acontece a missão Missão Abbink para reconhecimento das terras, que forjava laços e integração com a região. Oficiais aviadores visitavam a aldeia Yanomami e contraíam matrimônios temporários com jovens índias. A história de Flecha Borboleta se baseia em fatos reais, relatando as consequências do casamento entre a índia Flecha Borboleta, de 15 anos, e aviador John Abbink, contraído com leviandade, discriminação, mentiras, loucura e mortes. Ela é cortejada por ele no caminho que leva ao rio. Tomada de excitação, entrega-se e se amam loucamente. O soldado é casado em seu país, mas convence a arqueira sobre a seriedade de seu amor e eles vivenciam a metamorfose das borboletas. Flecha Borboleta renuncia à fé dos seus antepassados, aceitando o cristianismo em repulsa à floresta. No meio da tempestade dá luz a uma criança prometendo-lhe um futuro americano. A partir daí inicia a tragédia da obra: aproximadamente mil índios morrem envenenados por aviadores americanos comandados por Abbink. A esposa do aviador visita a aldeia e trava um duelo soberbo sobre culturas, levando a cena aos limites dramáticos.

20 de agosto. Domingo, às 19h30
Espetáculo: As Palavras de Jó
Com: Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo
Origem: Cabo Verde / São Vicente - Mindelo
Ficha técnica: Texto: Matéi Visniec. Direção e espaço cênico: João Branco. Interpretação: João Branco e Nuno Tavares. Música original: Nuno Tavares e Victor Duarte. Assistente de encenação: Patrícia Silva. Iluminação: Paulo Cunha. Direção de movimento: Janaina Alves. Figurino: Bid Lima. Classificação indicativa: 12 anos. gênero: Drama. Duração: 50 min.
Teatro Sergio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)
Local: Sala Paschoal Carlos Magno



O espetáculo é um grito de alerta, um chamado à razão e à lucidez para o maior problema da humanidade. Quando os homens matam em nome de Deus, na verdade, eles matam toda a ideia de transcendência e divindade. As Palavras de Jó, do autor Matéi Visniec, grita aos humanos um apelo para que parem de matar uns aos outros e de lutar em nome de Deus! "Não o sujem se vocês o amam. E não sujem também a sua palavra”. Isto porque é o homem e a humanidade no homem que devemos recolocar no centro da vida e da esperança, no centro do sentido da vida e do que está por vir. No palco está o diretor junto com Nuno Tavares.

21 de agosto. Segunda, às 20h30
Espetáculo: Nós Não Morremos
Com: Cia. Black Smile (Sorriso Negro)
Origem: São Tomé e Príncipe / São Tomé
Ficha técnica: Texto: Coletivo. Direção: Juelce Beija Flor. Cenário e figurino: Juelce Beija Flor e Clinton Carvalho. Interpretes: Juelce Beija Flor e Clinton Carvalho. Direção de Produção: Clinton Carvalho. Técnico de luz e som: Fábio Vera Cruz Coelho. Fotos: José Quaresma. Classificação indicativa: 16 anos. Gênero: Drama. Duração: 55 min.
Teatro Sergio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)
Local: Sala Paschoal Carlos Magno


Entre os que não morreram no martírio de 53 mortos está o Cravide, que sobreviveu às rajadas de tiros de metralhadora e ficou conhecido como o Homem Cristo. Não sendo o espetáculo um trabalho de história como ciência exata, por ser, exatamente, uma ação do género dramático que tem a matéria prima os fatos históricos da escravatura universal e do massacre ou guerra 53, a montagem defende que o Homem Cristo é real e não uma lenda, assim como a escravatura marca o mundo. O texto parte de uma coletânea de fatos, fruto de entrevistas com alguns idosos sobreviventes do martírio mais marcante em São Tomé e Príncipe.

22 de agosto. Terça, às 20h30
Espetáculo: Oração
Com: Cia. Los Puercos
Origem: Brasil / Santos
Ficha técnica: Texto: Fernando Arrabal. Crônica: Gregório Duvivier. Direção: Luiz Campos. Voz em off: Sérgio Mamberti. Elenco: Giovanna Marcomini (Fidio), Nathalia Nigro (Lilbe) e Gustavo Gárcia (corpo). Cenário e figurino: Eluane Fagundes. Iluminação: Juliana Sousa. Sonopastia: Luiz Campos. Op. de som e luz: Talita Kova. Maquiagem: Tatiana Rangel. Fotografia: Iara Marcek. Classificação indicativa: 12 anos. Gênero: Drama. Duração: 40 min.
Teatro Sergio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)
Local: Sala Paschoal Carlos Magno


No espetáculo A Oração, o descobrimento da bíblia para as personagens de Arrabal faz com que elas trilhem caminhos sinuosos onde a salvação de todos os pecados é também o maior obstáculo. Em contrapartida ao livro sagrado, suas questões esbarram no recente passado e no miserável presente. O livro é a esperança para obterem uma vida e um destino com mais dignidade, pois percebem que nada do que viveram foi digno, perante as leis cristãs. O texto é um diálogo que envolve os princípios humanos e suas falhas, mas, acima de tudo, o obstáculo que nós somos em nosso próprio caminho.

23 de agosto. Quarta, às 20h30
Espetáculo: Auto da Barca do Inferno
Com: Grupo Dragão7 de Teatro
Origem: Brasil / São Paulo
Texto: Gil Vicente. Direção: Creuza F. Borges. Elenco: Creuza F. Borges, Leticia Bortoletto, Marli Bortoletto, Marcos Barros, Daniel Dhemes, Humberto Fittipaldi e Ailton Rosa. Técnico: Alex Saldanha. Camareira: Izabel Cristina. Foto: Dragão7.
Classificação indicativa: 12 anos. Gênero: Comédia. Duração: 75 min.
Teatro Sergio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)
Local: Sala Paschoal Carlos Magno


O Grupo Dragão7 montou o Auto da Barca do Inferno há mais de 20 anos. E, em 2017, apresenta a peça em homenagem aos 500 anos desse texto de Gil Vicente, considerado como o “pai” do teatro em língua portuguesa. Em algum lugar, além da morte, há um cais onde duas barcas ancoradas aguardam os que deixam esta vida. Uma tem como destino e direito, por meio das Esferas Celestiais, a luz divina da eterna glória do paraíso; a outra vai para o inferno. Nesse cais, ninguém escapa ao julgamento final: grandes ou pequenos, os pecados, as bravuras, as heresias, as inocências, as corrupções, as hipocrisias, tudo é revelado no tribunal no qual o diabo é promotor da humanidade. Gil Vicente faz desfilar por esse cais personagens em busca da barca que julgam merecer por direito (a saber, do paraíso). A montagem lembra a todos nós pecadores que somos candidatos a uma vaga neste “batel infernal”, mas sem esquecer que se trata de uma comédia, e komédia, em grego, significa festa.

24 de agosto. Quinta, às 20h30
Espetáculo: Os Bolsos Cheios de Pão
Com: La Inquieta Compãnia
Origem: Brasil / São Paulo
Ficha técnica: Texto: Matei Visniec. Direção: Aílton Rosa. Tradução: Roberto Mallet / É Realizações Editora. Elenco: Adriano Araújo e Rogério Costa. Iluminação: Robson Lima. Trilha sonora: Sandra Kison. Cenografia e figurino: Dalmir Rogério e Zé Valdir Albuquerque. Preparação Corporal: Maju Minervino. Foto: Waldez Macedo. Visagismo: Nadhia Souza. Classificação indicativa: 14 anos. Gênero: Drama. Duração: 60 min.
Teatro Sergio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)
Local: Sala Paschoal Carlos Magno


Um cão está preso no fundo de um poço, fazendo ecoar seu latido. Do lado de fora, dois homens (interpretados por Adriano Araújo e Rogério Costa) o alimentam com migalhas de pão, discutindo e fazendo suposições sobre como o pobre animal foi parar lá dentro. Em tempos onde o eco do “grito” do mais “fraco” é abafado pelo rosnado selvagem do mais “forte”, e onde a “migalha” é o alimento vital para manter o círculo vicioso da esperança de que tudo irá melhorar, o texto de Visniec se vem, de forma simples e necessária, discutir a ineficácia das palavras e dos discursos em relação à ação.

25 de agosto. Sexta, às 20h30
Espetáculo: Pedro e o Capitão
Coprodução 3M e Fundação Sindika Dokolo
Origem: Angola / Luanda
Ficha técnica: Texto: Mario Benedetti. Tradução e encenação: Meirinho Mendes. Dramaturgia: Rogerio Carvalho. Elenco: Meirinho Mendes e Correia Peliganga Adão. Técnica: Nuno Martinho. Cenografia e figurino: Meirinho Mendes. Produção: Meirinho Mendes/Net-Fs. Fotos: Marta Silva Mendes.
Classificação indicativa: 16 anos. Gênero: Drama. Duração: 50 min.
Teatro Sergio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)
Local: Sala Paschoal Carlos Magno


O espetáculo Pedro e o Capitão traz uma larga conversação entre um torturador e um torturado na qual a tortura não está presente de fato, mas se manifesta como a grande sombra que pesa sobre o dialogo. A peça se define como uma indagação dramática na psicologia de um torturador. Investiga a resposta ao porque ou mediante qual processo um ser humano normal pode se converter em um torturador. Apesar do tema ‘tortura’ nortear a obra como um feito físico ela não figura na cena. Como tema artístico, a tortura pode caber na literatura ou no cinema, mas no teatro torna-se uma agressão demasiada evidente para o espectador.

26 de agosto. Sábado, às 16h - Circuitinho
Espetáculo/infantil: Pés na Estrada
Com: Grupo Dragão7 de Teatro
Origem: Brasil / São Paulo
Ficha técnica: Texto: Criação coletiva Dragão7. Direção: Creuza F. Borges. Atores: Ailton Rosa, Daniel Dhemes e Leticia Bortoletto. Percussão: Daniel Dhemes. Figurino: Marli Bortoletto. Trilha original: Ricardo Herz. Treinamento de teatro de objetos: Ailton Rosa. Preparação corporal: Leticia Bortoletto.Fotos: Vanessa Dutra.
Classificação indicativa: livre. Duração: 50 min.
Teatro Sergio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)
Local: Sala Paschoal Carlos Magno


Três palhaços estão com os pés na estrada: Casimira, Bob e Bu. Por onde passam eles levam alegria e diversão. No meio da viagem param para descansar. A partir daí, acontecem confusões e peripécias, pois cada um tem sua personalidade, seu próprio jeito de fazer as coisas, mas no final da aventura descobrem que fazer as coisas juntos é muito mais gostoso e proveitoso. Usando objetos inusitados e muitas brincadeiras para promover um jogo interessante e instigar a imaginação do espectador, Pés na Estrada viaja pelo mundo da imaginação.

26 de agosto. Sábado, às 19h30
Espetáculo: Nos Tempos de Gungunhana
Com: Klemente Tsamba
Origem: Moçambique / Maputo
Ficha técnica: Textos originai: Ungulani Ba ka Khosa. Dramaturgia e interpretação: Klemente Tsamba. Apoio e assistência criativa: Filipa Figueiredo, Paulo Cintrão e Ricardo Karitsis. Adereços e figurino: Klemente Tsamba. Fotografia: Margareth Leite
Classificação indicativa: 16 anos. Gênero: Drama. Duração: 60 min.
Teatro Sergio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)
Local: Sala Paschoal Carlos Magno


O texto foi construído a partir do livro Ualalapi, do premiado autor moçambicano Ungulani Ba ka Khosa. Na história, era uma vez um guerreiro da tribo Tsonga, chamado Umbangananamani, que fora em algum tempo casado com uma linda mulher da tribo Macua, de nome Malice. Não tiveram filhos, embora tentassem muito. Este é o mote que dá início ao grande karingana ou conto tradicional sobre a vida de um simples guerreiro. Porém o enredo, rapidamente, se transforma em uma sequência de outros pequenos karinganas que relatam aspectos curiosos ligados à vida na corte do Rei Gungunhana. O texto mostra a crueldade e as mortes que, por vezes, se misturam com o humor em cada karingana contado e cantado com a graça dos ritmos tradicionais de Moçambique.

27 de agosto. Domingo, às 20h30
Espetáculo: Por Revelar
Com: Isabel Mões
Origem: Portugal / Lisboa
Ficha técnica: Texto, concepção e interpretação: Isabel Mões. Apoio dramatúrgico e de produção: Ana Lídia Santos e João Carracedo. Luzes e sonoplastia: Sandro Esperança. Cenário e figurino: Isabel Mões. Fotografia: Mária Lázaro e João Portela.
Classificação indicativa: 12 anos. Gênero: Drama. Duração: 60 min.
Teatro Sergio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)
Local: Sala Paschoal Carlos Magno


A partir da coleção de fotografias antigas da avó a atriz Isabel Môes constrói o espetáculo Por Revelar. Por esse caminho inicia uma reconstrução do objeto fotográfico, criando uma espécie de memória da fotográfica, um exercício que vai além da descrição, atingindo o que Roland Barthes denomina como “esforço de silêncio”, o ato de fechar os olhos e deixar a imagem falar. Um estado que pode ser um paradoxo com a natureza da própria fotografia, que carrega a contingência desse ato de mostrar, mas que, em última análise, permite juntar a consciência afetiva à imagem. Consciência afetiva, esta, criada a partir da recordação narrada pelo relator principal e da sua descrição mais ou menos efabulada dos acontecimentos, mas que, no percurso, agrega novos sujeitos e novas camadas da memória. Há ainda uma dezena de rolos por revelar, esquecidos numa caixa por mais de 20 anos, que são vistos pela primeira vez pelos retratados. Serão eles indiferentes a estas imagens? São as novas imagens importantes para construir mais memórias?

Seminários

20 de agosto. Domingo, às 15h30
Tema: Intercâmbio Entre Países de Língua Portuguesa
Mediação: Creuza F. Borges
Local: Caixa Cultural São Paulo - Auditório
Praça da Se, 111. Centro. SP/SP
Os artistas que participam do XI Circuito de Teatro em Português trocam experiências, enquanto beneficiários e/ou organizadores de projetos de intercâmbio teatral entre países de língua portuguesa. O seminário propõe a discussão acerca dos próprios trabalhos, identificando questões que devam ser resolvidas para potencializar ainda mais as trocas culturais entre países de língua oficial portuguesa. Também relatam as medidas propostas implementadas, que visam ampliar o intercâmbio teatral entre os países. Participam deste seminário diretores das companhias integrantes do Circuito, que falam sobre a possibilidade de receberem em seus respectivos países artistas e grupos para mostrarem seus trabalhos. Os interessados podem participar se inscrevendo pelo site do festival.

21 de agosto. Segunda, às 15h30
Tema: Um Olhar da Floresta
Com Marcia Wayna Kambeba
Local: Teatro Sergio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153. Bela Vista/SP
A proposta do seminário é aprofundar o conhecimento sobre as raízes brasileiras, sobre a história, memória e cultura indígena no país por meio da arte. Também discute sobre as línguas "mãe", faladas antes do português, e as que ainda se falam, entre outras informações sobre nossos antepassados indígenas e, principalmente, como esses povos sobrevivem hoje. O evento promove também um relato sobre a luta contra atentados e racismo que atingem a população indígena brasileira e a luta pelo sagrado, pela natureza e por aqueles que mais a preservam: os índios. “E com eles está o sagrado, seus ancestrais, os parentes mortos e vivos”, comenta Marcia. A mesa conta com outros convidados, além de Márcia Kambeba.
Márcia Wayna Kambeba é indígena do povo Omágua-Kambeba do Amazonas, da aldeia Belém do Solimões, AM. É geógrafa pela Universidade do Estado do Amazonas, especialista em Educação Ambiental e Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas. É também escritora, cantora, poeta, locutora, compositora de musicalidade indígena na língua tupi e em português. Possui trabalho de fotografias etnográficas sobre seu povo Kambeba; é palestrante de assuntos indígenas e ambientais, professora, roteirista e atriz. Em 2013, lançou o livro de poesia Ay Kakyri Tama – Eu moro na cidade. Em 2014 participou de duas antologias: Marginalmente Falando (livro com vários poetas do Brasil) e Mãe Terra (com vários escritores indígenas). É membro da Organização do povo Omágua-Kambeba do Alto Solimões (OCAS) e membro da Academia Formiguense de Letras (AFL), em Formiga, MG. Atualmente, dá aula de licenciatura intercultural indígena para professores de aldeia, pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), desenvolve pesquisa sobre território, memória, identidade, mulher e cultura indígena.

Oficinas na SP Escola de Teatro

A programação do XI Circuito de Teatro em Português integra oficinas de Teatro na variante de: 3 de interpretação, 1 de material reciclável para bonecos de manipulação, 1 de corpo, 1 de voz, 1 de escrita criativa no âmbito da dramaturgia lusófona e 1 oficina sobre as artes no sistema prisional. Estas ações de formação visam criar relações entre estratégias e metodologias para ensinar competências que podem ser desenvolvidas no fazer teatral. Pretende-se a troca de experiências e intercâmbio cultural, promovendo um espaço de diálogo e reflexão entre os criadores e os participantes de países de expressão portuguesa. As oficinas são ministradas por diretores das companhias dos países representados no circuito.

14 a 18 de agosto (14h30 às 18h30) – Oficina de Bonecos com Materiais Recicláveis
Locais - Dias 14 e 15: CEU Meninos. Dias16 e 18: CEU Heliópolis.

19 de agosto (14h30 às 18h30) - Rompendo Muros da Prisão
Com: Luisa Pinto (Portugal)
Local: SP Escola de Teatro - Unidade Brás

21 de agosto (das 14h30 às 18h30) – Ética e Estética da Crioulização Cênica
Oficina de Interpretação com: João Branco (Cabo Verde) - SP Escola de Teatro do Brás

22 de agosto (14h30 às 18h30) – O Homem Amazônida na Construção da identidade Brasileira
Oficina e dramaturgia com: Douglas Rodrigues (Manaus/AM)
Local: SP Escola de Teatro - Unidade Brás

24 de agosto (das 19h30 às 22h) - Oficina Teórica-prática Baseada no Processo Criativo da Peça Nos Tempos de Gungunhana
Com: Klemente Tsamba (Moçambique)
Local: SP Escola de Teatro - Unidade Brás

25 de agosto (14h30 às 18h30) – O Corpo em Estado de Presença e Escuta
Com: Letícia Bortoletto e Júnior Lima
Local: SP Escola de Teatro - Unidade Brás

25 de agosto (19h30 as 22h30) – O Ator e o Estado de Prontidão
Com: Luiz Campos
Local: SP Escola de Teatro - Unidade Brás

SERVIÇO

Circuito de Teatro em Português
Local: Teatro Sérgio Cardoso
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista. São Paulo/SP. Tel: (11) 5061-1132
Abertura: 18 de agosto de 2017, às 19h30
Espetáculos: 19 a 27 de agosto de 2017
Inscrições p/ oficinas e seminários: www.spescoladeteatro.org.br/extensao-cultural-2017/cursos.php
Classificação indicativa: Consultar a sinopse dos espetáculos
Entrada franca
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal
Produção: Dragão7 Produções Artísticas
Informações e programação:
O Circuito também segue para cidades do interior de São Paulo e ABC Paulista (Cubatão, Diadema, Ubatuba, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José dos Campos e Ilhabela).




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