17/10/2017

Cia de Danças de Diadema leva “por+vir” ao palco do Teatro Clara Nunes

A Companhia de Danças de Diadema apresenta o espetáculo “por+vir”, nos dias 27 e 28 de outubro (sexta e sábado, às 20h), no Teatro Clara Nunes, no Centro Cultural Diadema. A entrada é franca.

Em 2015, para comemorar 20 anos de carreira no cenário artístico, a Companhia de Danças de Diadema promoveu um reencontro com importantes coreógrafos que, ao longo de sua trajetória, já haviam criado obras para seu repertório.



A partir desse novo encontro com o elenco da Companhia, o espetáculo “por+vir” foi concebido. Assim, nove coreógrafos trouxeram a possibilidade de experimentação de momentos únicos, cada um pela sua ótica sobre a dança contemporânea.

As experimentações levaram a um mosaico de movimentos, gerando assim as cenas: Nós de Nós, de Cláudia Palma; Bakú, intervenções entre cenas de Ana Bottosso; Caminhos Traçados, criação coletiva - Pedro Costa e elenco da Cia; .entre pontos., de Fernando Machado; Gárgulas,de Sandro Borelli; Esse Samba é Meu, de Sérgio Rocha, Entremeios, de Mário Nascimento; 1 + Um, de Henrique Rodovalho; e Novena, de Luís Arrieta.

Com a realização deste projeto, a Companhia de Danças de Diadema expressa seu gosto pela versatilidade, pelas múltiplas maneiras de olhar a dança. Por meio dos corpos de seus intérpretes e dos diferentes estilos desenvolvidos pelos coreógrafos, proporciona ao público um múltiplo panorama gestual e sensorial.

Ficha técnica

Direção Geral: Ana Bottosso. 
Coreógrafos: Ana Bottosso, Cláudia Palma, Fernando. Machado, Henrique Rodovalho, Luís Arrieta, Mário Nascimento, Pedro Costa, Sandro Borelli e Sérgio Rocha. 
Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. 
Assistente de coreografia: Carolini Piovani.
Assistente de produção: Daniela Garcia e Renato Alves. 
Concepção de luz: Fernanda Guedelha.
Operação de luz: Renato Alves. 
Sonoplastia: Daniela Garcia. 
Figurino: o elenco. 
Máscara: Zé das Máscaras. 
Professor de dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. 
Condicionamento físico:Carolini Piovani. 
Assessoria de Imprensa: Verbena Comunicação. 
Elenco: Ana Bottosso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Fernando Gomes, Keila Akemi, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones, Zezinho Alves.

Serviço

Espetáculo/dança: “por+vir”
Com Companhia de Danças de Diadema
Dias 27 e 28 de outubro. Sexta e sábado, às 20h
Teatro Clara Nunes - Centro Cultural Diadema
Rua Graciosa, 300 – Centro. Diadema/SP. Tel: (11) 4056-3366
Entrada franca. Duração: 70 min. Classificação: 14 anos. Capacidade: 370 lugares
Acesso para pessoas com deficiência. Ar condicionado.


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Espetáculo estreia no dia de finados para abordar suicídio, culpa, medo e um segredo

A Trupe Investigativa Arroto Cênico, de Nova Iguaçu, se prepara para estrear seu novo espetáculo, “ZERO.5 (zero ponto cinco)”, em um dia bastante sugestivo: o Dia de Finados. A data foi pensada por ser o suicídio o assunto que vem sendo pesquisado minuciosamente pela companhia ao longo dos últimos meses.

Com texto de Cesário Candhí em parceria com Marcos Covask, que também dirige o espetáculo, “ZERO.5 (zero ponto cinco)” se desenvolve a partir da história de um grupo de amigos de infância que se reencontra após o velório de outro amigo em comum, que se suicidou. Deste encontro surgem culpas, medos, novas frustrações, um segredo mal enterrado e um resgate da memória afetiva de tudo que viveram juntos. A partir do encontro, são obrigados a confrontar o passado, iniciando um complexo balanço de suas vidas, onde muitos segredos e mentiras se revelarão. O texto, criado de forma colaborativa com o elenco, é feito de palavras e silêncios ensurdecedores, estabelecendo um clima de introspecção. Com dez atores se revezando em cinco personagens, o espetáculo se utiliza do vínculo afetivo real que une os intérpretes para retratar o processo de amadurecimento dos personagens.

Com pouco mais de dois anos de existência, a Trupe Investigativa Arroto Cênico celebra uma bem-sucedida trajetória artística: já realizou temporada de seus dois primeiros espetáculos e participou de mais de 20 festivais nacionais de teatro nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, pelos quais recebeu 25 prêmios e mais de 30 indicações. Consolidando esta trajetória, a estreia do novo espetáculo acontece dentro do Projeto SESC Territórios, que levará a montagem para três teatros da rede: no dia 2 de novembro, às 16h, no SESC Madureira; no dia 3 às 19:30h, no SESC Engenho de Dentro; e no dia 4 às 19h no SESC São João de Meriti.

SERVIÇO
ZERO.5 (zero ponto cinco)
- 2 de novembro, 16h.: SESC Madureira (Rua Ewbank da Câmara, 90, Madureira)
- 3 de novembro, 19:30h.: SESC Engenho de Dentro (Av. Amaro Cavalcante, 1661, Engenho de Dentro)
- 4 de novembro, 19h.: SESC São João de Meriti (Av. Automóvel Clube, 66 - Centro, São João de Meriti)
Gênero: Drama
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos
Ingressos: R$20,00 (inteira) / R$10,00 (meia) / R$5,00 (associados SESC)


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16/10/2017

Marcas sem propósito claro perderão espaço com marketing de influência
Bia Granja, Armindo Ferreira e especialistas do Comunique-se apontam tendências da área para os próximos anos no Brasil

As buscas no Google pelo termo “influencer marketing” cresceram mais de quatro vezes no último ano, e cerca de 84% dos profissionais de marketing dos Estados Unidos percebem os influenciadores como atores eficientes na comunicação corporativa, segundo pesquisa recente da Influencer Marketing Hub. De acordo com o diretor do Grupo Comunique-se, Cassio Politi, essa tendência de mercado deve ganhar força no Brasil nos próximos dois ou três anos, proporcionando oportunidades não só para as marcas, mas também para quem trabalha na área.

O especialista diz que o propósito da marca é fundamental para quem deseja ganhar seu espaço com os influenciadores digitais, pois cada vez mais o consumidor busca identificação com ele. Armindo Ferreira, consultor e um dos principais blogueiros do país, concordou em depoimento ao Podcast-se Comunique-se: “Estamos vivendo a crista da onda e acho que a tendência é que ocorra uma seleção natural entre marcas e creators. Acredito que teremos um filtro como vimos em outros veículos de comunicação e algumas marcas não vão conseguir conversar com as pessoas, então teremos uma acomodação espontânea”, opina ele.

Bia Granja, fundadora do youPix e outra das entrevistadas do Comunique-se, fala sobre a integração entre ações para conquistar o consumidor: “Para gerar audiência é preciso investir em content marketing com identidade. O ideal é unir o marketing de influência com o de conteúdo, pois o influencer também cria. É possível encontrar sinergias editoriais muito boas a partir dessa junção”, recomenda ela.

Para o CEO do Grupo Comunique-se, Rodrigo Azevedo, outro ponto importante é abordar tanto o microinfluenciador quanto o de maior alcance. De acordo com ele, enquanto o primeiro trabalha para atingir um público segmentado que deseja saber sobre assuntos específicos, o segundo fala sobre tudo e direciona suas ações para a massa.



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15/10/2017

Capoeira, poesia e ilustração em um só livro para crianças e adultos

O livro 'Poemas Para Gingar', escrito em parceria pelos capoeiristas Michel Saraiva e Ana Carolina Lacorte, acaba de ser lançado em pré-venda pela Editora Metanoia. Destinado ao público infantil e adulto, a obra é indicada para todos os amantes da Capoeira, pois os poemas tratam dos temas desta luta e arte brasileira tão conhecida mundo afora.

O livro também conta com belíssimas ilustrações que traduzem em imagens a beleza que os poemas trazem para o leitor. O imaginário da Capoeira e do capoeirista é ressaltado em diferentes tempos e espaços, da história à prática da luta, apresentando o mundo da Capoeira de forma livre, lúdica, musical e criativa.

Serviço

LIVRO Poemas para Gingar: https://goo.gl/gjiqQk
Autores
Ana Carolina Lacorte: www.facebook.com/carolina.lacorte
Michel Indiano Saraiva: www.facebook.com/michel.saraivaa
Ilustradora
Ana Paula Fernandes: https://www.facebook.com/annapoulainartesvisuais/


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09/10/2017

Grande encontro entre artistas populares e palhaços em Duque de Caxias - entrada gratuita

A Mostra Sete Dias de Sol sem Dó, chega à sua quarta edição em 2017, entre os dias 28 de outubro e 03 de novembro. Serão sete dias seguidos de eventos produzidos pela Cia. Sol sem Dó, de Duque de Caxias, que levará para a cidade .

A mostra, contemplada pelo edital Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, com patrocínio da Light e da ANEEL, tem como objetivo reunir artistas e pesquisadores de todo o território nacional que desenvolvem essencialmente trabalhos ligados ao universo da palhaçaria, das tradições populares e produção cultural em periferias. Com a mostra, a companhia espera fomentar na cidade a troca e o encontro através da arte. Além disso, a mostra permitirá o desenvolvimento de ações e ocupações dos espaços públicos da cidade de forma diversa, artística e inclusiva. Tendo em sua programação oficinas de palhaçaria e teatro, cortejos, sarau, espetáculos e apresentações musicais, o evento se estenderá pelos quatro distritos da Cidade.

Dentre as atrações dessa edição, destacam-se a festa de abertura no Gomeia Galpão Criativo (28/10), que, além de música ao vivo, contará com apresentações de pernas de pau, malabares com fogo e performances cênicas; a oficina de máscaras com o grupo teatral Moitará (29/10), o Cortejo de palhaços (31/10) e a Oficina de Palhaçaria feminina, ministrada por Lilian Moraes do Grupo Off-Sina (02/11). A programação completa e serviços da mostra podem ser acessadaos na página do grupo no facebook - Grupo Sol sem Dó.

A Cia. Sol sem Dó é integrante da Rede Baixada em Cena, vencedora do Prêmio Shell 2017, na categoria inovação.

SERVIÇO
Mostra Sete Dias de Sol sem Dó
De 28 de outubro a 3 de novembro em diversos espaços de Duque de Caxias
Classificação Indicativa: Livre
Entrada gratuita

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06/10/2017

Programação especial de literatura infantil na semana do Dia das Crianças

Na semana da criança, a escritora Natalia Avila promove atividades e oficinas especiais aos pequenos e para quem quer se encantar com a magia da infância e da literatura infantil. No domingo (dia 8), Natalia participa do La Féria, com contação de histórias, das 14h às 15h, no Clube Militar, no Jardim Botânico. Às 16h, haverá a oficina Criança que Cria, na Sociedade Germania, na Gávea. A inscrição é prévia e necessária para confirmar a realização da atividade.

Já no dia 12, é a vez das Histórias Interativas no Misturebinha, onde Natalia Avila convoca as crianças para compor um lúdico conto, junto com ela. A oficina acontece, a partir das 15h, na Casa da Espanha, no Humaitá.

E no dia 15 de outubro, a Casa Anitcha, no Grajaú, recebe uma edição especial da Oficina de Escrita Criativa. No encontro, adultos e crianças vão se unir para desenvolver belas histórias sobre os momentos fantásticos da infância. Não é necessária inscrição prévia, mas recomenda-se trazer papel e caneta (ou lápis, lápis de cera etc). A entrada é contribuição consciente e a oficina ocorre das 14h às 17h.

Serviço:

LA FÉRIA / Contação de histórias com autora Natalia Avila
08 de Out de 2017
Horário: 14:00 - 15:00 -03
Local: Clube Militar - Sede Lagoa, 391 - R. Jardim Botânico, 02156-600 - Jd Botanico, Rio de Janeiro.

CRIANÇA QUE CRIA
08 de Out de 2017
Horário: 16h
Local: Sociedade Germania, Gávea
OBS: Confirmação de presença tem que ser prévia e pelo email clubedebrincar@gmail.com

MISTUREBINHA / Histórias Interativas
12 de Out de 2017
Horário: 15h
Local: Casa da Espanha – Humaitá – Rua Maria Eugenia, 300.

OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA / Especial Infância
15 de Out de 2017
Horário: 14h às 17h
Local: Casa Anitcha - Rua Sá Viana, 250. Grajaú. Rio de Janeiro.

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04/10/2017

Projeto cuida gratuitamente da imagem de pacientes com câncer - #OutubroRosa

A OncoImagem, comandada e criada pela Visagista Priz Azeredo (foto acima), funciona hoje em parceria com o Hospital Mário Kroeff, na Penha, Rio de Janeiro, e realiza atendimento a pacientes em tratamento de câncer, reintegrando a imagem do paciente oncológico, aumentando a autoestima e recuperando o equilíbrio emocional.

O projeto social surgiu da vontade de Priz em ajudar mulheres debilitadas com o tratamento da doença, que quando perdem os cabelos, símbolo de feminilidade, perdem também a autoestima. A Visagista, com formação em maquiagem, começou levando sua experiência para comunidades carentes do Rio de Janeiro, onde ensinava às mulheres o ofício da maquiagem, para terem uma profissão.

Abaixo, vídeo da Caravana OncoImagem Brasil realizada em maio/2016 na APPO Petrópolis

Em 2014 sentiu necessidade de ajudar as mulheres a levantarem a autoestima, quando decidiu dedicar seu trabalho para ajudar pacientes na luta contra o câncer. Especializou-se como Visagista e hoje, em parceria com o Hospital Mário Kroeff, já ajudou mais de 500 pessoas na recuperação da autoestima. O serviço funciona com 22 voluntários e busca sempre novos parceiros para continuar o trabalho totalmente filantrópico.

A OncoImagem tem três projetos que andam separadamente: o OncoMulher, que especializa profissionais da área da beleza em visagismo oncológico. Todo o valor arrecadado com as inscrições é doado à Associação Petropolitana dos Pacientes Oncológicos (APPO). O segundo projeto é realizado em outubro, durante o Outubro Rosa, e é uma exposição chamada: “Eu cuido de você e você cuida de mim”, onde as fotos das pacientes são expostas e cada uma conta a sua história. O terceiro projeto, ainda em fase de elaboração, é o OncoDebut. O objetivo desse trabalho será selecionar uma paciente em tratamento de câncer, com idade de até 15 anos, e realizar uma festa de debutante dos sonhos.

Para mais informações: http://www.oncoimagembrasil.com


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03/10/2017

Sessões de filmes, debates com diretores e oficinas de animação com entrada gratuita - RJ

Sessões de filmes temáticas e conversas com os diretores levam questionamentos ao público jovem do bairro de Anchieta

De 17 a 20 de outubro, de terça a sexta-feira, a Associação Cultural Conexão das Artes, em Anchieta, receberá o Cineclube em debate. O Cineclube em debate contará com quatro sessões de filmes, uma por dia, de terça a sexta-feira, duas delas com parte dos assentos destinados ao público convidado de escolas públicas e/ou projetos sociais do entorno. Após cada sessão haverá conversas com os realizadores ou parte da equipe dos filmes. O espaço será aberto a perguntas do público para que este possa dialogar com os integrantes diretos dos filmes promovendo o diálogo e a reflexão dos jovens sobre cada temática destacada nos filmes que serão exibidos. Toda a programação é gratuita.


O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, da Secretaria de Estado de Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica. Além do cineclube e dos bate-papos, o evento contará também com oficinas de animação, como flipbook e stop motion que serão oferecidas ao público participante nos dois últimos dias do projeto, na quinta-feira e sexta-feira. O Cineclube em debate tem a curadoria dos filmes realizada pela cineasta Helena Lessa, idealização de Ana Hortides e produção de Joana Nantes.

"O Cineclube em debate é um projeto de exibição de filmes com temática e questões relacionadas à juventude, bate-papos com os diretores e oficinas de animação. As ações propostas buscam o acesso dos jovens à produção nacional de filmes de curtas e médias metragens produzidos no Brasil nos últimos anos, valorizando a cultura local e o audiovisual brasileiro", ressalta a idealizadora do projeto, Ana Hortides.

Programação

SESSÃO I - Inquietações da adolescência

TODAS AS MEMÓRIAS FALAM DE MIM (2015)
Direção: Alice Name Bontempo
Duração: 15 min
Sinopse: Nós fomos amigos por um tempo, mas não amigos próximos, até porque eu a achava completamente inatingível. E aí ela veio correndo, me abraçou e me beijou. E sei lá. Na verdade, acho que nem aconteceu.

PELE SUJA, MINHA CARNE (2016)
Direção: Bruno Ribeiro
Duração: 14 min
Sinopse: João toma banho após mais uma pelada com seus amigos brancos.

SESSÃO II - Contos e fabulações

A COR DO FOGO E A COR DA CINZA (2014)
Direção: André Félix
Duração: 24 min
Sinopse: Wagner vive na favela e desde os 7 anos de idade é proprietário da Rede Metror, um canal de televisão feito de papel e lápis de cor. Após 11 anos e mais de 70 novelas transmitidas, Wagner dirige pela primeira vez atrizes reais.

CONTOS DA MARÉ (2013)
Direção: Douglas Soares
Duração: 17 min
Sinopse: Lendas urbanas, memórias de uma família e do local onde moram. Uma história de lobos, cobras e porcos para uma complexa Maré.



SESSÃO III - Música, Ritmo

CANTE UM FUNK PARA UM FILME (2007)
Direção: Emílio Domingos e Marcus Vinicius Faustini
Duração: 22 min
Sinopse: Através de faixas espalhadas pela cidade de Nova Iguaçu na Baixada Fluminense, procurando pessoas para cantar um funk para um filme, o documentário faz um registro sobre a importância subjetiva dos mais de 20 anos de funk carioca na vida das pessoas.



ROQUES DE QUARTO (2016)
Direção: Helena Lessa, Jorge Polo, Lívia de Paiva, Lucas Andrade e Petrus de Bairros
Duração: 15 min
Sinopse: Evandro está voltando do trabalho para casa quando percebe uma coisa estranha no céu. Letícia e Santos colam lambe-lambes nos muros de uma rua. Na mesma noite, uma frequência misteriosa invade a fita em que Felipe grava suas composições em casa. O som de muitos tempos embala o presente.

SESSÃO IV - Cultura, embate

CASCA DE BAOBÁ (2017)
Direção Mariana Luiza
Duração: 11 min
Sinopse: Maria, uma jovem negra nascida em um quilombono interior do estado, é cotista na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua mãe, Francisca, leva a vida cortando cana nas proximidades do quilombo. As duas trocam mensagens para matar a saudade e refletir sobre o fim de uma era econômica-social.

DESMONTE (2016)
Direção: Mari Cavalcanti
Duração: 7 min
Sinopse: A ruína carcomida da boa educação falida treme na base com os abalos da geração 2000.



OS 3000 ANOS ERAM FEITOS DE LIXO (2016)
Direção: Ana Luisa Meneses, Luana Rosa, Ana Elisa Alves, Clara Chroma, Cleyton Xavier, Eduardo Sa Cin
Duração: 14 min
Sinopse: Montanhas de lixo pelas ruas. Pessoas cobertas de lixo e se hidratando com chorume. Lixos com um brilho neon. Lixo com holograma e som estéreo. O lixo é um outdoor de alta concorrência. O lixo é a nova moeda e seu lastro é maior que o d’ouro.



SERVIÇO

Cineclube em Debate
Associação Cultural Conexão das Artes: Rua Sargento Rego n. 126, Anchieta, Rio de Janeiro.
Datas: de 17 a 20 de outubro.
Horários: Sessões das 14h às 16h, de terça a sexta-feira. Oficinas das 16h às 17h30, na quinta e na sexta-feira.
Evento gratuito.
Classificação: 12 anos.
Facebook: https://www.facebook.com/cineclubeemdebate/


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Cia de Danças de Diadema apresenta 'A Mão do Meio' no Centro Cultural Taboão

No dia 6 de outubro (sexta-feira, às 16h), a Companhia de Danças de Diademaapresenta o espetáculo infantil A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica no Centro Cultural Taboão, em Diadema, com entrada franca.

A Mão do Meio tem concepção e coreografia assinadas por Michael Bugdahn eDenise Namura. A direção geral é de Ana Bottosso. O enredo retrata a experiência da descoberta do próprio corpo, das mãos e dos pés. É uma história de gestos contada por meio da dança. Bailarinos e público embarcam na fabulosa aventura de uma “mão”, fascinada por todo tipo de movimento, que parte em busca da descoberta do corpo, tornando-se uma verdadeira colecionadora de gestos.

Segundo os coreógrafos, o espetáculo é uma sinfonia lúdica composta por movimentos, sons e luzes que faz o público mergulhar em um mundo feito poesia, onde situações do cotidiano se transformam em mágica num piscar de olhos, onde gestos simples provocam imagens surpreendentes e sensações inéditas. Michael Bugdahn explica que A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica conta uma história que envolve o nascimento, a descoberta do corpo e da vida. Também fala sobre as diferenças físicas entre as pessoas, que nem sempre são relevantes. “Todos vão compreender que não é preciso ser um super-herói para viver experiências incríveis e enriquecedoras”, comenta.

Segundo Ana Bottoso, “eles trazem uma estética primorosa que explora a mímica, os detalhes minimalistas, os gestos, os movimentos do cotidiano: características ideais para um espetáculo infantil”.

A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica, que estreou em 2015, é a segunda montagem da Companhia de Danças de Diadema criada para o público infantil. Em 2010, produziu Meio em Jogo (de Ivan Bernardelli e Francisco Júnior).



Ficha técnica / Serviço

Direção geral: Ana Bottosso. Elenco: Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Keila Akemi, Elton de Souza/Fernando Gomes, Rafael Abreu/Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones, Zezinho Alves. Concepção e coreografia: Michael Bugdahn e Denise Namura. Ideia original, texto e dramaturgia: Michael Bugdahn. Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistente de coreografia: Carolini Piovani. Desenho de luz, trilha e pesquisa musical: Michael Bugdahn. Vozes/off: Roberto Mainieri e Denise Namura. Concepção de cenário, adereços e figurino: Michael Bugdahn e Denise Namura. Confecção de cenário e adereços: Fábio Marques. Confecção de figurino: Cleide Aniwa. Sonoplastia e assistência de produção: Renato Alves e Daniela Garcia. Prof. dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Condicionamento físico: Carolini Piovani.

Serviço

Espetáculo: A Mão do Meio – Sinfonia lúdica
Dia 6 de outubro. Sexta, às 16h
Local: Centro Cultural Taboão
Av. Don João VI, 1393, Taboão. Diadema/SP. Tel: (11) 4077-1643
Ingressos: Grátis. Classificação: Livre. Duração: 40 min.
http://www.ciadedancas.apbd.org.br/


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02/10/2017

Da Palestina ao Complexo da Maré: a luta pelo direito à vida
Hebron, cidade localizada no sul da Cisjordânia, luta contra a militarização, o fechamento do comércio, falta d’água e as constantes prisões. Realidade nada muito diferente das favelas do Rio de Janeiro.

(Texto e fotos de Gizele Martins, em colaboração especial para o Instituto Pacs*)

Em viagem à Palestina, pude ver de perto a militarização, o controle e a resistência do povo palestino que resiste e luta dentro de um espaço tomado por colonos há mais de 70 anos. Foram 12 dias na Cisjordânia. Em Hebron, o último lugar visitado, vivem 200 mil moradores palestinos, e 800 colonos israelenses também moram por lá. O número de colonos é bem menor, mas é impactante os estragos que estes invasores causam à vida dos palestinos.

Hebron, que sempre foi uma cidade conhecida por seu grande comércio, tem hoje mais de 500 lojas fechadas por forças militares, por exemplo. Sem contar, nas outras mil lojas que foram fechadas ao longo das décadas porque o Exército israelense fechou as principais vias de acesso para a cidade, onde não é possível a livre circulação.


Para além da falta de alternativas de trabalho e as grades pelas ruas que atingem aqueles moradores, outro problema é a falta d’água. Palestinos precisam percorrer pelo menos 6 km para conseguirem água, ao contrário dos colonos, que tem água garantida pelo governo israelense: Ruas em que moram colonos também foram fechadas para que palestinos não percorram, dificultando a circulação deles pela sua própria cidade. Outras ruas são separadas, divididas: em um lado da rua só pode passar palestinos, em outro lado da rua, apenas israelenses, configurando e reafirmando o apartheidcausado pelas tropas israelenses.

Uma das únicas escolas que funcionam no local, está cercada por muros, grades e arames farpados. Todos os dias, para as crianças chegarem à escola, elas precisam passar pelos checkpoints (postos de verificação). Todas as crianças são revistadas para entrarem e saírem das escolas. Segundo um morador, inclusive, soldados israelenses invadem constantemente a escola e levam crianças presas. Em Hebron, a militarização se faz presente controlando o comércio, a casa, a educação, a saúde, a vida de cada palestino e palestina que sobrevive ali.

Rotina de passar pelo “check points” afeta a vida de crianças palestinas. Fotos de Gizele Martins

Maré e Hebron, o que temos em comum?

O que os moradores do Conjunto de Favelas da Maré, favela localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro, no Brasil, vivenciaram durante a realização da Copa do Mundo, não é nada muito diferente do que os palestinos vivem em seu espaço de moradia hoje.

Assim como lá, a militarização da vida é algo constante e assustadora. Lá, são os caças que passam diariamente pela vida palestina; aqui são os caveirões aéreos que passam também diariamente pelas vidas faveladas. O mais triste é perceber que existe uma naturalização mundial sobre a violência que os dois diferentes povos sofrem pelos poderes estatais e militares.

A Maré também tem uma população de quase 200 mil pessoas. É uma favela que existe desde 1940, e que sofre constantemente com invasões de vários policiais existentes no Rio e enviados pelo próprio governo, causando grandes transtornos às vidas locais: assassinatos, escolas fechadas, desemprego, medo, invasões de casas, o não direito de ir e vir, além de outros problemas cotidianos.

Em 2014 e 2015, época de realização da Copa do Mundo no Brasil, as ruas da Maré, assim como as ruas de Hebron atualmente, foram tomadas por tanques de guerra. Eram soldados por todas as ruas, as revistas eram constantes a todos os moradores. Até mesmo crianças de colo tiveram suas fraldas revistadas naquele período. As escolas também foram invadidas pelos Exército, soldados distribuíram pelas escolas da Maré a revista ‘O Recrutinha’, que tinha tanques de guerra para as crianças pintarem, montarem e brincarem.

Toda a Maré estava sob a Garantia de Lei e Ordem, o GLO, lei utilizada no período da ditadura militar brasileira, mas que foi reutilizada durante os anos de invasão do Exército nas ruas mareenses, 2014 e 2015. Nestes dois anos, mais de 500 moradores foram presos e foram julgados pelo Tribunal Militar, algo que deveria ser inconstitucional em se tratando de um Estado que se afirma democrático.

Foram vários transtornos vividos pelos moradores da Maré naquela época. O Exército saiu em 2015 da Maré. Hoje, o Exército voltou para toda a cidade. O Governo Federal acabou de enviar mais de 10 mil soldados para todo o Rio. Hoje, são tanques por todos os lados em um momento em que o Governo do Estado se diz falido para investimentos em saúde, educação, moradia, obras de saneamento básico, direitos mínimos para a garantia da cidadania.

O fato é que os governantes têm outras prioridades: controle e disseminação do medo com a desculpa de uma “cidade segura”. Vivemos em um Estado que cada vez mais se espelha em outros países para militarizar a vida. Israel se torna, assim, um exemplo de militarização e controle para o mundo.

É triste e revoltante saber que assim como os palestinos, a vida dos moradores de favelas servem como treino para a fabricação e disseminação de militarização da vida cotidiana. Eles treinam com as vidas, por isso não existe outra alternativa a não ser resistir e denunciar o passo a passo dessa militarização internacional que mata a vida da população que foi empobrecida ao longo do tempo.

Palestina Livre! Favela vive!

(* Via Gizele Martins: jornalista, comunicadora popular e membro da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj)


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