23/10/2017

Por que o SUS não entrega minha cadeira de rodas motorizada?
Muitos não sabem, outros não acreditam, vários já desistiram e alguns aguardam há anos na fila, mas desde maio de 2013 o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer cadeira de rodas motorizada para as pessoas com deficiência que são incapazes de tocar uma cadeira manual. Para esses, a cadeira deve ser equipada com motor elétrico que pode ser acionado por controle remoto, pelo queixo ou boca. Além dela, o SUS também deve garantir a cadeira higiênica e a monobloco manual (para quem consegue tocar sozinho uma cadeira, mas não tem condições de comprá-la), leve e portátil, que possui mecânica favorável à propulsão e manobras em terrenos acidentados. Esse projeto faz parte do Programa “Viver sem Limites” que prometia aplicar, até o final de 2014, R$ 7,6 bilhões para atender a população com deficiência, que hoje já ultrapassa os 45 milhões*.

(*Dados do Censo 2010, como mostra oEstadão).

É a Portaria nº 1.272 de 25/06/2013 que incluiu a cadeira de rodas motorizada na lista de órtese, prótese e materiais (OPMs) dispensados pelo SUS. Para isso ela exige uma prescrição médica indicando a necessidade da cadeira. Como explicam os sites especializados, os institutos de reabilitação e os outros centros que são as principais fontes de informação para pessoas com deficiência e seus familiares, principalmente nas grandes cidades, para dar entrada no pedido, a orientação é buscar um posto de saúde e passar em consulta com o médico fisiatra ou ortopedista para solicitar a prescrição e o encaminhamento para o sistema de dispensação de OPMs.


Assim, seguindo o trecho dessa Portaria sobre a cadeira motorizada temos:

A cadeira de rodas motorizada deverá ser indicada após avaliação completa, por profissionais habilitados e capacitados e exclusivamente ao indivíduo com comprometimento da sua mobilidade, dependente de cadeira de rodas para sua locomoção, que por algum motivo não tenha possibilidade de impulsioná-la de forma manual e independente e que consiga manuseá-la de forma adequada.

Logo, para conseguir uma cadeira de rodas motorizada pelo SUS bastaria:

1°- Ir ao posto de saúde do SUS
2°- Pedir ao médico uma receita determinando a necessidade de ter a cadeira motorizada para livre locomoção (então é necessário explicar ao médico)
3°- Com a receita em mãos procurar a assistente social do posto de saúde para que ela faça o encaminhamento do pedido de doação

Parece simples, uma vez que a lei garante que apenas essa receita basta, já que de acordo com a Constituição uma prescrição médica não pode ser descumprida pelo governo. No entanto, como se sabe, essa não é a realidade na vida de muitas dessas pessoas. E os motivos são dos mais variados: falta de conhecimento e desinformação dos direitos das pessoas com deficiência; descrença da aplicação da lei por parte dos requerentes; a inexistência de profissionais capacitados nos pequenos municípios e até os assistentes sociais que desconhecem esses caminhos – como ocorreu de início com este tetraplégico que vos escreve e também aguarda na fila.


No início desse trâmite para conseguir minha cadeira e, até hoje, fui gentilmente amparado por assessores da deputada federal Mara Gabrilli, em trocas de e-mails e mensagens. Mas ainda aguardo ser convocado para perícia em outra cidade, já que a assistência social do município onde moro desconhecia tal portaria, pela inexistência da equipe multidisciplinar que faz a avaliação para identificar as adaptações necessárias e o tipo de cadeira indicada, e por se tratar do SUS – que como todos sabemos nunca nos atende de imediato, apesar de toda pessoa com deficiência ter preferência. Pelo menos agora o caminho já foi aberto a outras pessoas dispostas a aguardar na fila.


E por falar em fila, segundo matéria sobre campanha para aquisição do equipamento, “a fila de espera por uma cadeira de rodas no Brasil é um dos maiores problemas enfrentados hoje pelo brasileiro com deficiência. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), só no Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas precisam de uma cadeira de rodas para se locomover, mas apenas 10% consegue ter acesso ao equipamento fornecido pelo Sistema Único de Saúde.” Não bastasse esse baixíssimo índice, “a média de espera dessa população é de cerca de 2 anos, mas em alguns estados pode chegar a cinco.”


E com o crescente número de pessoas que necessitam de uma cadeira de rodas, os critérios adotados para dar entrada no pedido através do SUS fizeram aumentar a burocracia e dificultar o seu acesso. Prova disso são os comentários de usuários do Facebook, por exemplo, em alguns grupos específicos. Ao perguntar “alguém por aqui já conseguiu a cadeira de rodas motorizada pelo SUS?”, recebi dezenas de respostas como:
Fiz inscrição pra uma (cadeira) normal já tem 4 anos kkkk desisti.... Acabei fazendo umas economias e comprando uma”.
Eles ‘enrola’ d++ aqui em Belo horizonte MG”.
Põe difícil nisso rs. Meu caso usei o crédito acessibilidade”.
Também dei entrada no pedido há uns 4 anos também ...até hoje nada rs”.
Eu nunca consegui....”
Dei entrada no pedido faz um ano e meio quase... até agora nada”.
já tem 4 meses e nada.”
Sei que conseguir, consegue, só é demorado e são bem criteriosos; uma vez levei minha filha em uma avaliação; é quase desumano o ortopedista q avalia, ele que julga se é necessário a cadeira ou a órtese”.
Estou esperando a minha há 1 ano e tá agarrada”.
Dei entrada e já tem mais de 6 meses e nada. Tive um Avc e vou ver se consigo uma motorizada”.

Por outro lado, aqueles que tiveram a oportunidade de frequentar institutos de reabilitação como a Rede Lucy Montoro, em São Paulo (SP), ou a Rede Sarah, em Brasília (DF) e em Salvador (BA), além de outros como a AACD, APAE etc, puderam contar com o apoio de assistentes sociais que em pouco tempo resolveram essa questão. Perceba nos comentários:
Meu pai conseguiu no Instituto Lucy Montoro em SJC. Através da secretaria de saúde da cidade”.
Tem uma conhecida minha que conseguiu pela APAE aqui de SP”.
Eu tenho mas quem comprou pra mim foi um prefeito daqui da cidade onde eu moro”.
Na Bahia o cepred dar com indicação médica, Sarah l.”
Depois de encaminhar os papéis em quatro meses ganhei a cadeira Motorizada...estou viva”.
Eu consegui pro meu filho”.
Eu consegui há 3 anos atrás pelo governo.”
Eu consegui! Sou de BH/MG”.
eu consegui manual levei 5 meses receber agora tentei uma a motor”.
eu já. é só levar um laudo medico na apae. por la eles faz o pedido. aqui em campo grande. ms. por ai já não sei. informa mais. ganha sim”.
Eu consegui. Também através do Lucy Montoro”.
No CRER em Goiânia da Cadeira de roda motorizada”.
Como se pode perceber, aqueles que tiveram ajuda de institutos conseguiram sua cadeira. Outros, seguindo à risca os trâmites e enfrentando toda burocracia também foram contemplados. No entanto, há ainda muita gente aguardando, como vimos, entre dois e quatro anos, ou mais, para ter acesso a um equipamento que é de extrema importância para seguir uma vida com qualidade, mesmo havendo uma lei que obriga o SUS a fornecer o equipamento. Assim, fica difícil entender quais são os critérios utilizados pelos agentes responsáveis, como também não fica claro a real preferência de atendimento concedida no atendimento da pessoa com deficiência.
Na LBI – Lei Brasileira de Inclusão (nº 13.146/15), o CAPÍTULO III DA TECNOLOGIA ASSISTIVA, Art. 74. esclarece: “É garantido à pessoa com deficiência acesso a produtos, recursos, estratégias, práticas, processos, métodos e serviços de tecnologia assistiva que maximizem sua autonomia, mobilidade pessoal e qualidade de vida.
V - Facilitar e agilizar o processo de inclusão de novos recursos de tecnologia assistiva no rol de produtos distribuídos no âmbito do SUS e por outros órgãos governamentais.
Com isso, veja abaixo as garantias dessa Lei:
Coordenação de sistemas de informação Sistema Único de Saúde – legislação federal órtese, prótese e materiais especiais (OPMs)
1- Ministério da Saúde – Secretaria de assistência à saúde Portaria nº 116, de 9 de setembro de 1993
(Veja, abaixo da portaria, a lista de materiais que devem ser fornecidos pelo SUS, clicando aqui)
O Secretário de Assistência à Saúde, no uso de suas atribuições e, considerando a integralidade da assistência, estabelecida na Constituição Federal e na Lei Orgânica de Saúde (Lei nº 8.080 de 16.09.90);
Considerando que o atendimento integral à saúde é um direito da cidadania e abrange a atenção primária, secundária e terciária, com garantia de fornecimento de equipamentos necessários para a promoção, prevenção, assistência e reabilitação; Considerando que o fornecimento de órteses e próteses ambulatoriais aos usuários do sistema contribui para melhorar suas condições de vida, sua integração social, minorando a dependência e ampliando suas potencialidades laborativas e as atividades devida diária;
Considerando a autorização estabelecida pela RS nº 79 de 02/09/93 do Conselho Nacional de Saúde, resolve:
1 – Incluir no Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde – SIA/SUS a concessão dos equipamentos de órteses, próteses e bolsas de colostomia constantes do Anexo Único.
2 – A concessão das órteses e próteses ambulatoriais, bem como a adaptação e treinamento do paciente será realizada, obrigatoriamente, pelas unidades públicas de saúde designadas pela Comissão Bipartite. Excepcionalmente, a referida comissão poderá designar instituições da rede complementar preferencialmente entidades universitárias e filantrópicas para realizar estas atividades.
3 – Caberá ao gestor estadual/municipal, de conformidade com o Ministério da Saúde, definir critérios e estabelecer fluxos para concessão e fornecimento de órteses e próteses, objetivando as necessidades do usuário.
4 – O fornecimento de equipamentos deve se restringir aos usuários do Sistema Único de Saúde que estejam sendo atendidos pelos serviços públicos e/ou conveniados dentro da área de abrangência de cada regional de saúde.
5 – Fica estabelecido que a partir da competência setembro/93, o Recurso para Cobertura Ambulatorial – RCA será acrescido de 2,5 %, destinado ao pagamento das órteses e próteses fornecidas aos usuários. 

Agora, confira a série de avaliações estabelecidas pela Portaria nº 1.272, 25 de Junho de 2013:

Trecho da Portaria sobre a cadeira motorizada:
PRESCRIÇÃO DA CADEIRA DE RODAS MOTORIZADA

A cadeira de rodas motorizada deverá ser indicada após avaliação completa, por profissionais habilitados e capacitados e exclusivamente ao indivíduo com comprometimento da sua mobilidade, dependente de cadeira de rodas para sua locomoção, que por algum motivo não tenha possibilidade de impulsioná-la de forma manual e independente e que consiga manuseá-la de forma adequada.

AVALIAÇÃO: Realizada por equipe multidisciplinar considerando os seguintes aspectos:

1. AVALIAÇÃO FÍSICA: deve assegurar que o usuário tenha comprometimento total da marcha, impossibilidade de impulsionar a cadeira de rodas manual ou de utilização de qualquer outro meio auxiliar de locomoção, mas com habilidade mínima suficiente para controlar de forma adequada a cadeira de rodas motorizada.

2. AVALIAÇÃO COGNITIVA: deve certificar que o usuário tenha nível de compreensão, capacidade de planejamento, execução e atenção satisfatórios. Grau de alteração de controle inibitório, impulsividade e heminegligência também devem ser avaliados para que haja condução com eficiência e segurança o equipamento, avaliando os riscos tanto para o paciente quanto para as pessoas ao redor.

3. AVALIAÇÃO AUDITIVA: deve ser assegurado que o usuário tenha nível de audição suficiente de forma que possa perceber e prevenir situações que apresentem risco para si mesmo e outras pessoas. 4. AVALIAÇÃO DA VISÃO: deve ser evidenciado que o usuário não possua alterações visuais que venham a comprometer sua segurança e de outras pessoas durante a condução da cadeira de rodas motorizada.

Ainda, para cada tipo de cadeira de rodas citado, é necessário que sejam feitas outras avaliações:

1. AVALIAÇÃO DO AMBIENTE: deverá considerar aspectos acerca do ambiente doméstico do usuário como presença de degraus, mobiliários, larguras de portas insuficientes, bem como aspectos do percurso cotidiano como calçadas e rampas inadequadas, presença de degraus, relevo acidentado e outros fatores que impeçam a utilização da cadeira de rodas.

2. OUTRAS INFORMAÇÕES PRETINENTES RELATADAS PELO PACIENTE.

3. CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO: deve ser elucidado pelos profissionais responsáveis se há indicação segura e necessária da utilização da cadeira de rodas.

Além dos pontos considerados necessários à avaliação, é necessário que haja comprometimento pelo solicitante de que o usuário será submetido a atividades de treinamento para uso adequado da cadeira de rodas monobloco, cadeira de rodas acima de 90 kg e da cadeira de rodas motorizada, durante o processo de reabilitação o que também deverá constar na justificativa do laudo/relatório clínico de prescrição.

Boa sorte!

Alguns grupos do Facebook:

Deficientes que Vivem e Amam Sem Preconceito

DEFICIENTES

DEFICIENTES & NOTÍCIAS

Cadeirantes do Brasil

#TetraDoido

(Via Rafael Ferraz, jornalista e autor da coluna Tetraplégicos Unidos)


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20/10/2017

Carreira, blues, estrada e "Quero Que Se Folk" com Murillo Augustus - entrevista exclusiva

O One Man Band, Murillo Augustus, acaba de lançar seu terceiro trabalho solo, intitulado “Quero que se folk”. Músico multi-instrumentista e compositor com longa experiência, ainda nesta semana divulgou oficialmente um show imperdível: Murillo Augustus e a banda norte-americana The Royal Hounds, em apresentação única e gratuita, no interior de São Paulo, dia 15/11/17*. Nesta entrevista exclusiva, Murillo fala sobre seu novo disco, família, shows e muitas histórias inéditas.
The Royal Hounds

COMUNICA TUDO – Primeiramente, muito obrigado por aceitar o convite para esta entrevista. Mas gostaria de iniciar de modo um pouco diferente, testando sua memória. Você pode nos dizer rapidamente em quantas bandas já tocou ao longo da vida, por quantos estilos musicais e instrumentos já passou nessas bandas?

MURILLO AUGUSTUS – Eu que agradeço o convite e o espaço fabuloso para falar um pouco da minha jornada.

Aí você me complica, Marceleza (risos). Vamos lá. A primeira banda que toquei na vida foi a Paradoxo, onde fazia bateria e voz. A banda teve várias formações e estilos. No começo da Paradoxo, em 1999/2000, chegamos a gravar uma fita com músicas autorais e distribuimos para os amigos da escola. Tenho os aúdios até hoje. O repertório era uma verdadeira salada e ia de punk nacional até heavy metal.
Banda Paradoxo, 2007

Paralelo a banda Paradoxo, na mesma época, comecei a fazer bateria para o saudoso professor de música, Valdir Barbosa (índio), com quem aprendi muito. O Valdir era um cara simples, sonhador e de muita sabedoria; muitos músicos da cidade aprenderam com ele. Eu tocava nas bandas que ele montava para os alunos. Uma delas foi bem especial e se chamava R.S. BAND. Essa banda tinha o cover de Raul mais jovem do Brasil. Na época chegamos a participar de programas de TV e do fenomenal Circuito Musical de Bairros (Itu/SP).


A Paradoxo teve o seu 'upgrade' com a entrada do Fábio Tico (guitarrista). Daí a banda passou a tocar Rock Clássico nas festas do Zeka´s Bar, para os motociclistas da região. Tocamos durante um ano, quase todo final de semana. Participamos de festivais. Ficamos em 5º colocado no FEST ROCK X, do Ituano Clube, e em 2º no Rock In Park, do Park Food (Itu/SP), no ano de 2004. A partir daí começamos a fazer Circuito de Bares. A Paradoxo durou até 2007.
Murillo Augustus e Pena Seixas em 2004

Em 2008 montei a banda Cevada Elétrica, que virou Vitrola Régia e depois Vitrola Nova. Essa banda tocou até 2013 e tinha uma proposta temática de rock setentista. Nessa mesma fase, no estúdio do nosso baterista, Beto Ferrari, comecei a cantar na Soublues. Foi uma banda muito poderosa da qual tenho muito orgulho. Lançamos um EP chamado "Cheiro do Vermelho" e ganhamos o prêmio de melhor composição no Festival da BOSS, no Manifesto, em São Paulo.
Milton Castelli e Murillo Augustus, SoulBlues

Essas eram as bandas oficiais (risos). Eu vivia quebrando o galho para os amigos nos palcos da região. Eu sempre fui muito cara de pau pra essas coisas. Toquei em uma banda de Araçariguama, para os caras do Célticos, toquei com você em um ensaio aberto inesquecível na falecida Skynny Lady, toquei para a banda Psicose em alguns festivais. Cansado de tanto sofrimento (risos) comecei a tocar sozinho, em 2012, com a proposta de FOLK/BLUES. Inicialmente era apenas violão, gaita e pandeiro de pé. No ano seguinte introduzi os outros instrumentos e comecei a rodar mais.
Vitrola Régia

COMUNICA TUDO – Você recorda o seu primeiro show no formato One Man Band? Pergunto isso para complementar: a peregrinação por várias bandas tem, de alguma forma, relação com a proposta de tocar sozinho? Quais foram as motivações?

MURILLO AUGUSTUS – O meu primeiro show como One Man Band foi no Villa Blues, em Botucatu. Me lembro que quando recebi o convite para tocar lá, a casa estava trazendo vários músicos de Blues dos EUA e sempre tinha show dos grandes ícones do blues brasileiro por lá. Daí pensei: "preciso chegar no Villa com algo diferente". Foi em 2013. O fato de eu ter tocado em várias bandas, aumentou a minha vontade de tocar sozinho (risos). Com banda é muito divertido, mas os problemas cansam demais e te deixam frustrado na maioria das vezes. Com relação a parte técnica da coisa, com certeza a minha peregrinação por várias bandas e vários instrumentos me ajudou muito nessa nova proposta.


COMUNICA TUDO – No ano seguinte, em 2014, você lança seu primeiro disco com composições em parceria com João Affonso, que já foi nosso entrevistado. Mais ou menos nessa época, você pediu demissão de seu trabalho para apostar na música, correto? Como foi tomar essa decisão arriscada e qual foi o apoio recebido na época?

MURILLO AUGUSTUS – Sim. Eu sempre precisei trabalhar com música, principalmente depois que casei. Sempre estava tocando aos finais de semana para ganhar um dinheiro e, com isso, melhorar a minha renda. Só que chegou uma fase em que eu precisava ir mais longe, as ofertas começaram a pintar e eu estava recusando por conta do meu trabalho. Foi quando recebi uma proposta de uma empresa de eventos na cidade de Itu, a "Martini e Mori", que me garantiu várias apresentações em festas importantes.
João Affonso e Murillo Augustus

Isso me deu uma estabilidade financeira e tempo para correr atrás das vendas nos bares e casas de shows. A minha esposa sempre me apoiou. Isso para o músico é muito importante. Acredito que sem esse apoio é impossível a pessoa entrar e seguir nesse ramo.



COMUNICA TUDO – Há poucos dias você lançou o terceiro álbum de sua carreira solo, intitulado “Quero que se folk”, no Spotify, Deezer, Google Play e Itunes. O público, pelo que pude pesquisar nas redes sociais e sites de música, tem recebido muito bem este trabalho. Para mim, fica nítida a influência de Raul Seixas e Bob Dylan nas composições. Que outras influências você tem neste trabalho em parceria com o letrista João Affonso?

MURILLO AUGUSTUS – Esse disco é uma mistureba de várias influências. A gente pensou em misturar jazz, blues, country, rock e folk, de uma maneira bem divertida e acho que rolou um resultado bem interessante. Mas no geral, as influências são Raul, Dylan, Johnny Cash, Neil Young, Thelonious Monk, Sonny Terry and Brownie McGhee e outras coisas mais.



COMUNICA TUDO – Você faz dezenas de shows todos os meses, caminha bastante por muitos lugares e conhece muita gente. Quais são os artistas brasileiros do Blues, Folk ou Country que você conhece, admira e recomenda para o grande público?

MURILLO AUGUSTUS – De blues tem vários artistas interessantes e consagrados como Blues Etílicos, meu amigo Big Chico e Vasco Faé. No lado do folk a cena está muito mais acesa, tem muita coisa rolando e eu não tive tanto interesse de ouvir o que está acontecendo. Na verdade, eu acho uma confusão com relação aos rótulos. O Folk, por estar na moda devido ao movimento do "New folk", a galera acaba perdendo a mão um pouco nas ideias. Das coisas que ouvi, eu curti os moleques do "Quando o Inhambú Cantou no meu Quintal", são meus amigos e fazem a linha do regional. Com relação ao country, eu indico de coração o meu amigo, Johnny Voxx, e o guitarrista Matheus Canteri, são dois artistas de primeira com trabalhos excelentes autorais.
Murillo Augustus e o colunista do Comunica Tudo, Rafael Ferraz


COMUNICA TUDO – Você é um artista polivalente, capaz de realizar várias coisas ao mesmo tempo, além de ser seu próprio empresário, gerenciar suas mídias sociais, tocar no formato One Man Band. Como é fazer isso tudo sozinho?

MURILLO AUGUSTUS – É uma loucura total, mas gosto dessa correria toda. Gosto da estrada, de dirigir, de vender, de negociar, de divulgar, tenho muito orgulho disso. A gente às vezes acaba passando um pouco da conta e ficando sem dormir (risos), mas vale a pena. Com o tempo a gente vai aprendendo a trabalhar e a pegar o 'time' das coisas, dos contratantes; aí facilita o processo. Mas geralmente, trabalho da seguinte forma: segunda e terça é negociação e divulgação, no restante da semana é "estrada". Você me ajudou muito em tudo isso, Marcelo. Publique isso (risos)!
Murillo Augustus em 2004

COMUNICA TUDO – Recentemente você atravessou o país para fazer shows no Pará. Conta para nós como foi essa experiência.

MURILLO AUGUSTUS – Foi uma experiência maravilhosa e cheia de aventuras. Primeiro pela distância. Peguei um avião até Palmas e de lá andei 5 horas de carro até a cidade de Redenção, interior do Pará. Sai de São Paulo com 19º e cheguei lá com 42º. Duas casas da cidade, a Dona Maria e a Burgas, que estão revolucionando o sul do estado com uma programação de rock and roll, se juntaram para fazer um evento chamado "American Weekend". Eles me acharam na internet e me contrataram. Foi uma loucura total. Mas fui muito bem recebido por lá. As duas casas estão remando contra a maré. Foram as primeiras casas a colocarem rock and roll e blues na cidade. Acho que a galera achou meio estranho no começo, mas depois rolou bem legal. Acredito que isso foi como uma missão: levar uma sonoridade diferente para um público que não tem contato com blues e folk! Espero voltar um dia!

COMUNICA TUDO – Gostaria muito de agradecer por ter aceito o convite para esta entrevista. Sempre é muito bom conversar contigo. Para finalizar, o que o público pode esperar para 2018 além de muitos shows? Você já está pensando no próximo disco?

MURILLO AUGUSTUS – Eu que agradeço, Marcelão. Parabéns pelo veículo. Sou seu fã.
Vou promover o "Quero que se Folk" o máximo que puder. Rodar bastante e levar o folk/blues do brejo para o máximo de pessoas que eu conseguir. Essa é a ideia.

* Show República do Blues
Murillo Augustus e The Royal Hounds - dia 15/11/17, às 14h, na Praça da Matriz, em Itu/SP.
APOIO: Prefeitura da Estância Turística de Itu e André Produções.


Murillo Augustus Site Oficial: http://murilloaugustus.com

(Via Marcelo D'Amico)

 
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19/10/2017

‘Brasil precisa investir no professor’, diz embaixadora da educação da Finlândia

Durante visita ao país, Marianne Huusko, recomenda maior treinamento e independência dos profissionais para aumentar a qualidade da educação básica

Investimento no professor é a primeira recomendação feita pela embaixadora da educação da Finlândia, Marianne Huusko, para que o Brasil supere a falta de formação dos profissionais, um de seus principais gargalos, e faça melhorias na qualidade do ensino e da aprendizagem, principalmente no nível básico. Designada há cerca de um ano para divulgar a educação mundialmente reconhecida de seu país, Marianne veio ao Brasil no final de setembro, junto com um grupo de representantes de universidades finlandesas.

Ela sugere que os educadores daqui recebam mais treinamento, tenham todos formação acadêmica, como em seu país, e ganhem mais independência para escolher métodos e materiais de ensino. “Dar independência aumenta a motivação”, afirma.

Na Finlândia, a profissão é bastante respeitada pela população e pela classe política, entre as que pagam melhor seus profissionais, além de ser uma das mais concorridas e de ter um processo seletivo rigoroso. Situação bem diferente do Brasil, onde os educadores têm uma formação teórica que não prepara para a atuação em sala de aula, menos ainda para inovar, e ainda enfrentam desvalorização financeira e moral.

As ótimas notas dos estudantes finlandeses em avaliações internacionais nos últimos anos levaram a um interesse mundial pelo sistema de ensino do país, que, desde o ano passado, promove uma transformação do currículo. Foi por este motivo que o governo decidiu criar o cargo de embaixador da educação. “É uma forma de responder a este interesse”, explica Marianne.

Com isso, o país procura fazer mais acordos de cooperação com outras nações e quer criar oportunidades de negócios para instituições de ensino e para empresas finlandesas, como aquelas que atuam no setor de tecnologia digital, com produção de games educacionais e plataformas para aprendizagem online por exemplo. “Queremos ajudá-las a se internacionalizar”, diz Marianne.

No Brasil, ela disse ter percebido um grande interesse pelo desenvolvimento das competências para o século 21 nos estudantes, como comunicação, colaboração, criatividade e pensamento crítico, que vem sendo implementadas nas escolas da Finlândia, além dos temas capacitação de professores e inovações digitais.

Marianne diz que seu país pode ajudar o Brasil na área, mas isso não significa apenas transferir as práticas. “Não queremos exportar nosso modelo. Queremos compartilhar o que aprendemos nos últimos 50 anos, quando começamos a dar nosso grande impulso no sistema educacional. Há lições que podem ser aprendidas para que possam desenvolver seu próprio modelo”, afirma.

Junto com Marianne, os representantes de instituições de ensino do país participaram de eventos em Curitiba, Brasília e em São Paulo, que foi sede do 19° Fórum Nacional do Ensino Superior Particular (FNESP). Durante a visita, deram palestras, firmaram e divulgaram acordos de cooperação com instituições públicas e privadas.

Chave para o sucesso

A Universidade de Ciências Aplicadas de Tampere (Tamk) foi uma das representadas. Voltada para a formação de profissionais para o mercado de trabalho, a instituição é uma das participantes desde 2014 de uma parceria com o Ministério da Educação do Brasil no programa chamado Professores para o Futuro, que resultou na capacitação de cerca de cem professores de institutos federais brasileiros na Finlândia.

Eles passam de três a cinco meses no país, recebendo treinamento e fazendo pesquisas. “No retorno, damos a eles uma tarefa de desenvolvimento, para mudar algo, para aplicarem o conhecimento que tiveram conosco. Eles têm tutoria online com nossos professores. Toda semana conversam sobre como procederam e nós damos mentoria a eles. No final, depois de dez meses, no total, temos um seminário final, em que eles têm que apresentar as mudanças que fizeram. A ideia central é ter impacto, não apenas treinar ou fazer turismo educacional, para ver o que a Finlândia está fazendo. Queremos impacto, que é o que mais importa”, diz a diretora de negócios da Tamk, Carita Prokki.

A orientadora de negócios da universidade, Virpi Heinonen, explica por que a capacitação profissional dos educadores é tão importante. “Nosso foco está nos professores porque sabemos que eles, no final, são quem pode espalhar o conhecimento”, afirma.

O feedback dos educadores mostrou, segundo Virpi, que os diretores escolares brasileiros também precisam passar por treinamento. “Eles têm que se abrir para novas ideias e deixar os educadores fazerem mudanças. Se o professor tem novas ferramentas para usar e o diretor não dá suporte, como as transformações podem acontecer?”, questiona Virpi, que elogiou os professores brasileiros que estudaram na universidade. “Eles eram excelentes. Ficamos realmente muito felizes de trabalhar com eles. Aprendemos muito juntos. O professor precisa ter confiança no que faz. Eles sabiam o que era melhor, mas não tinham coragem de experimentar com os alunos deles.”

A universidade desenvolve cursos online totalmente em português. “Isso é o que estamos fazendo aqui e queremos fazer mais. A profissão de ensinar é a mais importante no mundo. Pode mudar qualquer coisa. Esta foi a chave para o sucesso na Finlândia. Os professores lá têm qualificação. Você não pode ensinar sem ter qualificação”, afirma Carita.

A universidade ministrou ainda um curso de uma semana sobre aprendizagem ativa e tendências da educação no século 21 para 30 professores de escolas públicas de São Paulo. “Trouxemos nossos professores até aqui. Foi um presente por estarmos celebrando os cem anos da Finlândia”, diz Carita.

A Universidade da Finlândia foi outra instituição representada na visita ao Brasil. Voltada para a área acadêmica, a universidade forma educadores. Os alunos saem do curso de cinco anos com um diploma de mestrado. Cerca de um terço dos estudos pedagógicos, ao longo do curso, são prática de ensino, segundo Minna Makihonko, orientadora sênior da universidade. A formação é voltada para a atuação como mentores em sala de aula. “Os alunos e professores pesquisam a área de ensino em que atuam e têm a oportunidade de colocar as teorias e os métodos de ensino em prática nas escolas”, diz Minna.

Os professores da universidade costumam ter anos de prática nas escolas antes de atuarem como educadores do ensino superior. “Isso significa que eles têm muita experiência prática para ensinar, não apenas conhecimentos acadêmicos de teorias”, explica Minna. Teoria e prática seguem juntas, de acordo com Anna. “Os professores têm background teórico. Eles têm a justificativa para tudo que fazem na sala de aula”, afirma Anna.

A instituição acaba de fechar uma parceria no Brasil com o grupo educacional Ânima para capacitar professores. Um grupo de 40 educadores brasileiros participará de aulas presenciais e online com representantes da universidade finlandesa para aprender novas metodologias de ensino e gestão de sala de aula.

“Já temos algumas conexões aqui, viemos para continuar as negociações com eles e procurar por novos contatos. Ficamos felizes em ver todo o entusiasmo que existe para desenvolver a educação”, diz Anna. Segundo Minna, a Finlândia pode ajudar não só a escrever currículos, mas também a implementá-los. “Temos muita experiência nisso”, diz.

(Via Fernanda Nogueira)

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18/10/2017

A história de Anna Poulain e o lançamento de um sonho

Conheça um pouco da trajetória profissional da artista visual Anna Poulain (colunista do Comunica Tudo) e o grande lançamento de tão aguardado sonho, que se tornou um projeto e virou realidade. Veja mais no vídeo abaixo.



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17/10/2017

Cia de Danças de Diadema leva “por+vir” ao palco do Teatro Clara Nunes

A Companhia de Danças de Diadema apresenta o espetáculo “por+vir”, nos dias 27 e 28 de outubro (sexta e sábado, às 20h), no Teatro Clara Nunes, no Centro Cultural Diadema. A entrada é franca.

Em 2015, para comemorar 20 anos de carreira no cenário artístico, a Companhia de Danças de Diadema promoveu um reencontro com importantes coreógrafos que, ao longo de sua trajetória, já haviam criado obras para seu repertório.



A partir desse novo encontro com o elenco da Companhia, o espetáculo “por+vir” foi concebido. Assim, nove coreógrafos trouxeram a possibilidade de experimentação de momentos únicos, cada um pela sua ótica sobre a dança contemporânea.

As experimentações levaram a um mosaico de movimentos, gerando assim as cenas: Nós de Nós, de Cláudia Palma; Bakú, intervenções entre cenas de Ana Bottosso; Caminhos Traçados, criação coletiva - Pedro Costa e elenco da Cia; .entre pontos., de Fernando Machado; Gárgulas,de Sandro Borelli; Esse Samba é Meu, de Sérgio Rocha, Entremeios, de Mário Nascimento; 1 + Um, de Henrique Rodovalho; e Novena, de Luís Arrieta.

Com a realização deste projeto, a Companhia de Danças de Diadema expressa seu gosto pela versatilidade, pelas múltiplas maneiras de olhar a dança. Por meio dos corpos de seus intérpretes e dos diferentes estilos desenvolvidos pelos coreógrafos, proporciona ao público um múltiplo panorama gestual e sensorial.

Ficha técnica

Direção Geral: Ana Bottosso. 
Coreógrafos: Ana Bottosso, Cláudia Palma, Fernando. Machado, Henrique Rodovalho, Luís Arrieta, Mário Nascimento, Pedro Costa, Sandro Borelli e Sérgio Rocha. 
Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. 
Assistente de coreografia: Carolini Piovani.
Assistente de produção: Daniela Garcia e Renato Alves. 
Concepção de luz: Fernanda Guedelha.
Operação de luz: Renato Alves. 
Sonoplastia: Daniela Garcia. 
Figurino: o elenco. 
Máscara: Zé das Máscaras. 
Professor de dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. 
Condicionamento físico:Carolini Piovani. 
Assessoria de Imprensa: Verbena Comunicação. 
Elenco: Ana Bottosso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Fernando Gomes, Keila Akemi, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones, Zezinho Alves.

Serviço

Espetáculo/dança: “por+vir”
Com Companhia de Danças de Diadema
Dias 27 e 28 de outubro. Sexta e sábado, às 20h
Teatro Clara Nunes - Centro Cultural Diadema
Rua Graciosa, 300 – Centro. Diadema/SP. Tel: (11) 4056-3366
Entrada franca. Duração: 70 min. Classificação: 14 anos. Capacidade: 370 lugares
Acesso para pessoas com deficiência. Ar condicionado.


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Espetáculo estreia no dia de finados para abordar suicídio, culpa, medo e um segredo

A Trupe Investigativa Arroto Cênico, de Nova Iguaçu, se prepara para estrear seu novo espetáculo, “ZERO.5 (zero ponto cinco)”, em um dia bastante sugestivo: o Dia de Finados. A data foi pensada por ser o suicídio o assunto que vem sendo pesquisado minuciosamente pela companhia ao longo dos últimos meses.

Com texto de Cesário Candhí em parceria com Marcos Covask, que também dirige o espetáculo, “ZERO.5 (zero ponto cinco)” se desenvolve a partir da história de um grupo de amigos de infância que se reencontra após o velório de outro amigo em comum, que se suicidou. Deste encontro surgem culpas, medos, novas frustrações, um segredo mal enterrado e um resgate da memória afetiva de tudo que viveram juntos. A partir do encontro, são obrigados a confrontar o passado, iniciando um complexo balanço de suas vidas, onde muitos segredos e mentiras se revelarão. O texto, criado de forma colaborativa com o elenco, é feito de palavras e silêncios ensurdecedores, estabelecendo um clima de introspecção. Com dez atores se revezando em cinco personagens, o espetáculo se utiliza do vínculo afetivo real que une os intérpretes para retratar o processo de amadurecimento dos personagens.

Com pouco mais de dois anos de existência, a Trupe Investigativa Arroto Cênico celebra uma bem-sucedida trajetória artística: já realizou temporada de seus dois primeiros espetáculos e participou de mais de 20 festivais nacionais de teatro nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, pelos quais recebeu 25 prêmios e mais de 30 indicações. Consolidando esta trajetória, a estreia do novo espetáculo acontece dentro do Projeto SESC Territórios, que levará a montagem para três teatros da rede: no dia 2 de novembro, às 16h, no SESC Madureira; no dia 3 às 19:30h, no SESC Engenho de Dentro; e no dia 4 às 19h no SESC São João de Meriti.

SERVIÇO
ZERO.5 (zero ponto cinco)
- 2 de novembro, 16h.: SESC Madureira (Rua Ewbank da Câmara, 90, Madureira)
- 3 de novembro, 19:30h.: SESC Engenho de Dentro (Av. Amaro Cavalcante, 1661, Engenho de Dentro)
- 4 de novembro, 19h.: SESC São João de Meriti (Av. Automóvel Clube, 66 - Centro, São João de Meriti)
Gênero: Drama
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos
Ingressos: R$20,00 (inteira) / R$10,00 (meia) / R$5,00 (associados SESC)


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16/10/2017

Marcas sem propósito claro perderão espaço com marketing de influência
Bia Granja, Armindo Ferreira e especialistas do Comunique-se apontam tendências da área para os próximos anos no Brasil

As buscas no Google pelo termo “influencer marketing” cresceram mais de quatro vezes no último ano, e cerca de 84% dos profissionais de marketing dos Estados Unidos percebem os influenciadores como atores eficientes na comunicação corporativa, segundo pesquisa recente da Influencer Marketing Hub. De acordo com o diretor do Grupo Comunique-se, Cassio Politi, essa tendência de mercado deve ganhar força no Brasil nos próximos dois ou três anos, proporcionando oportunidades não só para as marcas, mas também para quem trabalha na área.

O especialista diz que o propósito da marca é fundamental para quem deseja ganhar seu espaço com os influenciadores digitais, pois cada vez mais o consumidor busca identificação com ele. Armindo Ferreira, consultor e um dos principais blogueiros do país, concordou em depoimento ao Podcast-se Comunique-se: “Estamos vivendo a crista da onda e acho que a tendência é que ocorra uma seleção natural entre marcas e creators. Acredito que teremos um filtro como vimos em outros veículos de comunicação e algumas marcas não vão conseguir conversar com as pessoas, então teremos uma acomodação espontânea”, opina ele.

Bia Granja, fundadora do youPix e outra das entrevistadas do Comunique-se, fala sobre a integração entre ações para conquistar o consumidor: “Para gerar audiência é preciso investir em content marketing com identidade. O ideal é unir o marketing de influência com o de conteúdo, pois o influencer também cria. É possível encontrar sinergias editoriais muito boas a partir dessa junção”, recomenda ela.

Para o CEO do Grupo Comunique-se, Rodrigo Azevedo, outro ponto importante é abordar tanto o microinfluenciador quanto o de maior alcance. De acordo com ele, enquanto o primeiro trabalha para atingir um público segmentado que deseja saber sobre assuntos específicos, o segundo fala sobre tudo e direciona suas ações para a massa.



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15/10/2017

Capoeira, poesia e ilustração em um só livro para crianças e adultos

O livro 'Poemas Para Gingar', escrito em parceria pelos capoeiristas Michel Saraiva e Ana Carolina Lacorte, acaba de ser lançado em pré-venda pela Editora Metanoia. Destinado ao público infantil e adulto, a obra é indicada para todos os amantes da Capoeira, pois os poemas tratam dos temas desta luta e arte brasileira tão conhecida mundo afora.

O livro também conta com belíssimas ilustrações que traduzem em imagens a beleza que os poemas trazem para o leitor. O imaginário da Capoeira e do capoeirista é ressaltado em diferentes tempos e espaços, da história à prática da luta, apresentando o mundo da Capoeira de forma livre, lúdica, musical e criativa.

Serviço

LIVRO Poemas para Gingar: https://goo.gl/gjiqQk
Autores
Ana Carolina Lacorte: www.facebook.com/carolina.lacorte
Michel Indiano Saraiva: www.facebook.com/michel.saraivaa
Ilustradora
Ana Paula Fernandes: https://www.facebook.com/annapoulainartesvisuais/


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09/10/2017

Grande encontro entre artistas populares e palhaços em Duque de Caxias - entrada gratuita

A Mostra Sete Dias de Sol sem Dó, chega à sua quarta edição em 2017, entre os dias 28 de outubro e 03 de novembro. Serão sete dias seguidos de eventos produzidos pela Cia. Sol sem Dó, de Duque de Caxias, que levará para a cidade .

A mostra, contemplada pelo edital Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, com patrocínio da Light e da ANEEL, tem como objetivo reunir artistas e pesquisadores de todo o território nacional que desenvolvem essencialmente trabalhos ligados ao universo da palhaçaria, das tradições populares e produção cultural em periferias. Com a mostra, a companhia espera fomentar na cidade a troca e o encontro através da arte. Além disso, a mostra permitirá o desenvolvimento de ações e ocupações dos espaços públicos da cidade de forma diversa, artística e inclusiva. Tendo em sua programação oficinas de palhaçaria e teatro, cortejos, sarau, espetáculos e apresentações musicais, o evento se estenderá pelos quatro distritos da Cidade.

Dentre as atrações dessa edição, destacam-se a festa de abertura no Gomeia Galpão Criativo (28/10), que, além de música ao vivo, contará com apresentações de pernas de pau, malabares com fogo e performances cênicas; a oficina de máscaras com o grupo teatral Moitará (29/10), o Cortejo de palhaços (31/10) e a Oficina de Palhaçaria feminina, ministrada por Lilian Moraes do Grupo Off-Sina (02/11). A programação completa e serviços da mostra podem ser acessadaos na página do grupo no facebook - Grupo Sol sem Dó.

A Cia. Sol sem Dó é integrante da Rede Baixada em Cena, vencedora do Prêmio Shell 2017, na categoria inovação.

SERVIÇO
Mostra Sete Dias de Sol sem Dó
De 28 de outubro a 3 de novembro em diversos espaços de Duque de Caxias
Classificação Indicativa: Livre
Entrada gratuita

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06/10/2017

Programação especial de literatura infantil na semana do Dia das Crianças

Na semana da criança, a escritora Natalia Avila promove atividades e oficinas especiais aos pequenos e para quem quer se encantar com a magia da infância e da literatura infantil. No domingo (dia 8), Natalia participa do La Féria, com contação de histórias, das 14h às 15h, no Clube Militar, no Jardim Botânico. Às 16h, haverá a oficina Criança que Cria, na Sociedade Germania, na Gávea. A inscrição é prévia e necessária para confirmar a realização da atividade.

Já no dia 12, é a vez das Histórias Interativas no Misturebinha, onde Natalia Avila convoca as crianças para compor um lúdico conto, junto com ela. A oficina acontece, a partir das 15h, na Casa da Espanha, no Humaitá.

E no dia 15 de outubro, a Casa Anitcha, no Grajaú, recebe uma edição especial da Oficina de Escrita Criativa. No encontro, adultos e crianças vão se unir para desenvolver belas histórias sobre os momentos fantásticos da infância. Não é necessária inscrição prévia, mas recomenda-se trazer papel e caneta (ou lápis, lápis de cera etc). A entrada é contribuição consciente e a oficina ocorre das 14h às 17h.

Serviço:

LA FÉRIA / Contação de histórias com autora Natalia Avila
08 de Out de 2017
Horário: 14:00 - 15:00 -03
Local: Clube Militar - Sede Lagoa, 391 - R. Jardim Botânico, 02156-600 - Jd Botanico, Rio de Janeiro.

CRIANÇA QUE CRIA
08 de Out de 2017
Horário: 16h
Local: Sociedade Germania, Gávea
OBS: Confirmação de presença tem que ser prévia e pelo email clubedebrincar@gmail.com

MISTUREBINHA / Histórias Interativas
12 de Out de 2017
Horário: 15h
Local: Casa da Espanha – Humaitá – Rua Maria Eugenia, 300.

OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA / Especial Infância
15 de Out de 2017
Horário: 14h às 17h
Local: Casa Anitcha - Rua Sá Viana, 250. Grajaú. Rio de Janeiro.

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