16/10/2017

Marcas sem propósito claro perderão espaço com marketing de influência
Bia Granja, Armindo Ferreira e especialistas do Comunique-se apontam tendências da área para os próximos anos no Brasil

As buscas no Google pelo termo “influencer marketing” cresceram mais de quatro vezes no último ano, e cerca de 84% dos profissionais de marketing dos Estados Unidos percebem os influenciadores como atores eficientes na comunicação corporativa, segundo pesquisa recente da Influencer Marketing Hub. De acordo com o diretor do Grupo Comunique-se, Cassio Politi, essa tendência de mercado deve ganhar força no Brasil nos próximos dois ou três anos, proporcionando oportunidades não só para as marcas, mas também para quem trabalha na área.

O especialista diz que o propósito da marca é fundamental para quem deseja ganhar seu espaço com os influenciadores digitais, pois cada vez mais o consumidor busca identificação com ele. Armindo Ferreira, consultor e um dos principais blogueiros do país, concordou em depoimento ao Podcast-se Comunique-se: “Estamos vivendo a crista da onda e acho que a tendência é que ocorra uma seleção natural entre marcas e creators. Acredito que teremos um filtro como vimos em outros veículos de comunicação e algumas marcas não vão conseguir conversar com as pessoas, então teremos uma acomodação espontânea”, opina ele.

Bia Granja, fundadora do youPix e outra das entrevistadas do Comunique-se, fala sobre a integração entre ações para conquistar o consumidor: “Para gerar audiência é preciso investir em content marketing com identidade. O ideal é unir o marketing de influência com o de conteúdo, pois o influencer também cria. É possível encontrar sinergias editoriais muito boas a partir dessa junção”, recomenda ela.

Para o CEO do Grupo Comunique-se, Rodrigo Azevedo, outro ponto importante é abordar tanto o microinfluenciador quanto o de maior alcance. De acordo com ele, enquanto o primeiro trabalha para atingir um público segmentado que deseja saber sobre assuntos específicos, o segundo fala sobre tudo e direciona suas ações para a massa.



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15/10/2017

Capoeira, poesia e ilustração em um só livro para crianças e adultos

O livro 'Poemas Para Gingar', escrito em parceria pelos capoeiristas Michel Saraiva e Ana Carolina Lacorte, acaba de ser lançado em pré-venda pela Editora Metanoia. Destinado ao público infantil e adulto, a obra é indicada para todos os amantes da Capoeira, pois os poemas tratam dos temas desta luta e arte brasileira tão conhecida mundo afora.

O livro também conta com belíssimas ilustrações que traduzem em imagens a beleza que os poemas trazem para o leitor. O imaginário da Capoeira e do capoeirista é ressaltado em diferentes tempos e espaços, da história à prática da luta, apresentando o mundo da Capoeira de forma livre, lúdica, musical e criativa.

Serviço

LIVRO Poemas para Gingar: https://goo.gl/gjiqQk
Autores
Ana Carolina Lacorte: www.facebook.com/carolina.lacorte
Michel Indiano Saraiva: www.facebook.com/michel.saraivaa
Ilustradora
Ana Paula Fernandes: https://www.facebook.com/annapoulainartesvisuais/


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09/10/2017

Grande encontro entre artistas populares e palhaços em Duque de Caxias - entrada gratuita

A Mostra Sete Dias de Sol sem Dó, chega à sua quarta edição em 2017, entre os dias 28 de outubro e 03 de novembro. Serão sete dias seguidos de eventos produzidos pela Cia. Sol sem Dó, de Duque de Caxias, que levará para a cidade .

A mostra, contemplada pelo edital Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, com patrocínio da Light e da ANEEL, tem como objetivo reunir artistas e pesquisadores de todo o território nacional que desenvolvem essencialmente trabalhos ligados ao universo da palhaçaria, das tradições populares e produção cultural em periferias. Com a mostra, a companhia espera fomentar na cidade a troca e o encontro através da arte. Além disso, a mostra permitirá o desenvolvimento de ações e ocupações dos espaços públicos da cidade de forma diversa, artística e inclusiva. Tendo em sua programação oficinas de palhaçaria e teatro, cortejos, sarau, espetáculos e apresentações musicais, o evento se estenderá pelos quatro distritos da Cidade.

Dentre as atrações dessa edição, destacam-se a festa de abertura no Gomeia Galpão Criativo (28/10), que, além de música ao vivo, contará com apresentações de pernas de pau, malabares com fogo e performances cênicas; a oficina de máscaras com o grupo teatral Moitará (29/10), o Cortejo de palhaços (31/10) e a Oficina de Palhaçaria feminina, ministrada por Lilian Moraes do Grupo Off-Sina (02/11). A programação completa e serviços da mostra podem ser acessadaos na página do grupo no facebook - Grupo Sol sem Dó.

A Cia. Sol sem Dó é integrante da Rede Baixada em Cena, vencedora do Prêmio Shell 2017, na categoria inovação.

SERVIÇO
Mostra Sete Dias de Sol sem Dó
De 28 de outubro a 3 de novembro em diversos espaços de Duque de Caxias
Classificação Indicativa: Livre
Entrada gratuita

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06/10/2017

Programação especial de literatura infantil na semana do Dia das Crianças

Na semana da criança, a escritora Natalia Avila promove atividades e oficinas especiais aos pequenos e para quem quer se encantar com a magia da infância e da literatura infantil. No domingo (dia 8), Natalia participa do La Féria, com contação de histórias, das 14h às 15h, no Clube Militar, no Jardim Botânico. Às 16h, haverá a oficina Criança que Cria, na Sociedade Germania, na Gávea. A inscrição é prévia e necessária para confirmar a realização da atividade.

Já no dia 12, é a vez das Histórias Interativas no Misturebinha, onde Natalia Avila convoca as crianças para compor um lúdico conto, junto com ela. A oficina acontece, a partir das 15h, na Casa da Espanha, no Humaitá.

E no dia 15 de outubro, a Casa Anitcha, no Grajaú, recebe uma edição especial da Oficina de Escrita Criativa. No encontro, adultos e crianças vão se unir para desenvolver belas histórias sobre os momentos fantásticos da infância. Não é necessária inscrição prévia, mas recomenda-se trazer papel e caneta (ou lápis, lápis de cera etc). A entrada é contribuição consciente e a oficina ocorre das 14h às 17h.

Serviço:

LA FÉRIA / Contação de histórias com autora Natalia Avila
08 de Out de 2017
Horário: 14:00 - 15:00 -03
Local: Clube Militar - Sede Lagoa, 391 - R. Jardim Botânico, 02156-600 - Jd Botanico, Rio de Janeiro.

CRIANÇA QUE CRIA
08 de Out de 2017
Horário: 16h
Local: Sociedade Germania, Gávea
OBS: Confirmação de presença tem que ser prévia e pelo email clubedebrincar@gmail.com

MISTUREBINHA / Histórias Interativas
12 de Out de 2017
Horário: 15h
Local: Casa da Espanha – Humaitá – Rua Maria Eugenia, 300.

OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA / Especial Infância
15 de Out de 2017
Horário: 14h às 17h
Local: Casa Anitcha - Rua Sá Viana, 250. Grajaú. Rio de Janeiro.

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04/10/2017

Projeto cuida gratuitamente da imagem de pacientes com câncer - #OutubroRosa

A OncoImagem, comandada e criada pela Visagista Priz Azeredo (foto acima), funciona hoje em parceria com o Hospital Mário Kroeff, na Penha, Rio de Janeiro, e realiza atendimento a pacientes em tratamento de câncer, reintegrando a imagem do paciente oncológico, aumentando a autoestima e recuperando o equilíbrio emocional.

O projeto social surgiu da vontade de Priz em ajudar mulheres debilitadas com o tratamento da doença, que quando perdem os cabelos, símbolo de feminilidade, perdem também a autoestima. A Visagista, com formação em maquiagem, começou levando sua experiência para comunidades carentes do Rio de Janeiro, onde ensinava às mulheres o ofício da maquiagem, para terem uma profissão.

Abaixo, vídeo da Caravana OncoImagem Brasil realizada em maio/2016 na APPO Petrópolis

Em 2014 sentiu necessidade de ajudar as mulheres a levantarem a autoestima, quando decidiu dedicar seu trabalho para ajudar pacientes na luta contra o câncer. Especializou-se como Visagista e hoje, em parceria com o Hospital Mário Kroeff, já ajudou mais de 500 pessoas na recuperação da autoestima. O serviço funciona com 22 voluntários e busca sempre novos parceiros para continuar o trabalho totalmente filantrópico.

A OncoImagem tem três projetos que andam separadamente: o OncoMulher, que especializa profissionais da área da beleza em visagismo oncológico. Todo o valor arrecadado com as inscrições é doado à Associação Petropolitana dos Pacientes Oncológicos (APPO). O segundo projeto é realizado em outubro, durante o Outubro Rosa, e é uma exposição chamada: “Eu cuido de você e você cuida de mim”, onde as fotos das pacientes são expostas e cada uma conta a sua história. O terceiro projeto, ainda em fase de elaboração, é o OncoDebut. O objetivo desse trabalho será selecionar uma paciente em tratamento de câncer, com idade de até 15 anos, e realizar uma festa de debutante dos sonhos.

Para mais informações: http://www.oncoimagembrasil.com


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03/10/2017

Sessões de filmes, debates com diretores e oficinas de animação com entrada gratuita - RJ

Sessões de filmes temáticas e conversas com os diretores levam questionamentos ao público jovem do bairro de Anchieta

De 17 a 20 de outubro, de terça a sexta-feira, a Associação Cultural Conexão das Artes, em Anchieta, receberá o Cineclube em debate. O Cineclube em debate contará com quatro sessões de filmes, uma por dia, de terça a sexta-feira, duas delas com parte dos assentos destinados ao público convidado de escolas públicas e/ou projetos sociais do entorno. Após cada sessão haverá conversas com os realizadores ou parte da equipe dos filmes. O espaço será aberto a perguntas do público para que este possa dialogar com os integrantes diretos dos filmes promovendo o diálogo e a reflexão dos jovens sobre cada temática destacada nos filmes que serão exibidos. Toda a programação é gratuita.


O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, da Secretaria de Estado de Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica. Além do cineclube e dos bate-papos, o evento contará também com oficinas de animação, como flipbook e stop motion que serão oferecidas ao público participante nos dois últimos dias do projeto, na quinta-feira e sexta-feira. O Cineclube em debate tem a curadoria dos filmes realizada pela cineasta Helena Lessa, idealização de Ana Hortides e produção de Joana Nantes.

"O Cineclube em debate é um projeto de exibição de filmes com temática e questões relacionadas à juventude, bate-papos com os diretores e oficinas de animação. As ações propostas buscam o acesso dos jovens à produção nacional de filmes de curtas e médias metragens produzidos no Brasil nos últimos anos, valorizando a cultura local e o audiovisual brasileiro", ressalta a idealizadora do projeto, Ana Hortides.

Programação

SESSÃO I - Inquietações da adolescência

TODAS AS MEMÓRIAS FALAM DE MIM (2015)
Direção: Alice Name Bontempo
Duração: 15 min
Sinopse: Nós fomos amigos por um tempo, mas não amigos próximos, até porque eu a achava completamente inatingível. E aí ela veio correndo, me abraçou e me beijou. E sei lá. Na verdade, acho que nem aconteceu.

PELE SUJA, MINHA CARNE (2016)
Direção: Bruno Ribeiro
Duração: 14 min
Sinopse: João toma banho após mais uma pelada com seus amigos brancos.

SESSÃO II - Contos e fabulações

A COR DO FOGO E A COR DA CINZA (2014)
Direção: André Félix
Duração: 24 min
Sinopse: Wagner vive na favela e desde os 7 anos de idade é proprietário da Rede Metror, um canal de televisão feito de papel e lápis de cor. Após 11 anos e mais de 70 novelas transmitidas, Wagner dirige pela primeira vez atrizes reais.

CONTOS DA MARÉ (2013)
Direção: Douglas Soares
Duração: 17 min
Sinopse: Lendas urbanas, memórias de uma família e do local onde moram. Uma história de lobos, cobras e porcos para uma complexa Maré.



SESSÃO III - Música, Ritmo

CANTE UM FUNK PARA UM FILME (2007)
Direção: Emílio Domingos e Marcus Vinicius Faustini
Duração: 22 min
Sinopse: Através de faixas espalhadas pela cidade de Nova Iguaçu na Baixada Fluminense, procurando pessoas para cantar um funk para um filme, o documentário faz um registro sobre a importância subjetiva dos mais de 20 anos de funk carioca na vida das pessoas.



ROQUES DE QUARTO (2016)
Direção: Helena Lessa, Jorge Polo, Lívia de Paiva, Lucas Andrade e Petrus de Bairros
Duração: 15 min
Sinopse: Evandro está voltando do trabalho para casa quando percebe uma coisa estranha no céu. Letícia e Santos colam lambe-lambes nos muros de uma rua. Na mesma noite, uma frequência misteriosa invade a fita em que Felipe grava suas composições em casa. O som de muitos tempos embala o presente.

SESSÃO IV - Cultura, embate

CASCA DE BAOBÁ (2017)
Direção Mariana Luiza
Duração: 11 min
Sinopse: Maria, uma jovem negra nascida em um quilombono interior do estado, é cotista na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua mãe, Francisca, leva a vida cortando cana nas proximidades do quilombo. As duas trocam mensagens para matar a saudade e refletir sobre o fim de uma era econômica-social.

DESMONTE (2016)
Direção: Mari Cavalcanti
Duração: 7 min
Sinopse: A ruína carcomida da boa educação falida treme na base com os abalos da geração 2000.



OS 3000 ANOS ERAM FEITOS DE LIXO (2016)
Direção: Ana Luisa Meneses, Luana Rosa, Ana Elisa Alves, Clara Chroma, Cleyton Xavier, Eduardo Sa Cin
Duração: 14 min
Sinopse: Montanhas de lixo pelas ruas. Pessoas cobertas de lixo e se hidratando com chorume. Lixos com um brilho neon. Lixo com holograma e som estéreo. O lixo é um outdoor de alta concorrência. O lixo é a nova moeda e seu lastro é maior que o d’ouro.



SERVIÇO

Cineclube em Debate
Associação Cultural Conexão das Artes: Rua Sargento Rego n. 126, Anchieta, Rio de Janeiro.
Datas: de 17 a 20 de outubro.
Horários: Sessões das 14h às 16h, de terça a sexta-feira. Oficinas das 16h às 17h30, na quinta e na sexta-feira.
Evento gratuito.
Classificação: 12 anos.
Facebook: https://www.facebook.com/cineclubeemdebate/


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Cia de Danças de Diadema apresenta 'A Mão do Meio' no Centro Cultural Taboão

No dia 6 de outubro (sexta-feira, às 16h), a Companhia de Danças de Diademaapresenta o espetáculo infantil A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica no Centro Cultural Taboão, em Diadema, com entrada franca.

A Mão do Meio tem concepção e coreografia assinadas por Michael Bugdahn eDenise Namura. A direção geral é de Ana Bottosso. O enredo retrata a experiência da descoberta do próprio corpo, das mãos e dos pés. É uma história de gestos contada por meio da dança. Bailarinos e público embarcam na fabulosa aventura de uma “mão”, fascinada por todo tipo de movimento, que parte em busca da descoberta do corpo, tornando-se uma verdadeira colecionadora de gestos.

Segundo os coreógrafos, o espetáculo é uma sinfonia lúdica composta por movimentos, sons e luzes que faz o público mergulhar em um mundo feito poesia, onde situações do cotidiano se transformam em mágica num piscar de olhos, onde gestos simples provocam imagens surpreendentes e sensações inéditas. Michael Bugdahn explica que A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica conta uma história que envolve o nascimento, a descoberta do corpo e da vida. Também fala sobre as diferenças físicas entre as pessoas, que nem sempre são relevantes. “Todos vão compreender que não é preciso ser um super-herói para viver experiências incríveis e enriquecedoras”, comenta.

Segundo Ana Bottoso, “eles trazem uma estética primorosa que explora a mímica, os detalhes minimalistas, os gestos, os movimentos do cotidiano: características ideais para um espetáculo infantil”.

A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica, que estreou em 2015, é a segunda montagem da Companhia de Danças de Diadema criada para o público infantil. Em 2010, produziu Meio em Jogo (de Ivan Bernardelli e Francisco Júnior).



Ficha técnica / Serviço

Direção geral: Ana Bottosso. Elenco: Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Keila Akemi, Elton de Souza/Fernando Gomes, Rafael Abreu/Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones, Zezinho Alves. Concepção e coreografia: Michael Bugdahn e Denise Namura. Ideia original, texto e dramaturgia: Michael Bugdahn. Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistente de coreografia: Carolini Piovani. Desenho de luz, trilha e pesquisa musical: Michael Bugdahn. Vozes/off: Roberto Mainieri e Denise Namura. Concepção de cenário, adereços e figurino: Michael Bugdahn e Denise Namura. Confecção de cenário e adereços: Fábio Marques. Confecção de figurino: Cleide Aniwa. Sonoplastia e assistência de produção: Renato Alves e Daniela Garcia. Prof. dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Condicionamento físico: Carolini Piovani.

Serviço

Espetáculo: A Mão do Meio – Sinfonia lúdica
Dia 6 de outubro. Sexta, às 16h
Local: Centro Cultural Taboão
Av. Don João VI, 1393, Taboão. Diadema/SP. Tel: (11) 4077-1643
Ingressos: Grátis. Classificação: Livre. Duração: 40 min.
http://www.ciadedancas.apbd.org.br/


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02/10/2017

Da Palestina ao Complexo da Maré: a luta pelo direito à vida
Hebron, cidade localizada no sul da Cisjordânia, luta contra a militarização, o fechamento do comércio, falta d’água e as constantes prisões. Realidade nada muito diferente das favelas do Rio de Janeiro.

(Texto e fotos de Gizele Martins, em colaboração especial para o Instituto Pacs*)

Em viagem à Palestina, pude ver de perto a militarização, o controle e a resistência do povo palestino que resiste e luta dentro de um espaço tomado por colonos há mais de 70 anos. Foram 12 dias na Cisjordânia. Em Hebron, o último lugar visitado, vivem 200 mil moradores palestinos, e 800 colonos israelenses também moram por lá. O número de colonos é bem menor, mas é impactante os estragos que estes invasores causam à vida dos palestinos.

Hebron, que sempre foi uma cidade conhecida por seu grande comércio, tem hoje mais de 500 lojas fechadas por forças militares, por exemplo. Sem contar, nas outras mil lojas que foram fechadas ao longo das décadas porque o Exército israelense fechou as principais vias de acesso para a cidade, onde não é possível a livre circulação.


Para além da falta de alternativas de trabalho e as grades pelas ruas que atingem aqueles moradores, outro problema é a falta d’água. Palestinos precisam percorrer pelo menos 6 km para conseguirem água, ao contrário dos colonos, que tem água garantida pelo governo israelense: Ruas em que moram colonos também foram fechadas para que palestinos não percorram, dificultando a circulação deles pela sua própria cidade. Outras ruas são separadas, divididas: em um lado da rua só pode passar palestinos, em outro lado da rua, apenas israelenses, configurando e reafirmando o apartheidcausado pelas tropas israelenses.

Uma das únicas escolas que funcionam no local, está cercada por muros, grades e arames farpados. Todos os dias, para as crianças chegarem à escola, elas precisam passar pelos checkpoints (postos de verificação). Todas as crianças são revistadas para entrarem e saírem das escolas. Segundo um morador, inclusive, soldados israelenses invadem constantemente a escola e levam crianças presas. Em Hebron, a militarização se faz presente controlando o comércio, a casa, a educação, a saúde, a vida de cada palestino e palestina que sobrevive ali.

Rotina de passar pelo “check points” afeta a vida de crianças palestinas. Fotos de Gizele Martins

Maré e Hebron, o que temos em comum?

O que os moradores do Conjunto de Favelas da Maré, favela localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro, no Brasil, vivenciaram durante a realização da Copa do Mundo, não é nada muito diferente do que os palestinos vivem em seu espaço de moradia hoje.

Assim como lá, a militarização da vida é algo constante e assustadora. Lá, são os caças que passam diariamente pela vida palestina; aqui são os caveirões aéreos que passam também diariamente pelas vidas faveladas. O mais triste é perceber que existe uma naturalização mundial sobre a violência que os dois diferentes povos sofrem pelos poderes estatais e militares.

A Maré também tem uma população de quase 200 mil pessoas. É uma favela que existe desde 1940, e que sofre constantemente com invasões de vários policiais existentes no Rio e enviados pelo próprio governo, causando grandes transtornos às vidas locais: assassinatos, escolas fechadas, desemprego, medo, invasões de casas, o não direito de ir e vir, além de outros problemas cotidianos.

Em 2014 e 2015, época de realização da Copa do Mundo no Brasil, as ruas da Maré, assim como as ruas de Hebron atualmente, foram tomadas por tanques de guerra. Eram soldados por todas as ruas, as revistas eram constantes a todos os moradores. Até mesmo crianças de colo tiveram suas fraldas revistadas naquele período. As escolas também foram invadidas pelos Exército, soldados distribuíram pelas escolas da Maré a revista ‘O Recrutinha’, que tinha tanques de guerra para as crianças pintarem, montarem e brincarem.

Toda a Maré estava sob a Garantia de Lei e Ordem, o GLO, lei utilizada no período da ditadura militar brasileira, mas que foi reutilizada durante os anos de invasão do Exército nas ruas mareenses, 2014 e 2015. Nestes dois anos, mais de 500 moradores foram presos e foram julgados pelo Tribunal Militar, algo que deveria ser inconstitucional em se tratando de um Estado que se afirma democrático.

Foram vários transtornos vividos pelos moradores da Maré naquela época. O Exército saiu em 2015 da Maré. Hoje, o Exército voltou para toda a cidade. O Governo Federal acabou de enviar mais de 10 mil soldados para todo o Rio. Hoje, são tanques por todos os lados em um momento em que o Governo do Estado se diz falido para investimentos em saúde, educação, moradia, obras de saneamento básico, direitos mínimos para a garantia da cidadania.

O fato é que os governantes têm outras prioridades: controle e disseminação do medo com a desculpa de uma “cidade segura”. Vivemos em um Estado que cada vez mais se espelha em outros países para militarizar a vida. Israel se torna, assim, um exemplo de militarização e controle para o mundo.

É triste e revoltante saber que assim como os palestinos, a vida dos moradores de favelas servem como treino para a fabricação e disseminação de militarização da vida cotidiana. Eles treinam com as vidas, por isso não existe outra alternativa a não ser resistir e denunciar o passo a passo dessa militarização internacional que mata a vida da população que foi empobrecida ao longo do tempo.

Palestina Livre! Favela vive!

(* Via Gizele Martins: jornalista, comunicadora popular e membro da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj)


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29/09/2017

Homofobia mata! In memoriam de Bruno Magalhães
Bruno dos Santos Magalhães foi dado como desaparecido no dia 10/09/2017. Estava em Saquarema, Rio de Janeiro, para curtir o feriado prolongado de 7 de setembro.

Logo começam a surgir no Facebook várias postagens de amigos e familiares relatando o desaparecimento de Bruno. Eu, que conheci Bruno numa empresa em que trabalhamos juntos, cheguei a compartilhar algumas vezes a notícia na esperança de colaborar com o seu reaparecimento. Algumas pessoas chegaram a pensar que fosse uma brincadeira dele esse sumiço, dado seu imenso espírito alegre, brincalhão, sempre sorrindo.

No dia 28/09/2017, a Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Rio de Janeiro publica uma notícia com o desfecho do caso. Três pessoas foram presas acusadas de latrocínio, sendo uma delas menor de idade.

"Após realizar uma acareação entre os três envolvidos restou provado que durante a festa da padroeira, os criminosos, que estavam nas pedras da Igreja de N. S. de Nazareth, viram Bruno sentado em uma pedra e ao perceberem que a vítima seria homossexual começaram a flertar no sentido de seduzi-lo para em seguida roubar seus pertences. Já dominado pelos criminosos que o imobilizaram, o técnico de enfermagem começou a ser agredido com pontapés e após a subtração de seus pertences Bruno foi jogado das pedras caindo no mar." - ASCOM da Polícia Civil/RJ.

Vista aérea da Igreja de N. S. de Nazareth, em Saquarema/RJ
No dia em que ocorreu o latrocínio, acontecia uma festa religiosa nesta Igreja. Os três criminosos, após espancar, roubar e matar Bruno Magalhães, ainda voltaram para a festa religiosa, utilizando os produtos roubados para beber, comer e usar drogas, segundo relatos dos próprios indivíduos.

Para mim, segundo meu entendimento, fica claro que Bruno Magalhães foi escolhido como vítima por ser homossexual assumido. Não sei exatamente qual foi o valor subtraído, mas certamente não era uma quantia milionária de dinheiro. E ainda que fosse, nada justificaria tamanha brutalidade. Para mim fica claro que o assassinato dele, ocorrido após o roubo, aconteceu pelo fato de Bruno ser homossexual. 

Seduziram, imobilizaram, espancaram, roubaram e mataram Bruno por ser homossexual. É provável que se os três criminosos tivessem tido a chance de conhecer Bruno Magalhães como grande ser humano que era, jamais teriam feito qualquer coisa contra ele. Uma pessoa que era somente risos e sorrisos, que espalhava alegria por onde passava. Querido por todos os que o conheciam.

Minha indignação e minha tristeza me levaram a escrever este texto. Infelizmente, agora, não tenho como ajudar Bruno Magalhães, além de desejar que ele descanse em paz e encontre o conforto merecido. Desejo este que se estende a todos os familiares e amigos. Mas por menor que seja este meu ato, posso tentar fazer algo por todas as pessoas LGBT's que se encontram neste mundo pedindo: basta de homofobia! Preconceito, racismo, machismo não são brincadeiras, porque eles matam, todos os dias. É preciso acabar com a homofobia, o machismo, o preconceito, o racismo e toda e qualquer forma de discriminação. Espalhe essa ideia, talvez a gente possa salvar muitas vidas.

(Via Marcelo D'Amico)


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28/09/2017

Aumento dos caracteres do Twitter indica necessidade de autoexpressão do usuário
Especialista em redes sociais faz análise do anúncio do Twitter sobre teste para dobrar o limite de suas publicações para 280 caracteres

Essa iniciativa é uma tentativa do Twitter em alcançar novos usuários, ou seja, combater a estagnação, explica o especialista em redes sociais da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Celso Figueiredo Neto. “É interessante pensar que essa iniciativa inverte a lógica de less is more (menos é mais) ou o discurso de que as coisas estão cada vez mais rápidas, com menos texto e mais imagens. Dobrar o número de caracteres é um modo de dizer que preciso de mais palavras para dizer o que eu sinto”, explica o Figueiredo.

O profissional ressalta que essa mudança sinaliza que o usuário precisa falar mais para capturar cliques e colher curtidas, e nesse caso o Twitter entende que precisa ceder mais espaço para isso, mas com um limite para não perder o seu DNA. “O textão do Facebook indicia a necessidade de autoexpressão do usuário. Ele precisa mostrar seu ponto de vista. Os 280 caracteres podem dar mais espaço para a pessoa contar a história e levar o usuário a clicar no link”, frisa o professor.

A persuasão demanda tempo em qualquer mídia, se você reduzir excessivamente o tempo e espaço de expressão ele vai perder sua capacidade persuasiva e, portanto, cliques de outros usuários, afirma o professor do Mackenzie. “O motor de qualquer rede social são seus usuários. E o que move os usuários nas redes sociais é a capacidade de gerar cliques, que significam apoio, concordância, autoestima. Aumentar o espaço de exposição para o usuário significa dar a ele mais liberdade para exercer sua persuasão”, sintetiza Figueiredo.

(Via Geraldo Campos)


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