23/05/2008

Ansiedade: um grande problema de nossos tempos


No mundo todo, estima-se que 25% da população sofra de algum tipo de transtorno de ansiedade. Ataque de pânico, taquicardia, respiração difícil, braços e pernas dormentes são os sinais mais comuns. O transtorno deve ser entendido como a capacidade destes sintomas causarem prejuízo real, seja na vida profissional, pessoal ou familiar de uma pessoa. A manifestação agrupada e estável destes sintomas ao longo do tempo, em um indivíduo, é o que permite catalogar diferentes tipos de transtorno: ansiedade generalizada, fobias específicas, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de pânico, agorafobia, estresse pós-traumático, de adaptação, somatoformes, conversivos, entre outros.

Um nó formando-se no estômago, mãos e pés gelados, voz gaguejante e uma súbita vontade de ir ao banheiro são sensações que, de vez em quando, todos nós sentimos, como estratégia natural de salvaguardar nossas vidas. A ansiedade é um fator presente e normal em nossa existência, porém, os seres humanos levam estes mecanismos de sobrevivência a um novo patamar.

A evolução dos tempos trouxe pressões de horário, trânsito, assalto, dinheiro, trabalho, e assim, os estressores deixaram de ser um problema imediato para se transformarem em problemas cuja solução se estende ao longo do tempo, e muitas vezes, o desfecho depende de nossa vontade ou capacidade, o que acaba por não ajudar em nada a nossa ansiedade.

Mas, afinal, quando procurar um especialista?
Você se angustia pela expectativa do que vai acontecer, prevendo erros, com insônia por pensar em problemas passados, presentes e ainda futuros? Vive cansado e irritado brigando por coisas mínimas? Tudo é ameaçador e você se sente impotente frente a tanta pressão e responsabilidade? Sente medo de tudo e todos, não sai de casa sozinho e se esconder é a única maneira de sentir-se seguro? Certamente, acabará se tornando uma pessoa deprimida e detestará tua própria vida, e talvez, esta seja a hora de procurar um especialista.

– Na verdade, eu poderia falar quase que indefinidamente de transtornos ansiosos, pois além de diversos, a manifestação dos sintomas é muito individual, assim como as conseqüências também – explica o Dr. Marcello Rocha Miranda (foto), psiquiatra formado pela Puc - Rio e Neuropsiquiatra. O tratamento pode abranger inúmeros especialistas, utilizando diversas técnicas. As medicações disponíveis são ferramentas essenciais para lidar com os sintomas, embora a escolha de um tratamento, medicamentoso ou não, vai variar de caso a caso, e deve ser escolhida de forma bilateral: “não há espaço para passividade e achar que os profissionais e suas terapias farão milagres sem a ajuda do paciente” – diz o psiquiatra. O paciente deve se comprometer com o tratamento, que depende de aprendizado, esforço pessoal e disposição para assumir responsabilidades, numa troca constante entre médico/terapeuta e paciente, para juntos escolherem os meios de se alcançar bem-estar, autonomia e liberdade que todos esperamos.

(Via Dr. Marcello Rocha Miranda, psiquiatra formado pela Puc - Rio e Neuropsiquiatra)







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