29/05/2008

Um nanofuturo para todos...

"A atividade humana aumenta, numa progressão pasmosa. Já os homens de hoje são forçados a pensar e executar, em um minuto, o que seus avós pensavam e executavam em uma hora. A vida moderna é feita de relâmpagos no cérebro, e de rufos de febre no sangue. O livro está morrendo, justamente porque pouca gente pode consagrar um dia todo, ou ainda uma hora toda, à leitura de cem páginas impressas sobre o mesmo assunto."

O texto acima pode ser lido como o mais contemporâneo dos textos. Talvez fale de internet e a citada "decadência dos livros"? Quem sabe fale dos nanoconteúdos? Tecnologia digital, quem sabe? A verdade é que este texto não faz referência aos dias atuais e nem refere-se as questões descritas, pois foi escrito em 1903, por um brasileiro chamado Olavo Bilac (foto). Reproduzi este trecho apenas para mostrar aos afoitos paranóicos de hoje em dia que existem discussões seculares, que parecem atualíssimas, e no entanto, continuam sendo seculares.

Li este trecho num artigo chamado "Inovações na imprensa em tempos de revoluções tecnológicas", escrito por Eugênio Bucci, publicado no site do Observatório da Imprensa:









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Um comentário:

  1. A verdade pode ser reinventada, não a realidade. Nunca fomos um povo preocupado com a leitura nem com a pesquisa.
    Odeio os discursos dos empresários e governantes. O povo não precisa apenas de emprego, mas de conhecimento, pesquisa e sabedoria.
    Deve ser por isso que o consumo aumenta, porque gera emprego. Mas será que gera conhecimento?

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