03/06/2008

Buscando lições

Ainda não acabou e continuamos sem entender. O caso Isabella ganhou proporções imensas, e além da óbvia exposição exacerbada, deveria também provocar o raciocínio, por meio de questionamentos. O público consumidor de notícias deve se questionar: "estamos certos? estamos errados? houve erro? onde estão?", assim como jornalistas, empresários de comunicação, etc, também devem se questionar. A boa manutenção do organismo social deve passar por questionamentos de todos os tipos, ou estaremos fadados a estupidez continuada.
Embora recomende a leitura do texto na íntegra, retirei dois trechos do artigo escrito por Carlos Castilho e publicado no site do Observatório da Imprensa com esse intuito: reflexão.

1º trecho:
"No caso Isabella, o negócio jornalístico exarcebou o consumo de notícias para alimentar o faturamento publicitário. Como lógica mercantil, estava dentro dos padrões operacionais e éticos da atividade, já que a sobrevivência do negócio depende do aumento da receita.
Mas na lógica da informação, a cobertura jornalística do crime estava inserida num contexto completamente distinto. Não se tratava de uma mercadoria (jornal, programa de radio ou TV) e sim de reputações, percepções, atitudes e opiniões construídas a partir de informações publicadas pela imprensa."

2º trecho:
"O que precisa ser mudado é o conceito das gerências corporativas de que a informação é uma mercadoria como salsicha. É preciso incentivar o consumo para aumentar a receita. Assim, todo mundo sai perdendo."

Talvez, seja necessário redefinir nossas formas de consumo e os papéis profissionais envolvidos.

Leia o texto de Carlos Castilho na íntegra:
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