01/10/2008

Crise e oportunidade...

O momento atual da economia global com o crash norte-americano é oportunidade de repensarmos o presente e projetarmos o futuro. Acontecimentos paralelos ao centro da crise econômica também merecem nossa atenção. Não se podem prever as mudanças efetivas no mundo. O modo de se obter lucro no capitalismo deve se alterar daqui por diante, assim como o crescimento econômico será mais lento.
O jogo político adiou a aprovação do pacote de resgate, e o mercado espera ansiosamente por sua aprovação. Nosso estimado presidente precisou de longos sete dias para mudar seu discurso e perceber que a crise é séria, e isto deve ter ligação com suas altas taxas de aprovação popular. Não se deve alarmar ninguém, para não se criar indisposição com o público e mostrar que somos vulneráveis. A maioria dos especialistas diz que não devemos nos preocupar: pelo menos por enquanto; outros dizem observar a China é mais importante, pois os movimentos de sua economia podem influenciar a brasileira mais do que a americana.
Historicamente, setembro está se tornando mais marcante para os Estados Unidos. Em 2001 tivemos o episódio conhecido como 11 de setembro, onde Bin Laden tentou abalar a força voraz do capitalismo. Mas em 29 de setembro de 2008, a voracidade dos capitalistas quase devorou a si mesmo, feito escorpião suicida. A crise se anunciou em 2006, quando o setor imobiliário americano atingiu seu auge. Em agosto de 2007, um banco francês tomou medidas cautelares com receio do "subprime" norte-americano, que veio a estourar agora. Os jornais ficaram silenciosos durante o crescimento da crise, pois é provável que jornalistas americanos gastassem seu tempo contando o faturamento publicitário com anúncios milionários de empresas (algumas inclusive quebraram ou ameaçam quebrar).
Outra lição deste momento são os jornais on-line, aos quais alguns profetizam o futuro único do jornalismo. Estes mesmos jornais patinaram por mais de oito horas na segunda-feira, sem saber o quê ou como noticiar. Máquinas não substituirão os homens, pois é preciso de jornalistas nas redações para ler, compreender e explicar fatos, e não simplesmente repassar notícias distribuídas por agências.
O famoso ideograma chinês (Figura acima) foi sabiamente construído, onde o caractere WEI significa "arriscar", e o JI quer dizer "chance, ocasião", e representa tanto o perigo quanto a oportunidade. Muitos escritórios possuem este ideograma pendurado em suas paredes, mas nem sempre colocam em prática suas idéias. Precisamos pensar nas profecias que se fazem todos os dias sobre novas modas, novas tendências e novos mundos; devemos pensar em ser menos afoitos e ter menos necessidades de comprar tudo, aqui e agora. Talvez, quem sabe, os homens e o capitalismo devam aprender muitas coisas, como ser menos ambicioso e saber mais dar as mãos. Num mundo globalizado, seria natural que déssemos as mãos uns aos outros, não somente nestes momentos de crise, mas principalmente nos momentos de fartura econômica.
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Um comentário:

  1. Eu penso que o Objetivo, agora, é consertar o "brinquedo" quebrado, para que se possa voltar a brincar de novo. E, se quebrar novamente, o objetivo será o mesmo, e assim que o ciclo flui.

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