19/11/2008

O que você, leitor, faria?


Imagine: você é proprietário de uma empresa do setor de comunicação, como televisão, jornal ou até mesmo os dois ou mais. Um de seus maiores anunciantes, imaginemos que seja uma rede de lojas (com o qual seu veículo lucra milhões mensalmente) se envolveu numa infeliz história de homicídio. Claro que o anunciante (no caso hipotético, uma rede de lojas) não é culpado pelo homicídio, mas sim um funcionário de uma das lojas desta rede. Apenas para exemplificar, vamos imaginar que o autor deste homicídio seja um segurança, que cometeu o triste engano de confundir um cliente, por exemplo, com um 'bandido'. Digamos que esta confusão, que levou o segurança a atirar no cliente com nota fiscal em mãos, tenha acontecido simplesmente pelo fato de tal cliente estar mal-vestido.
Pergunta: você, proprietário de importante veículo de comunicação daria espaço investigativo para esta notícia ou apenas uma nota na edição de segunda-feira e esqueceria o assunto?
Digamos que jornalismo investigativo é o forte de seu veículo de comunicação, muitas vezes esbarrando na falta de ética. Imaginemos, por exemplo, que em outro episódio sua empresa tenha entrevistado um sequestrador durante um sequestro (apenas para exemplificar a capacidade "investigativa" desta hipotética empresa). Agora, diante de um homicídio, você daria o mesmo espaço que deu ao sequestrador? Ou será que não, pois não vai querer ferir a imagem de seu principal anunciante? Como fica o jornalismo neste caso? Você consideraria sua empresa de comunicação isenta e ética ou apenas como oportunista que vende sua ética em troca de publicidade?

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Um comentário:

  1. Que parada dura! rs...rs..
    Quero saber mais sobre este assunto.

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