25/06/2009

Novas formas de escravizar

A humanidade evolui através dos tempos. Nada é estático no mundo que vivemos, ou quase nada. Durante séculos os portugueses extraíam negros da África para escravizar em solo tupiniquim. Com a evolução humana, eis que o homo sapiens também evolui as formas de escravizar. Leia o trecho retirado do blog do Sakamoto:
"Na República Democrática do Congo, 50 mil crianças, algumas delas com apenas sete anos de idade, trabalham em minas de cobre e cobalto por jornadas exaustivas sem nenhum tipo de proteção".
Este tipo de escravidão trabalhista ou sub-emprego também se encontra em larga escala no Brasil, como nas longas plantações de cana-de-açúcar, por exemplo. As crianças do Congo extraem matéria-prima para fabricar o aparelho celular moderno que você comprou ou ganhou da operadora. "Pirataria é crime" é a frase espalhada por todos os lugares, principalmente contra empresas que praticam outros tipos de crime, como a exploração humana.
Estas novas formas de escravidão não incomodam tanto como as velhas formas por um básico motivo: quando saio de minha casa, no Rio de Janeiro, não encontro com estas crianças do Congo, nem com aqueles que realizam a colheita de cana. Não os vejo e ainda posso me dar ao luxo da ignorância plena. Como diz o dito popular "o que os olhos não vêem, o coração não sente".
Se falarmos então de meio ambiente, os crimes cometidos por estas mega-corporações também são enormes. Da extração de petróleo até plantações de soja e criação de gado, pouquíssimas são responsáveis. É preciso ter equilíbrio de argumentações. Enquanto consumidores, devemos ter mobilização social e exigir que empresas sejam responsáveis socialmente e ecologicamente, ou então, não deveríamos comprar seus produtos, como forma de boicote.

Um comentário:

  1. É uma grande verdade. Gostaria de obter mais informações de fontes que denunciem este tipo de trabalho, para que desta forma esteja por dentro das coisas que eu consumo.
    Obrigada!

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