02/07/2009

Calibre Macunaíma - #Poesia


I

Comprarei uma arma
Calibre Macunaíma,
Atirarei nos quietos
Rostos dessa gente fina:
O que lhes faltava saber.
Abrirei os olhos verdes,
Assim como os amarelos,
E empunhando lhes direi:
Serão todos mui belos
Quando sentir furada
A alma que jaz vazia.

II

O que lhes seria morte,
Será vida incessante;
E o furo inebriante
Será menos apatia.
Salve, salve Macunaíma
E o deus de todo tambor.
Navegante oceânico,
Fruto de toda dor,
Salve o povo moreno
Pairando em versos mil.

III

Meu Brasil em brasas
Os fará queimar, enfim,
Na mente que não tem asa
Ou no carma de carmim.
Acordem falsos seres
Por tanta espoliação.
Acordai para então
Ser tão ser,
Vida em flor,
Flor em gesto: nação.

(Via Marcelo D'Amico)


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