27/07/2009

Twitter, orkut, linkedin, via6, sonico, facebook, etc...

Certo dia, na história da humanidade, surgiu o Orkut. Aquela rede social filiada ao Google que se tornou muito popular no Brasil. Dizem até que a popularidade brasileira nesta rede foi tanta que os americanos começaram a migrar para o Facebook, outra rede social. Logo as redes sociais se tornaram moda.
Então surgiu o Linkedin, uma rede social destinada aos profissionais para buscar empregos e coisas do tipo. Logo surgiu a versão brasileira do Linkedin, o Via6. No fundo, é a mesma coisa, mas em português e criado por brasileiro. Nesta linha de redes sociais também temos o Limão, o Sonico e outros mais que seguiram o mesmo caminho do velho Orkut.
Antes de todas estas ondas, o mundo já tinha sido abalado por outras tantas como o Napster, o ICQ, o MSN, etc. Todas as novidades mereceram grandes reportagens em periódicos, jornais impressos, televisão e rádio. Algumas perderam forças com o tempo. Outras mudaram, como o Napster.
O surgimento dos blogs, fotologs e videologs também causou alvoroço e ainda causa. Basta a Petrobras criar um blog e morder o "furo" dos jornalões. Com o Twitter não tem sido diferente, principalmente depois da eleição de Obama e da adesão de Demi Moore ao microblog. Todos querem saber o que as personalidades estão fazendo (todos menos eu, alguns amigos, professores e outros que conheço).
Desde que o Twitter tornou-se a mais nova celebridade, não tardou para que todas as funções possíveis e imagináveis fossem atribuídas ao microblog: empresas contratam pelo Twitter, emissoras divulgam notícias pelo Twitter, celebridades falam tudo pelo Twitter, políticos falam tudo pelo Twitter, um incêndio foi evitado pelo Twitter, vidas foram salvas pelo Twitter, concursos exclusivos para quem tem Twitter e até Deus já tem Twitter (refiro-me ao Eric Clapton).
José Saramago, em entrevista ao Jornal O Globo, disse algo interessante (também sobre o Twitter):
“Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.”
Bem, nem preciso dizer que sou fã de Saramago e que achei interessante a analogia. Apesar de não ser usuário do Twitter e ao contrário do que possam pensar, não sou contra ou a favor do microblog. Apenas vejo o público e a mídia fazendo um alvoroço muito maior do que realmente seria necessário. Uma idolatria tão forte quanto efêmera, até que apareça outra novidade. E assim caminha a humanidade dentro da hipermodernidade.

0 comentários:

DEIXE SEU COMENTÁRIO. SUA VOZ É IMPORTANTE.