28/08/2009

Jornalismo de ponta

Andei colhendo por aí alguns exemplos de nosso jornalismo brasileiro, verdadeiro jornalismo de ponta, sem direito de resposta, sem regulamentação, sem diploma, sem lenço, sem documento. E assim se faz esta nação. Todos os exemplos abaixo foram criados por jornalistas, referindo-se à provável candidata Dilma Rousseff e, por consequência, analisando a política brasileira. Interessante é que estes mesmo jornalistas nada produziram em relação ao suposto candidato José Serra. Marcelo Coelho chegou a desculpar-se em sua página, dizendo que um blog é local de comentários mais descontraídos. Mas desde quando descontração se tornou sinônimo de um machismo ofensivo?
Danuza Leão (Folha de São Paulo): "VOU CONFESSAR: morro de medo de Dilma Rousseff. [...] Mas de Dilma não tenho medo; tenho pavor. [...] Dilma personifica, para mim, aquele pai autoritário de quem os filhos morrem de medo [...] Não existe em Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura. Ela tem filhos, deve ter gasto todo o seu estoque com eles, e não sobrou nem um pingo para o resto da humanidade. [...] Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula; [...] Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior, mas Deus é grande."
Marcelo Coelho (Folha de São Paulo) : "Mas do ponto de vista simbólico, é impressionante o contraste entre a feminilidade de Lina Vieira e a dureza de Dilma. Um bom marqueteiro teria de levar em conta o artigo de Danuza Leão, na “Folha” deste domingo. Dilma dá medo. Não penso nas qualidades que ela poderia ter, sem dúvida notáveis, como presidente do Brasil. Mas é curioso ver as diferentes formas de identidade feminina que começam a entrar em jogo na disputa eleitoral."
Reinaldo Azevedo (Veja): “Por que não, então, um gay para suceder Lula? Branco ou preto? Esperem! Vamos fazer logo um “combo” de minorias. A candidata poderia ser mulher, negra e lésbica. E acho que a gente deve acumular experiências, incorporando qualidades de minorias passadas. Poderia ser mulher, negra, lésbica, meio analfabeta e eventualmente sem dedo. O “eneadactalismo” passaria a ser uma exigência para chegar ao topo”.
Jorge Pontual (Globo): infelizmente perdi o post no Twitter deste jornalista, mas existe algo relatado no artigo de Marjorie Rodrigues. Clique aqui.

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