19/08/2009

O campo ideológico: palco principal de nossas guerras

O campo ideológico tornou-se o "espaço" principal das "guerras". Na verdade, desvirtuam um debate de seu real setor e levam-no para o campo ideológico, deturpado e inflamado ideologismo, operando assim a manipulação pública. Por exemplo, a guerra entre Globo e Record nada tem de religiosa, não é o confronto entre católicos e evangélicos como fazem parecer. É apenas uma guerra de interesses privados (comerciais) se utilizando de ferramentas públicas (concessões), mas para o público em geral, fica a "imagem" da guerra ideológica entre religiões.

A história entre Lina e Dilma, pela voz da imprensa, parece um embate sobre um suposto assédio moral, quando na verdade é apenas um esquema que visa enfraquecer o cenário político do país. Para isso utiliza as provas irrefutáveis como... quero dizer, as provas de... bem, não existem provas de nada, além da re-afirmação da re-afirmação da afirmação de Lina. Algo parecido com o grampo sem áudio de Gilmar Mendes.
A extinção da Lei de Imprensa, chamada de entulho da Ditadura, é comemorada pela imprensa que se refere a este período político como "ditabranda", a mesma imprensa que emprestava seus carros de reportagem para os torturadores militares. Do mesmo modo, o fim da exigência do diploma jornalístico também é comemorado pela grande mídia, que leva seu discurso para o campo ideológico-jornalístico da "liberdade de expressão e livre pensamento", quando na verdade, os motivos da alegria são outros.
Neste aspecto, sobre deturpar o real sentido de um acontecimento e levá-lo para um falso campo ideológico, existem jornalistas que são mestres. Veja alguns exemplos: Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Ricardo Noblat, Merval Pereira, Kennedy Alencar, José Nêumanne, Miriam Leitão, Alexandre Garcia, Bóris Casoy, Willian Waack, Willian Bonner e Fátima Bernardes. Fique atento. Questione. Permita-se sempre ter o benefício da dúvida, inclusive quanto ao artigo que está lendo agora. Somente assim, começaremos a construir um país de verdade.

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