03/08/2009

O Haiti não é aqui.

Henry Boisrolin, dirigente do Comitê Democrático Haitiano, critica a atuação das tropas da ONU em seu país. Para ele, a ocupação é um esquema de dominação contra a rebelião popular, sufocando as péssimas condições de vida: 70% da população ativa não tem trabalho; a taxa de mortalidade infantil é superior a 80 por mil; a taxa de analfabetismo supera os 70% no campo e chega a 50% nas cidades; e a expectativa de vida não supera a casa dos 50 anos. Leia trechos de sua entrevista.
"O Haiti está sob ocupação, mas a grande imprensa internacional apresenta esse fato como se fosse 'ajuda humanitária'. [...] Como é sabido, o comando militar encontra-se sob a liderança do Brasil. [...] A resistência provém de diferentes setores da população, mas ultimamente são os estudantes universitários, junto com estudantes de colégios secundaristas, que tem ido para as ruas exigir a retirada das tropas e a promulgação de uma lei sobre salário mínimo votada pelo Parlamento".
"A missão das Nações Unidas acompanhou a polícia haitiana em toda essa tarefa repressiva. [...] O que precisamos é do tipo de ajuda oferecida por Cuba e Venezuela. Esse é o modelo válido de apoio, de humanidade, de respeito à nossa independência e soberania".
Publicado originalmente no sítio Agência Carta Maior. Para ler entrevista na íntegra, clique aqui.

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