14/08/2009

Uma máquina na mão e uma história pra contar.

Era o dia 28 do mês de junho de 2009. Eu e familiares estávamos em Três Rios, interior do Rio de Janeiro. Era um dia especial, pois alguns parentes de minha mulher, vindos de Portugal, ainda estavam no Brasil. Naquela data, naquela cidade, muitas pessoas estavam reunidas para uma importante festa. Moradores de diferentes locais do Rio de Janeiro e Minas Gerais contaram as horas para comemorar e viver um encontro grande e, por isso mesmo, raro.
Um belíssimo salão num clube local foi contratado. Muitos vinham chegando desde manhã, pois o ápice da festa seria um almoço que se estenderia até o final da tarde. Foi um dia bastante alegre, repleto de histórias e fotografias. O único descanso que dei para minha máquina foi mesmo durante a refeição. Garçons não paravam nenhum instante, iam e vinham servindo-nos o tempo todo. Uma mesa bem decorada e cheia de chocolates e frutas era um convite brilhante para adoçar a boca depois do almoço.
Perto das quatros horas da tarde, a maioria dos convidados pararam o que faziam para assistir o jogo da seleção brasileira. Eu, minha mulher, meus cunhados e alguns primos decidimos dar um passeio pela cidade e esquecer o futebol. Com a máquina fotográfica em mãos fui registrando o percurso que fizemos, as palhaçadas e lugares belos que encontrávamos, aliás, Três Rios é realmente uma bela cidade.
Depois de uma boa caminhada e de muitas fotos, chegamos na praça. Lá estava sendo realizado um evento, a "Semana do Cafona". Tinha uma banda de jovens ensaiando por ali. Muitos enfeites e até vários manequins sobre a fonte de água, vestidos de acordo com a "cafonice" do evento. Eu estava encantado com a cidade, pensando até em deixar a capital carioca para morar numa cidade do interior como aquela. No meio de todo meu encanto, ouço a voz de um homem ao meu lado esquerdo, pouco atrás de mim:
- Será que o senhor poderia tirar uma foto da gente? - e eu imediatamente respondi que sim. Fiquei pouco assustado, pois isto não tinha me acontecido antes, numa cidade desconhecida e com pessoas que nunca tinha visto.
- Eu nem preciso ficar com a foto, mas assim você tira foto dos dois lados da cidade. Pra registrar tudo mesmo daqui. Espera pra gente fazer uma pose.
Assim fizeram e assim fotografei. Por todo o encantamento que sentia naquele momento e ainda mais pela simpatia única deles, elegi esta como minha melhor foto. Não pela qualidade ou técnica fotográfica, mas pela história toda que carrega consigo. Conversamos um pouco mais e logo eles se foram, e continuaram a procurar nos cestos da praça por latinhas de alumínio usadas.

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