17/09/2009

JN: modo de fazer

Lendo o artigo de Antonio Brasil (Jornalista, doutor em Ciência da Informação, professor da UERJ) no Observatório da Imprensa, intitulado "O dicionário Bonner", tive a idéia de partilhar algo com vocês, leitores.
O citado artigo fala sobre William Bonner, seu recente livro "Jornal Nacional – Modo de Fazer" e ainda utiliza outra recente publicação da Ed. Globo, escrita pelo chefe de jornalismo da emissora, Ali Kamel e seu "Dicionário Lula – Um presidente exposto por suas próprias palavras". Antonio Brasil cria um Dicionário Bonner utilizando o "inédito método" de Ali Kamel para traçar perfis. Simplesmente genial.
Minha partilha informativa fica por conta da reprodução de alguns trechos do recente lançamento de Bonner, verdadeiros pensamentos filosóficos sobre Comunicação, Jornalismo e muito mais, que certamente trarão novas diretrizes acadêmicas aos futuros profissionais da não regulamentada profissão jornalística.
Começando o livro:
"Como eu já disse, todo mundo conhece, todo mundo sabe o que é o Jornal Nacional. Mas eu preciso começar o livro de algum jeito – e é recomendável que seja do começo"
Um Platão jornalístico-tupiniquim:
"A física chama de matéria aquilo que ocupa espaço, que tem massa. Numa perspectiva mais, digamos filosófica, o mundo da matéria pode ser o oposto do mundo das idéias. O concreto versus o abstrato. Mas jornalistas dão o nome de "matéria" a reportagens."
Uma encíclica filosófica:
"Para o bem-estar de todos e a felicidade geral dos povos, o ato de assistir à televisão é decisão do indivíduo – postar-se diante de um aparelho receptor ligado, para a imensa maioria das pessoas, é apenas isso: um corpo humano diante de um aparelho eletrônico."
Livre-arbítrio:
"Temos, assim, um ser humano diante de um equipamento eletrônico. E a beleza filosófica do livre-arbítrio."
O Jornal Tostines:
"O JN faz sucesso porque está há 40 anos no ar? Ou completa 40 anos porque faz sucesso?"
Auto-conhecimento:
"...Porque pautas boas, de verdade, são as que afetam a vida das pessoas. E somos todos pessoas ali naquela sala, ora bolas."
Escolhas e sintomas:
"Na televisão, quem não quiser saber a opinião do telejornal ou de seu editor-chefe não terá mais que três opções: ou desligar a TV, ou trocar de canal ou emudecer o aparelho até que o comentário termine. Pessoalmente, como profissional de telejornalismo há quase 25 anos, devo confessar que essas três situações me provocam alteração no ritmo cardíaco, dor no baço e uma sudorese constrangedora."
Enfim, para finalizar e concluir o final deste texto em seu término:
BOA NOITE!

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