04/09/2009

Mediocridade sem limite

Um italiano da um selinho em sua filha. Um casal de brasileiros, moradores de Brasília, denuncia o italiano, que foi prontamente preso. O hábito comum na Itália foi mal visto pelos brasileiros que, repletos de moralismo, sentiram-se incomodados com o que viram.
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Particularmente, desconheço qualquer caso de pedofilia ou estupro em qualquer parte do mundo que tenha acontecido em local semelhante a uma piscina de um quiosque beira-mar lotado de turistas. Normalmente o crime acontece em local escondido, longe dos olhares alheios, exatamente para não ser denunciado ou preso. Mas a criatividade brasileira vai além do bom senso e denunciou um hábito normal para os italianos, russos e outros povos.

Nesta reportagem do Jornal Hoje, o homem que fez a denúncia explica (?) seus motivos e relata aquilo que considerou absurdo: num intervalo de trinta minutos, o pai beijou a filha por duas vezes, amarrou o biquini da filha de 8 anos de idade e, segundo ele, passava as mãos em partes íntimas da criança. Será mesmo que um pai faria isto numa piscina de um quiosque beira-mar repleto de turistas? Ou será que este denunciador está tentando manter a "razão" (?) de sua denúncia a qualquer custo?

O fato é que não existe nenhum indício de estupro ou violência sexual do pai italiano para com a menina de oito anos. O fato é que o pai foi preso porque os turistas brasileiros sentiram-se ofendidos com o que viram e por isso fizeram a denúncia. Sentir-se ofendido é um direito de qualquer cidadão de qualquer parte do mundo, mas acusar um pai italiano de tentativa de estupro por um hábito comum em seu país é ridículo e vergonhoso.


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