24/09/2009

Paes não quer Rio/São Paulo

A Team, companhia aérea regional, deve inaugurar a ponte aérea Rio - São Paulo, com passagens no valor de R$ 280,00. A ponte será feita entre os aeroportos de Jacarepaguá e Campo de Marte, mas a data oficial ainda não foi confirmada.
O prefeito carioca Eduardo Paes criticou e prometeu comprar briga:
"A Anac podia criar o hábito de conversar com a prefeitura e com o governo do Estado. Podia ter a gentileza e delicadeza de consultar a prefeitura sobre o que ela acha de se colocar uma ponte aérea no Aeroporto de Jacarepaguá".
Paes ressaltou que usará todos os meios para impedir a ponte aérea e também afirmou que só soube da determinação da ANAC pela imprensa:
"É um desrespeito com a população da Barra. Ninguém ali quer ponte aérea. A prefeitura vai brigar contra. E eu digo brigar porque eu queria poder dizer que eu vou argumentar contra, mas como a Anac tem um péssimo hábito de nunca consultar a prefeitura sobre nada, eles vão ter briga".
A deputada federal Solange Amaral disse já ter solicitado uma reunião com a presidente da Anac, Solange Paiva Vieira, para discutir a questão:
"Começam dizendo que vão ser poucos vôos e ninguém sabe como acaba a história. Não podemos deixar a região virar Congonhas".

Há quem pense diferente. O diretor da Associação de Moradores do Tijucamar e Jardim Oceânico, Abdon Elias Alli, vê inúmeras vantagens na criação de voos regulares Rio-São Paulo a partir de Jacarepaguá:

"Para os moradores de Barra, Recreio e Jacarepaguá, será uma economia de tempo e de dinheiro. Hoje, com os engarrafamentos, uma viagem para São Paulo, que levaria 40 minutos de avião, dura 1h30m, 2h, pelo tempo que se perde no tráfego".

Particularmente, gostaria que o prefeito Eduardo Paes tornasse pública a pesquisa que deve ter em mãos afirmando que ninguém na Barra quer ponte aérea. Além disso, seria importante notar que os interesses da cidade do Rio de Janeiro não se resumem aos interesses da Barra da Tijuca.

Sobre o hábito de criar diálogo com a Prefeitura, recomendo que a Prefeitura utilize o mesmo recurso. Embora seja de outra administração, não me lembro de o povo carioca ter aprovado a construção da hiper-faturada Cidade da Música (ex-Roberto Marinho) em detrimento de outros serviços essenciais. O mesmo com o Governo do Estado, sobre a construção do Museu da Imagem e Som em Copacabana, em detrimento de outros serviços também essenciais. A riquíssima cidade do Rio de Janeiro ainda carece de saúde, educação, saneamento e outros, mas nem por isso vejo diálogo das administrações públicas com o povo.

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e O Globo On-Line.

0 comentários:

DEIXE SEU COMENTÁRIO. SUA VOZ É IMPORTANTE.