23/09/2009

Suposto atentado contra Zelaya

Zelaya denuncia plano para matá-lo e rejeita eleições manipuladas - O presidente golpista de Honduras, Roberto Micheletti, afirmou, na noite desta terça-feira (22), estar disposto a dialogar com Manuel Zelaya para resolver a crise que vive o país, desde que o líder deposto reconheça a convocação de eleições para o dia 29 de novembro. Zelaya repudiou o convite e acusou Micheletti de “manipulação”. Também denunciou um plano do governo golpista para invadir a embaixada brasileira e assassiná-lo.
De acordo com Zelaya, o governo interino do país pretende capturá-lo e assassiná-lo, o que incluiria uma invasão à embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde ele se refugiou depois de voltar de surpresa ao país.
"Hoje estamos sendo ameaçados. Hoje (quarta-feira) à noite vai-se tomar a embaixada do Brasil", disse Zelaya ao canal venezuelano de TV Telesur, citando informações que teriam sido passadas por uma jornalista desse próprio canal, ligado ao governo esquerdista de Hugo Chávez.
"Supostamente há um plano, seja de captura ou assassinato, (a jornalista) diz que já há até os legistas para declarar que é um suicídio", disse Zelaya. O governo interino alertou que prenderá Zelaya se ele sair da missão diplomática do Brasil, que por sua vez garantiu a segurança do presidente deposto e alertou os líderes hondurenhos que não aceitará afrontas à sua embaixada. A comunidade internacional pediu calma.
"Advirto à comunidade internacional. Eu, Manuel Zelaya Rosales, filho de Hortênsia e José Manuel, não se suicida. Está vivo, lutando por seus princípios e por seus valores, com firmeza. E prefiro morrer firme que ajoelhado perante esta ditadura. E que isso fique muito claro perante esses tiranos que estão querendo governar este país pelas armas," acrescentou.
Sobre as condições impostas por Micheletti para que se estabeleça um canal de discussão a fim de encerrar o impasse em Honduras, Zelaya declarou: "Não há vontade de resolver a crise em Honduras e a convulsão que vive o país depois do golpe. (Os golpistas) devem deixar de manipular a opinião pública, eu vim aqui para que o diálogo seja direto, para que não tenha comparsas, nem nenhum tipo de distúrbios", ressaltou o presidente deposto, que retornou a Honduras segunda-feira (21).
Além de condicionar um diálogo à realização das eleições de novembro, Michelleti ainda "exigiu" que a conversa se dê entre "interlocutores parcias". O chanceler do governo golpista, Carlos López indicou que a conversa proposta deveria se desenvolver "no marco da Constituição hondurenha", e sugeriu que inclusive se pode iniciar na próxima semana, com o apoio de uma comissão de chanceleres de países-membros da OEA (Organização dos Estados Americanos).
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