25/11/2009

Ainda sobre a redução do IPI, é importante pontuar momentos diferentes que precisaram de ações diferentes. As indústrias automobilísticas continuam ganhando muito, mas o governo deveria notar que apenas 20% do pessoal mandado embora ano passado foi recontratado. Existem outros interesses em jogo, ou seja, existem outros pontos que precisam de reflexão..
E por falar em interesse e transporte, ouvi de uma fonte do governo do Rio de Janeiro que a tentativa de regulamentar os transportes feitos com as Vans nada mais foi que uma medida para atender um pedido dos proprietários das empresas de ônibus, que dividem o transporte com Vans e Kombis. A forte queda na arrecadação destas empresas de ônibus fez com que seus donos pressionassem o governo, que por sua vez os atendeu e sufocou os donos de Vans e o público, cidadãos que pagam impostos, pois até onde sei, preferiam o sistema antes da tendenciosa regulamentação.
Enfim, fiquem com o pontual comentário de Nassif sobre os flex e o IPI:
Por Luis Nassif - O Ministério da Fazenda teve papel essencial no abortamento da crise do ano passado, com um conjunto muito rápido e eficiente de medidas pontuais que acabaram criando a massa crítica necessária para reverter o jogo.
Com isso conseguiu derrubar o tabu de que o Estado não poderia praticar ativismo econômico.
Agora, é importante não exceder e comprometer a ferramenta. Isenção de IPI para carro-flex, a propósito de serem menos poluidores, não têm nenhum sentido. Os carros flex já se constituem na maioria dos carros vendidos no país. Proceder a uma desoneração ampla na economia, como maneira de estimular a atividade econômica, é uma coisa. Expor-se a acusações de ser discricionário no uso dos instrumentos de isenção, é outra.

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