08/12/2009

Índios ameaçam fazer "rio de sangue"

Os povos indígenas do Xingú ameaçaram o governo brasileiro com um "rio de sangue" se não for paralisado o projeto de construção de uma grande hidrelétrica na Amazônia. Em carta enviada ao presidente Lula e outras autoridades, os índios responsabilizam o Executivo pelo que acontecerá aos executores da obra, aos trabalhadores e povos indígenas se continuarem o projeto da represa de Belo Monte de "forma arbitrária".

"O rio Xingú pode converter-se em um rio de sangue. Que o Brasil e o mundo saibam o que pode ocorrer no futuro se os governantes brasileiros não respeitarem nossos direitos", alertam os índios em carta, difundida pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), organização ligada à Igreja Católica.

A obra de Belo Monte será licitada em 21 de dezembro e, segundo o projeto, será a segunda maior hidrelétrica do país, depois de Itaipu. Será construída em Altamira, no estado do Pará, em plena selva amazônica. O plano da obra pretende inundar cerca de 440 quilômetros quadrados, afetando direta e indiretamente a 66 municípios e 11 terras indígenas, desabrigando dezenas de milhares de pessoas de suas casas.

(Notícia originalmente publicada em El País com livre tradução deste que vos escreve).

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