07/12/2009

Ombudsman repudia matéria da FSP

O ombudsman, Carlos Eduardo Lins da Silva, da Folha de São Paulo, neste domingo (06/12), repudiou a publicação da coluna de César Benjamin sobre supostos (ou melhor, falsos) comportamentos do presidente Lula. Sem nenhum enfeite discursivo, foi direto ao ponto e descreveu o comportamento do jornalão:
"Só quem crê dispor de certezas prévias inabaláveis, como os fanáticos religiosos ou políticos (muitas vezes são a mesma coisa), pode se achar capaz de distinguir verdade e mentira com base só em palavras."
A publicação dessa crítica mostra a tentativa da Folha fazer um 'mea culpa' e reverter a imagem negativa que o impresso angariou neste ano. Pensando ainda dispor do poder do passado, o jornal esqueceu de um simples fator: a web 2.0. Blogueiros, jornalistas e cidadãos brasileiros foram firmes ao repudiar com veemência mais um factóide publicado. A campanha iniciada na internet pelo cancelamento das assinaturas da Folha e da UOL obteve resultados, visto que este 'mea culpa' ,através do discurso de seu ombudsman, é um exemplo disso.
Das 219 mensagens dirigidas ao ouvidor do jornal, apenas nove elogiaram a Folha. Foi uma aberração jornalística continuada ao longo de dez dias, movimentando o país contra esse absurdo. A queda nas vendas do jornal e a campanha movida por internautas (o poder dos fluxos) conseguiu ecoar na sala da diretoria da FSP (os fluxos do poder).
O jornalão ainda tentou impedir um blogueiro de publicar banners pedindo o cancelamento das assinaturas do jornal e da UOL, e mais uma vez, o 'tiro saiu pela culatra'. Episódio lamentável de um impresso que passei lendo diariamente por longos anos; reflexo de parte da sociedade brasileira que ainda acredita ser capaz de veicular factóides disfarçados de jornalismo sem nenhuma reação consciente.
(Com informações do comentário radiofônico feito por Alberto Dines)

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