23/01/2010

O que se deve saber: PNDH 3


"Está aí para quem quiser ver (mas parece que ver ou ler realmente não importa, importa apenas especular): o Programa Nacional de Direitos Humanos. Precedido pelo numeral 3, indicando que não é o primeiro nem o segundo, mas o terceiro, seguindo uma ordem que remonta ao governo de FHC, o Plano é constantemente acusado de ser uma manobra da esquerda totalitária. Como o Programa pode ser de uma esquerda totalitária? A não ser que FHC e seu PSDB sejam de esquerda. Não são! Nem FHC nem o Plano. Dizer que o Plano é de esquerda é uma estratégia que visa tão somente ao esvaziamento da discussão." - José Edicarlos de Aquin, pesquisador discente da Universidade Estadual de Campinas, Brasília, D.


"Em linhas gerais, o debate sobre o PNDH revela ao menos duas vertentes fortes na compreensão de direitos humanos: de um lado, os que aceitam os direitos humanos, quando os aceitam, mas apenas para si próprios ou para proteger seus privilegiados interesses privados e privatistas; de outro, os que compreendem direitos humanos como conteúdo substantivo da luta cotidiana para que cada pessoa possa ser o que quer ser e não como uns ou outros gostariam que fosse" - Paulo César Carbonar, mestre e professor de Filosofia no Instituto Berthier (Ifibe, Passo Fundo, RS) e conselheiro nacional do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH)

"Oportuno lembrar que esta é a terceira versão do Programa. Em 1996 e 2002, o então governo FHC (demos e afins) tentou apresentar para a sociedade projetos semelhantes que encontraram resistências e pouca participação social. O detalhe é que nas duas situações anteriores os mesmos setores que agora atacam abertamente optaram por um "educado" silêncio!" - Sérgio Luiz Gadini, jornalista, professor, porta-voz do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) Comitê Ponta Grossa, PR.

(Trechos retirados de artigos publicados originalmente no sítio Observatório da Imprensa).


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