16/03/2010

Em vez da boa política, chantagem pura e simples

Por Juca Kfouri - Que a emenda Ibsen Pinheiro é polêmica e prejudica estados como os do Rio de Janeiro e Espírito Santo parece claro.
Daí a reagir com simulação de choro, ranger de dentes e chantagens do tipo renunciar à Olimpíada-2016 e à Copa do Mundo de 2014 no Rio vai uma grande distância, embora seja exatamente isso que o governador Sérgio Cabral Filho esteja fazendo.
Os recursos do pré-sal, por exemplo, vale repetir, nem podem ser citados como previstos para investir na Olimpíada porque quando a candidatura do Rio foi lançada não se tinha a menor ideia de seu potencial.
Decretar ponto facultativo nesta quarta-feira no Rio para que os funcionários públicos possam ir ao protesto organizado pelo governador é outra forma rasteira de se fazer política, principalmente porque esses mesmos funcionários quando protestam ou fazem greve são tratados à base de cassetetes, bombas de efeito moral etc, como aconteceu em setembro passado –.e pode ser visto na foto abaixo.
E o clima de chantagem acaba por criar, nacionalmente, um clima de antipatia em relação às reivindicações dos fluminenses e capixabas, caldo de cultura para o Senado ratificar a decisão da Câmara dos Deputados e dificultar um eventual veto de Lula.
Em tempo 1: sem se dizer que o governador não chorou nem se moveu de sua mansão em Mangaratiba, tão próxima à tragédia que se abateu sobre Angra dos Reis na passagem do ano.
Em tempo 2: este mesmo Carlos Nuzman que agora vê quebra de contrato com o COI caso seja aprovada a emenda, é aquele que prometeu legados ao Rio-2007 e que, na semana passada, disse que o Pan não deixou legado algum porque a ODEPA não exige que deixe, diferentemente do COI.
Dá para acreditar nesta gente?
(Cartum de Roger).

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