22/03/2010

Sobre o Big Brother Brasil

Não gosto de escrever sobre o Big Brother Brasil. O motivo é simples: penso que já produzi o bastante sobre o assunto (um ou dois textos). Se o leitor pesquisar na internet, verá um infinidade de críticas e análises suficientes sobre o programa.  O próprio país de origem do Big Brother produziu apenas 4 edições do programa. Naquele país, a TV pública (educativa), tem mais audiência. 
No Brasil, o cenário é diferente. Empresas particulares de comunicação (também conhecidas como impressos e concessões de rádio e televisão), gostam de denegrir os canais públicos. Dizem que só Deus assiste os canais públicos (seriam os deuses holandeses?). Se lá foram somente 4 edições, aqui já estamos na décima e, conforme noticiou o CQC da semana passada, a Globo está negociando mais seis edições do reality.
Muitos artigos criticam a décima edição desse mais do mesmo, quer dizer, Big Brother Brasil. A união de participantes coloridos e dourados foi como colocar o preto no branco. A declaração de Marcelo Dourado sobre heterossexuais não contraírem HIV deu o que falar. A recomendação do jornalista, apresentador, poeta e membro do Instituto Millenium Pedro Bial, para que os telespectadores entrassem no portal do Ministério da Saúde, também. Talvez Bial não saiba que apenas 35% da população brasileira acesse a internet e que os outros 65% também tem direito de saber sobre a doença.
A emissora respondeu as críticas ao episódio, dizendo que não tem responsabilidade sobre as declarações dos participantes da nave BBB. Então, posso ganhar uma concessão pública de televisão e transmitir cenas de discriminação em horário nobre, por exemplo, e depois declarar que não tenho responsabilidade sobre o que as pessoas fazem? Talvez eu tenha exagerado, pois a emissora só transmite as imagens do programa que produz (mas isso não quer dizer que seja responsável?). No mais, ainda bem que Deus só assiste os canais públicos de televisão no Brasil.
Num outro episódio do reality show, quando Serginho flertava com Fernanda, o mesmo Dourado declarou algo como quem sabe ele não se regenera. Como se homossexualidade fosse doença. E você, caro leitor, esperaria que o paizão dos brothers, Bial, corrigisse o comentário dourado? Claro que não. Afinal, a concessão pública de televisão (Rede Globo), não tem responsabilidade sobre isso. Será que é essa a liberdade de expressão que eles tanto defendem? Tomara que Deus deixe de assistir a TV Brasil e nos ajude.

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