21/05/2010

Adocu: Twitter de uma nota só

Apostando na Era da Síntese, o Twitter limitou o tamanho das mensagens a 140 caracteres. Muitas outras mídias sociais foram na onda, tentando, de alguma forma, inovar. Mas, neste contexto, quem realmente acertou foi a Adocu, social media de uma palavra só.
Em um primeiro momento, parece estranho: como vamos nos expressar em poucos dígitos? É possível passar uma mensagem completa com um número muito limitado de letras? Esta social media realmente vai despertar interesse dos internautas? Preciso realmente usá-la?
Experimente! De um modo divertido, a Adocu nos torna mais objetivos e – o melhor – poupa tempo. Dizer todo um contexto em uma só palavra exige, além de agilidade, um conhecimento linguístico e uma forte expressão. Afinal, toda carga de gestos e palavras precisa ser condensada e consolidada em um espaço mínimo.
Trata-se, portanto, de um exercício diário. Imagine, por exemplo, se você optar por pedir pizza via Adocu. Você pode montar uma sequência de mensagens: delivery, "pizza", "meia", "calabresa", "meia", "rúcula".
É preciso agilidade
Pode ainda, se desejar, convidar, de última hora, seus amigos para uma festa: "festa", "hoje", "21h", "aqui". Simples e prático. A resposta, provavelmente, será: "Vou". Ou ainda: "Confirmado".
Apesar de inovador e com uma proposta totalmente diferenciada, a Adocu ainda não conseguiu uma forte adesão no Brasil, restringindo-se ainda aos apreciadores de social media. Eles denominam esta ferramenta de nano-blogging (one word blogging) para justamente diferenciá-la do Twitter e afins (micro-blogging), que, na maioria das vezes, propiciam mensagens de no máximo 200 caracteres.
Há, no entanto, algumas formas de deixar a Adocu mais atraente. Se a ferramenta não aceita espaços, pontos e sinais, como traços e barras, pode-se juntar todas as palavras em uma só. Lembra da pizza? Podemos, de uma vez só, simplesmente dizer: deliverypizzameiacalabresameiarúcula.
Voltamos também à festa. É possível, em uma mensagem, fazer o convite: festahoje21haqui. Difícil de compreender? Talvez no início. Mas, aos poucos, a Adocu muda hábitos e consolida consumos.
É um regresso interessante à pré-história, na qual homens precisavam decifrar sinais para sobreviver. Mas, agora o tempo não está ao nosso lado. É preciso ter agilidade para não perder festas e para comer a pizza certa.

(Escrito por Rodrigo Capella e publicado no OI)

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