31/10/2010

A barra pesada da CBN - Globo contra jornalistas

Atualmente curso o 6º período de jornalismo na FACHA. Dentre meus professores, um deles também trabalha na CBN-RJ, emissora de propriedade das Organizações Globo. Trabalha não, trabalhava. Foi pressionado por trabalhar numa rádio jornalística e querer fazer jornalismo. Não entendeu? Pois bem, não dá pra entender. 

O caso é que a concessão pública de comunicação não mediu esforços para plantar o factóide mais vexaminoso da história desse país, também conhecido como a bolinha de papel em José Serra. Envolveu tomografia, manipulou discursos, vídeos e ainda contou com a ajuda de outro duvidoso "profissional", o Molina.

A emissora Marinho, com sua pseudo-imparcialidade, mas na verdade apoiando o candidato azulzinho, foi desmascarada pelo SBT. Porém, como besteira pouca é bobagem, a concessão PÚBLICA de rádio e televisão continuou publicando o maior embuste da história tupiniquim. E não só isso: pressionou jornalistas que queriam fazer jornalismo. Esse é o caso de meu professor, grande porfissional, Luciano Garrido. O relato que segue abaixo foi escrito por Weden e foi publicado no site de Luis Nassif:

Poderíamos fazer um levantamento dos jornalistas que foram constrangidos nas redações brasileiras por conta desse engajamento nada sutil da velha mídia na campanha de Serra.

Que a imprensa tenha lá seu favorito, sem problemas, desde que não venda gato por lebre, desde que se não mascare de imparcial.

Mas constranger jornalistas que querem fazer o seu trabalho, com a convicção de quem acredita que o jornalismo pode ser minimamente isento, aí é demais.

Se o repórter, o redator, mesmo o chefe de reportagem não querem produzir reportagens tendenciosas, que ele seja respeitado; que o o veículo procure outro afeito a esse tipo de prática. Sempre encontrará.

Seria importante o relato de gente que sempre trabalhou com honestidade, em nome do bom jornalismo, e foi sequestrado no seu direito de não ser tendencioso, de não ser parcial ao extremo.

O caso de Luciano Garrido, chefe de redação da CBN-RJ, é um exemplo de quem leva o jornalismo a sério, mesmo que isso lhe custe problemas como os causados pela diretora Mariza Tavarez. Extremamente sufocado, ele não conseguiu seguir e pediu demissão.

O motivo foram os questionamentos e "limites" impostos por Mariza à cobertura do episódio "Bolinha de Papel do Serra". Luciano não aceitou dar sequencia à farsa.

A mesma "bolinha de papel" também parece ter feito vítimas na redação de SP, informação que precisa ser confirmada.

Nas eleições passadas, jornalistas se rebelaram contra a Globo. Alguns saíram ou foram "saídos". Nesta eleição, até colunista foi demitido pelo Estadão por se posicionar de forma independente.

A liberdade de imprensa não existe na redação da velha mídia.

Na CBN, por exemplo, só tem vez quem está com Serra.

Paciência. Eles têm a grana. Mas jornalistas como Luciano Garrido têm honra e encontrará um bom lugar para pôr em prática o seu talento.

3 comentários:

  1. Deve ter sido muito constrangedor mesmo..Parabéns pela divulgação! Vou continuar acompanhando esta notícia. Beijos!

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  2. Constrangedor é termos uma concessão pública de rádio e televisão que veicula factóides absurdos e ainda pressiona os jornalistas que simplesmente querem fazer jornalismo. Isso sim é absurdo e constrangedor. Luto e lutarei pela democratização dos veículos midiáticos no Brasil.

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  3. Putz. Apenas agora tive notícia desse caso. Raramente ouço rádio e pelo que me lembro a TV nada divulgou a seu respeito. Na época do ocorrido havia poucos meses eu tinha deixado de ser aluno do Garrido. Ele era um professor exigente. Pedir demissão foi decerto um ato de coragem. Mas o que eu faria seria simplesmente me recusar por cláusula de consciência a executar o trabalho conforme a designação deturpada. E buscaria respaldo na lei. O inconveniente, se ocorresse, seria que a empresa poderia injustamente demiti-lo por "justa causa" aproveitando-se da morosidade do judiciário brasileiro ou de sua força econômica e ideológica para constranger e corromper seu exercício legítimo. Dessas corporações eu posso esperar qualquer coisa.

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