15/02/2011

Onde reside o poeta

Nas mãos sedentas que escrevem
ou nos olhos carentes a ler:
Onde reside o poeta?
N'alma do autista solitário
ou nas curvas da flor que quero crer?
No vento que arrasta areia na pele,
que cega e empurra-nos sem saber?
Ou no choro emputecido de impotência,
pois diante da vida há tão pouco a fazer?
Onde reside o poeta?
Aquele tolo insano
que arrebenta a morte,
adiando a inexorável partida
do alvorecer...
Onde, que eu quero saber?
Pois se inunda-me com teus planos
desejo, ao menos, lhe conceber...

0 comentários:

DEIXE SEU COMENTÁRIO. SUA VOZ É IMPORTANTE.