10/04/2011

#Realengo - a violência gratuita que suportamos e a que provocamos

Não fosse um detalhe, a manchete do Jornal Extra, das organizações Globo, estaria em correto acordo com a informação do primeiro parágrafo do texto. A pequena confusão do jornal parece ser a mesma dos cidadãos que depredaram a casa em questão. A manchete se refere ao passado e o início do texto ao presente.

Os jornais estamparam, ainda na sexta-feira, a foto desta casa, dizendo que esta era a residência na qual Wellington Menezes passou a infância, perto da escola onde ocorreu a tragédia. Já faz um tempo que ele não morava mais lá. Quando vi a veiculação da fotografia, meu primeiro pensamento foi: coitada desta casa e de quem lá morar. Dito e feito.

A publicação da imagem não ajudou em nada no esclarecimento do bárbaro crime e nem em sua compreensão. Qual a lógica que moveu a publicação? Os jornais e os jornalistas, assim como os cidadãos do mundo todo, ficaram chocados com a tragédia. Na falta de material que ajudasse a explicar os crimes, na pressa de preparar um caderno especial, saiu publicando pedaços de tudo o que tinham conseguido, ou seja, qualquer coisa. Resultado? Apedrejaram a casa de uma pessoa inocente, com posterior direito a uma notinha fotográfica no jornal.

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