30/07/2011

Ensaio sobre o homem



Nascem os humanos para crescer

E com alguma vitória vivem para então morrer.

Nascer, morrer (eis a igualdade humana).

Crescer, viver (eis a vitória de alguns).

Pequenos, os humanos são repletos de ingenuidade

E padecem de ajuda alheia. Sim,

Desde cedo padecem em mãos alheias,

Estas que pensam orientar rebentos.

Por convivência, aprendem símbolos diversos

E passam a comunicar o incomunicável.

Assim, temores e alegrias são compartilhadas,

Desejos e necessidades são satisfeitas...

Para as mãos repletas de condições

O afago sublima a súplica.

Para outras tantas mãos

Restam as aflições e as culpas.

Os que vencem a morte temporariamente,

Crescem tanto que param de crescer:

Tornam-se humanos dotados de mãos e símbolos

Dispostos a outro pequeno vindouro enriquecer.

Crescidos, buscam razões para a vida

Enquanto outros discursam sobre o esquecer.

Inundam-se de prazeres, os vitoriosos,

Enquanto outros desejam somente viver.

O homem é uma besta indefinível

 E seu ser transborda incoerência.

Como posso eu ousar a escrever

Um ensaio sobre sua suposta existência?

Penso nos homens mas só vejo mãos,

Que sufocam ou afagam outras iguais e,

Assim, perpetuam sua condição,

Raramente transgredindo-a. 


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