16/10/2011

O Jornalismo Vaudeville e a Marcha



O vaudeville foi um gênero de entretenimento de variedades muito característico dos EEUU e Canadá. Existiu entre os séculos XIX e XX. Desenvolveu-se a partir de salas de concerto, apresentações de cantores populares, circos de horror, literatura burlesca e museus baratos. Em solo americano, o vaudeville se tornou um dos mais populares (e rentáveis) empreendimentos. Todas as noites eram levadas ao palco uma série de números, sem nenhum elo entre eles. Músicos, dançarinas (os), comediantes, animais treinados, mágicos, imitadores, acrobatas, atletas, cantores de rua, peças de teatro e filmetes.

As oligarquias midiáticas estão incorporando esse conceito ao jornalismo. Apresenta um bloco policial farto de sangue, um bloco de tragédias naturais repleto de odor de morte, um bloco contra qualquer movimento social (opa! Qualquer não!).

- E a Marcha da Família com Deus pela Liberdade?

Pois é... Hoje, os editores-oligarcas correm para desqualificar o Occupy Wall Street, porque interfere na ‘liberdade’ das grandes empresas e não é interessante que o povo pense e forme opinião própria. O povo deve ser bovino. E o Occupy Wall Street é um movimento de baderneiros que se recusam a se recolher a sua insignificância e que se negam a deixar os ricos ficarem mais ricos custe o que custar.


- Tá... mas e o Cansei?

Para dar uma ‘amaciada’ no couro do bovino, o jornalismo vaudeville apresenta sua faceta Wando: quando faz matérias rasgando seda, puxando o saco, babando ovo e jogando calcinhas (falando em calcinha e a Gisele?). A última grande matéria do jornalismo vaudeville-wando foi com a Presidenta Dilma e Patrícia Poeta, que mesmo rasgando seda, lascou uma pergunta para complicar a vida da presidenta que calmamente, em meio ao ‘toma lá dá cá’, desferiu um hadouken e desmontou a Poeta.

- Tá... mas e a Marcha Contra a Corrupção?

Tá bom, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi organizada por setores conservadores da sociedade que se uniram em repúdio à Jango e aos regimes comunistas do mundo. E teve apoio das oligarquias da mídia.

O Cansei foi um movimento organizado por riquinhos para os riquinhos que não estavam gostando de ver os pobres voando de avião, melhorando de vida e com emprego. E teve apoio das oligarquias da mídia.

A Marcha Contra a Corrupção foi um movimento ‘apartidário’ com apoio de partidos políticos, políticos, que liga a corrupção a um partido político e que serviu de ferramenta de apoio à propaganda partidária de um partido. E mesmo com a ‘faxina’ que Dilma está fazendo no governo, exonerando pessoas ligadas à corrupção, surge esse movimento ‘apartidário’ empunhando vassouras em locais governados pela base governista. Em SP, cujo governo é tucano, não tinham vassouras. Então, em SP não tem corrupção? E o mensalão da ALESP? E o caso do metrô? E o caso Siemens?

A subversão e o anticomunismo de antes, é a ‘corrupção’ de hoje, o cansei de ontem e o Deus de anteontem.

- Tá... mas o que tem a ver o cu com as calças?

Primeiramente, não me agrada cu sem acento. Sou a favor que todo cú tenha acento.

Como as oligarquias midiáticas estão se posicionando através do jornalismo e manipulando a população como se fosse uma tropa de gado e na oposição tem um bando de bundão perdido e atirando para todos os lados, creio que possa ser dada uma resposta bem humorada à mídia oligarca e aos movimentos independentes e (a)partidários.

Convoco a 1ª Marcha Nacional para o Cú ter Acento... No Senado.

- Por que no Senado?

Nesta casa ainda existem alguns bundões, então nada mais justo que colocar um acento no cú.

Será que as velhas oligarquias midiáticas cobririam esse movimento?


Anotação na Margem:

- Estou completando minha transição para a anarquia, porém, mantendo os pés na sinistra;

- Toda solidariedade a José de Abreu, vítima do ataque verborrágico e diarréico resultante de um nervosismo intestinal de um setorista da direita;

- Texto escrito ao som de Never Mind The Bollocks dos Sex Pistols.

Por Diego Pignones
Publicitário e pesquisador em Comunicação Social.
Twitter: @diegopignones



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9 comentários:

  1. Me diverti com o texto e aprendi também. To gostando. Yes we cú!

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  2. Eu Apoio!! A 1ª Marcha Nacional para o Cú ter Acento... No Senado. Yes we cú! Yes we cú! Yes we cú! Yes we cú! Yes we cú! Yes we cú! Yes we cú!...

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  3. Entendi: se o movimento nao e patrocinado pelos esquerdinhas ele deve ser detonado. Ok!

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  4. Diego Pignones17/10/2011 19:47

    YES, WE CÚ! YES, WE CÚ!

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  5. Meu caro Fabrício, a questão não é quem patrocina, mas a verdade factual. Se o movimento é apartidário, então não deveria ser patrocinado por partidos, caso contrário, fica nítido que estão querendo passar uma imagem que eles, os partidos, não possuem. Coisas da direita falaciosa que tem vergonha de se assumir. E o pior de tudo é uma Marcha Contra a Corrupção que já nasce corrupta, com os partidos pagando vassourinhas por baixo dos panos.... Que coisa feia. Acho que a direita deveria sair do armário. Só isso.

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  6. Eu me divirto como a direita não tem senso de humor. Yes we cú!!! Vamos apoiar...

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  7. Diego Pignones17/10/2011 22:51

    Fabrício, a busca pela modificação de um status quo deve ser sincera e 100% transparente. Um movimento apartidário que luta contra a corrupção não poderia mencionar partidos (seja de esquerda, de direita ou de centro), nem ser financiado por políticos ou por partidos. Então, seria melhor reconhecer os erros e posicionamentos, senão vai faltar armário.

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  8. Curioso é o caso do occupy por aqui recheado de direitistas com apoio da velha mídia, ou seja, é o cansei entreguista travestido de resistência "apartidária" com uma agenda totalmente entreguista aonde "grandes obras são desnecessárias", pra quem quer erradicar a miséria, grandes obras são o ponto de partida para um futuro melhor. Por que o Brasil não pode e os outros países podem? Pelo menos criem protestos condizentes com a nossa realidade, o occupy nada tem a ver com a realidade brasileira e por isso será um fracasso por aqui.

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