05/11/2011

Terceiro Setor ganha espaço graças à comunicação nas novas mídias

Mesmo sem ter grande apoio da imprensa, as instituições do Terceiro Setor estão ganhando um espaço cada vez maior na internet, avalia a coordenadora de imprensa do Instituto Sou da Paz, Raquel Melo, de 32 anos. De acordo com a jornalista, a comunicação nas redes sociais é um dos principais fatores para as instituições da área conseguirem destaque e atingir o público desejado.

Com passagens pelas equipes de produção e reportagem do Sistema Globo de Rádio, R7 e TV Record, Raquel afirma que muitos veículos acabam dando destaque para as ONGs e outras entidades devido ao ‘barulho’ que este setor está fazendo na rede. “A mídia convencional se vê obrigada a pautar questões sociais porque estes grupos estão fazendo barulho porque estão dominando as ferramentas de comunicação disponíveis e gratuitas”.

Raquel, que antes de trabalhar na grande mídia atuou em outras instituições sociais, analisa ser de extrema importância para a sociedade o papel da comunicação do Terceiro Setor. “Damos visibilidade às pautas de relevância social que trazem questões e soluções para os problemas sociais existentes no Brasil e no mundo”. Miséria, violação dos Direitos Humanos e acesso à educação estão entre os assuntos apontados pela jornalista.

Visão acadêmica
Além da importância social do Terceiro Setor perante a sociedade, as atividades nestas instituições estão cada vez mais profissionais, não sendo mantidas apenas pelo esforço do voluntariado, conforme considera a professora de jornalismo da Universidade Nove de Julho (Uninove) Andreia Alevato. Atualmente lecionando a disciplina “Prospecção e Atualização Profissional”, ela não descarta a possibilidade do ambiente social servir como campo para jovens jornalistas.

Paralelo à carreira acadêmica, Andreia trabalha justamente em uma instituição do Terceiro Setor. Coordenadora de conteúdo do núcleo de comunicação da Companhia de Jesus, mantida pelos Jesuítas do Brasil, a jornalista declara que o trabalho dessas instituições passa a ser mais puxado, não sendo apenas um espaço para ideologias. A professora universitária menciona o próprio trabalho para demonstrar o profissionalismo da área.

“Hoje chega a prova da revista que refizemos o projeto gráfico, mudamos até o perfil do público. Vamos ter uma revista, um jornal interno e cinco newsletters internas, uma de cada região, além da nacional. Também estamos desenvolvendo o portal da entidade, que deve ser lançado no ano que vem. Fora tudo isso, temos a proposta de montar os projetos de TV”, explica Andreia.

(Publicado no Portal Comunique-se e escrito por Anderson Scardoelli)


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