11/01/2012

Onde há fumaça, há enchente, desvios, mentiras...

1 - A tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro, completando um ano, é uma das maiores deste país e ainda corre o risco de se tornar (caso ainda não seja) uma das mais prolongadas. O desvio de verbas públicas que deveriam ajudar aos cidadãos fluminenses devastados pelas chuvas, deslizamentos e mortes, é um ato terrível e inominável. Pena que não comove globais e ativistas (fisiologistas) brasileiros.

Cartoon de Jerry Boursiquot 
2 - Dois anos após o Haiti ser assolado por um terremoto devastador, a reconstrução do país segue os mesmos moldes da Região Serrana do Rio de Janeiro. No Brasil, parte da grande imprensa e alguns partidos transformam os refugiados haitianos em questão de politicagem. Nosso hospitaleiro povo abriga atualmente cerca de 5.470 refugiados. Angola, oficialmente, acolhe 14 mil refugiados.

3 - A situação política e jornalística do Brasil é algo que me lembra a jabuticaba. A grande imprensa tupiniquim, que sem nenhuma dúvida é parcial de direita, nas linhas e entrelinhas, também serve de fonte para setores da esquerda (fisiologista e distante do poder). Gilson Caroni Filho, no artigo intitulado O que move o partido-imprensa, nos fornece um cenário límpido e esclarecedor do que vivemos:
"Claramente partidarizado, o jornalismo brasileiro pratica a legitimação adulatória de uma nova ditadura, onde a política não deve ser nada além do palco de um pseudo-debate entre partidos que exageram a dimensão das pequenas diferenças que os distinguem para melhor dissimular a enormidade das proibições e submissões que os une. É neste contexto, que visa à produção do desencanto político-eleitoral, que deve ser visto o exercício da desqualificação dos atores políticos e do Estado."

4 - No próximo dia 24 de janeiro de 2012, senadores norte-americanos votarão o SOPA (Stop Online Piracy Act), uma lei contra a pirataria na internet que autoriza a Secretaria de Justiça a criminalizar qualquer Web cujo conteúdo seja considerado ilegal ou perigoso pelo governo dos EUA. De acordo com o projeto, a simples colocação de um artigo numa rede social pode motivar a intervenção de Washington.


5 - No mais, já que o verão brasileiro se tornou muito perigoso, vale a pena ler as dicas da ProTeste sobre o que fazer em fortes temporais:
  • Dependendo das condições locais, um pequeno riacho, ou até mesmo um bueiro podem-se tornar áreas perigosas devido ao rápido alagamento em época de verão. Evite estacionar o veículo nas proximidades de locais de drenagem de água, seja no campo ou na cidade.
  • Não subestime o poder da água em movimento. A força com que um veículo pode ser empurrado pela correnteza é surpreendente. Além disso, você pode ser atingido por detritos deslocados pelo alagamento.
  • Durante as enchentes, a água pode subir de nível em alguns minutos. Ao menor sinal de um alagamento, durante um temporal, evite parar o veículo próximo às baixadas do terreno.
  • Lembre-se de que um alagamento pode ser provocado por chuvas que ocorram longe do local onde você se encontra, nas partes mais altas da região e o deslocamento de água vai atingir as baixadas depois de certo tempo. Nesse caso, as condições meteorológicas podem estar boas ao seu redor mas o perigo é ainda maior devido a força de deslocamento da "parede de água".
  • No verão, os alagamentos são mais comuns durante a tarde ou início de noite, uma vez que a formação de temporais depende do forte aquecimento local. Mas eventualmente podem ocorrer em outros horários, como no caso de penetração de frentes frias.
  • Caso você esteja em uma área de baixada sujeita a alagamento, ao primeiro sinal de aumento do nível de água procure um lugar mais elevado para se proteger. É grande a possibilidade de você ser atingido pela "parede de água" formada pela correnteza inicial ou por detritos que se desprendem da superfície.


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