16/04/2012

Bagé pede desculpas ao Brasil

Por Diego Pignones

Dia 11 de abril, em Bagé/RS, um grupo de estudantes, professores, jornalistas e outras categorias de trabalhadores promoveu um ato público para homenagear os desaparecidos políticos, torturados e mortos pelos golpistas da ditadura militar. 

Até aí, tudo normal se considerarmos os atos em frente ao Clube Militar no Rio de Janeiro e os 'esculachos' sociais realizados por jovens em todo o país. Porém, o ato de Bagé foi peculiar. 


A manifestação aconteceu no mesmo horário de lançamento do livro "Médici, a verdadeira história", no Clube Comercial. A publicação é de autoria de Claudio Heráclito Souto e Amadeu Deiro Gonzalez , ambos coronéis reformados. Portando faixas e cartazes com fotos de desaparecidos políticos, os manifestantes entregaram panfletos para os participantes da homenagem ao ditador Médici, natural de Bagé.

A organização do evento enviou um representante para a calçada que mandou um policia militar ficar por ali para garantir a segurança dos participantes. O ato foi pacífico, sem violências físicas ou verbais. 

Ao som de Tom Zé e Geraldo Vandré, os manifestantes leram o nome de todas as pessoas mortas durante o governo Médici. O grupo garante que estarão em qualquer outro evento que homenageie as lideranças da ditadura.

Como dizia um cartaz. Bagé pede desculpas ao Brasil.





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