11/04/2012

Bolaños, logradouros, ditadores e torturadores


Roberto Bolaños, criador, autor e intérprete do Chaves, famoso seriado da televisão, em um vídeo documentário sobre sua vida, narra um interessante episódio sobre sua juventude. Certa vez, retirou uma determinada placa com o nome de uma rua e a pintou, rebatizando-a de Rua Roberto Bolaños, apenas por travessura juvenil. Tempos depois, muitos pedestres já se referiam à rua pelo nome do criador de Chaves.

Assistindo ao documentário, logo tive a ideia: poderíamos fazer algo semelhante por todas as ruas e praças do Brasil. O objetivo seria rebatizar os logradouros tupiniquins que ainda insistem em conservar os nomes de ditadores, torturadores e assassinos de todos os tipos. Um modo pacífico de ver realizada a vontade da maioria do povo brasileiro, cansado de tanta violência no presente, no passado ainda obscuro, nos nomes de ruas, praças e afins.


Por exemplo: Rua Ernesto Geisel. Ao ver as placas com os nomes desta rua, inspirados pela travessura de Bolaños, poderíamos rebatizá-la de Rua Vladimir Herzog. Ditadores, torturadores e assassinos não merecem homenagens com nomes de logradouros. De modo semelhante, não gostaríamos de ver nenhuma rua de Realengo, bairro do Rio de Janeiro, com o nome de Wellington Menezes de Oliveira, que foi o protagonista do episódio que ficou conhecido como o "Massacre de Realengo", numa escola carioca. Penso que este pode ser um modo pacífico e cidadão de se fazer uma ação inteligente, já que os políticos profissionais brasileiros até hoje não se moveram para realizar estes merecidos ajustes.



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