27/05/2012

A ‘arianização’ do patronato do jornalismo e dos pasquinetes

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Os recentes movimentos da CPI do Cachoeira e matérias veiculadas em alguns pasquinetes (veículos que não merecem ser chamados de informativos) estão revelando uma tendência, a ‘arianização’ de alguns setores do jornalismo brasileiro.

Explico melhor, a eventual convocação de Policarpo à CPMI está sendo encarada pela patronagem como uma abertura de precedente perigosa para o futuro. E a ida de Civita para depor em Brasília como uma humilhação para toda classe de ‘jornalistas’.
Ora, se somos todos iguais perante a lei, por que Civita, Policarpo e outros não podem colocar suas alvas bundinhas na cadeira da CPI ou no banco dos réus?
Quer dizer, então, que se pode associar ao crime organizado para produzir matérias e tentar derrubar governos eleitos democraticamente sob a proteção da liberdade de expressão? Mas quando mais de dez mil pessoas se juntam para protestar contra uma publicação que se associou ao crime organizado, não pode? E estes manifestantes, seja no campo virtual ou na vida real, devem ser rotulados de robôs, insetos e peões?
E a democracia? E a liberdade de expressão? Não são fundamentos que vocês defendem, caras-pálidas? E a coerência no discurso?
Na pratica temos pequenos setores do jornalismo que atingem uma parcela raivosa de leitores que desejam ficar acima da lei e de qualquer forma de regulação. Os peões desses movimentos desses setores são blogueiros e colunistas (agitadores de apartamento), que sob a pretensa premissa de credibilidade, lançam discursos ácidos e fomentam a divisão de uma nação.
Pois é.
E a repórter baiana da Band que ao entrevistar um indivíduo preso por assalto e suspeito de estupro, que foi repórter, leitora de mentes, delegada, promotora de acusação, júri e juíza?
Parece que não basta só informar, é preciso julgar e humilhar. E ninguém pode se levantar contra essa postura.
A patronagem, os agitadores de apartamento e seus pasquinetes estão se colocando como uma classe superior, acima de qualquer regulação e de qualquer forma de punição.
São nestas as ocasiões que vejo que conceitos que foram enterrados pela direita raivosa ainda estão cada vez mais vivos como, por exemplo, a luta de classes.
Se fosse num BBB, o Bial faria um discurso de formatura de filmes B e encerraria com a clássica sentença: ‘Famílias midiáticas do Brasil, vem ser feliz. Traz sua bundinha para a CPI.’
Defecamos sentados.
Dormimos com os olhos fechados.
No final viraremos cocô de micróbios.
Somos todos iguais perante a lei.
Classe superior e precedente perigoso é balela.
Aprontaram? Então sifu.

2 comentários:

  1. A carapuça de homens da imprensa,que portanto estão acima do bem e do mal, é velha, rota e desbotada. A liberdade de imprensa que estes indvíduos defendem é só pilantragem para acobertar seus interesses torpes. Eles têm que ir depor na CPI sim, e bem quietinhos. Afinal, estes mesmos que hoje tratam a investigação de uma CPI como ameaça à liberdade de expressão, são os mesmos que fecham os olhos para a sociedade e seus movimentos. Sifu, mesmo.

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  2. Fosse uma imprensa honesta, ela mesma se adiantaria e se ofereceria a depor. Quem não deve, não teme, não é mesmo?

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