05/11/2012

Nota de solidariedade a Daniel Fonsêca

O Intervozes se manifesta contra a criminalização que a empresa de bebidas Ypióca está promovendo com o jornalista e militante do coletivo Daniel Fonsêca.

O Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social se solidariza com o jornalista e militante do coletivo Daniel Fonsêca no processo de criminalização que está sofrendo pela empresa de bebidas Ypióca.

No dia 6 de novembro de 2012, ocorre a audiência de julgamento do processo que a empresa move contra Daniel Fonsêca desde 2007, acusando-o de injúria, calúnia e difamação por se manifestar em defesa dos direitos dos índios Jenipapo-Kanindé e da preservação da região da Lagoa da Encantada, em Aquiraz (CE).


A Ypióca processou Daniel e o professor da Universidade Federal do Ceará Jeovah Meireles, em processos distintos - após declarações feitas em um seminário e pela produção de um artigo que sequer chegou a ser publicado - por eles terem relatado que a empresa utiliza água da Lagoa Encantada (sagrada para o povo Jenipapo-Kanindé) para alimentar seus 4.000 hectares de monocultura de cana para a produção de cachaça, além de poluir o lençol freático com os descartes do processo industrial de fabricação. O processo contra o professor foi finalizado em 2010.

Ações com esse caráter representam a judicialização de conflitos sociais na tentativa de intimidar a divulgação de manifestos, pesquisas e produções jornalísticas que defendam direitos fundamentais violados pela ação de empresas ou de governos. A Ypióca tenta, assim, impedir a produção acadêmica e jornalística sobre sua atuação no país, agindo contra a democracia, a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão da população brasileira.

O Intervozes reafirma seu compromisso com a defesa das liberdades de expressão, de organização e de manifestação e do livre exercício dos profissionais de comunicação.


Brasília, 5 de novembro de 2012.

Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social

2 comentários:

Anônimo disse...

BA LE LA...


Se o sujeito está sendo acusado de "crime", ele tem o direito de total produção de provas.

Dessa forma, ele pode se utilizar de todos os meios, inclusive periciais financiados pelo estado para provar que a Cachaçaria fez oque ele disse que fez.

PROFISSIONAIS DE COMUNICAÇÃO TÊM QUE TER RESPONSABILIDADE. Não é possível que saiam por aí falando merda que não seja verdade (não que seja esse o caso), mas enfim. Se ele falou a verdade, certamente o advogado dele conseguirá comprovar, e isso se reverterá contra a empresa.

Se ele mentiu. Espero que o Conselho dos Jornalistas (é esse o nome?) tome uma medida disciplinar, e contribua para recuperar a imagem dessa categoria tão desprestigiada e desacredita da hoje.

Ed

Anônimo disse...

Entendo, mas na prática não é assim que funciona. Primeiro, nem sempre a justiça se mostra imparcial. Segundo, muitas vezes o jornalista sofre em outros detalhes, como por exemplo, no dinheiro para se deslocar. Exemplo disso é o Sakamoto, de São Paulo, que terá de ir pra Brasília responder ao processo. http://comunicatudo.blogspot.com.br/2012/10/juiza-quer-censurar-blog-por-relatar.html