15/05/2017

Tráfico humano ainda é realidade mundial em pleno século 21

Instalação sobre tráfico humano, no Mariinsky Park, em Kiev – Foto: Divulgação / Organização Internacional para as Migrações (OIM) via Fotos Públicas

Anualmente, mais de 1 milhão de pessoas servem como mercadoria ilegal de traficantes — a grande maioria são mulheres

Por definição, o tráfico humano é o recrutamento, transporte, abrigo ou recebimento de pessoas para o propósito de exploração. Tal ação ocorre por meio de ameaça, uso da força ou outras formas de coerção, rapto, fraude e engano.

Todo ano, cerca de 1 milhão de cidadãos serve como objeto de comércio ilegal entre traficantes ao redor do mundo. O tráfico de pessoas é visto como um dos crimes mais lucrativos, movimentando US$ 32 bilhões anuais e ficando atrás apenas do contrabando de armas e drogas.
Mais de um século após a Lei Áurea, a escravidão caminha lado a lado com a prática de traficar seres humanos — presente nos cinco continentes e de maneira muito silenciosa.

Comparado a outros delitos, pouco se fala do comércio ilegal de indivíduos, no entanto, seus fins são cruéis. Cerca de 98% das pessoas traficadas são mulheres ou crianças, que, em grande parte, acabam caindo para um mercado de exploração e escravidão sexual.

Outros fins deste crime são: o trabalho doméstico forçado, casamentos sem consentimento, servidão, tráfico de drogas, recrutamento para frentes de batalha e serviços obrigatórios em tecelagens, minas e indústrias.

Frentes internacionais criam campanhas e auxílios para combater o tráfico de pessoas; no entanto, estima-se que apenas 1% das vítimas são resgatadas.

Diante desse problema, que grande parte da população acredita ter ficado no passado, a Rádio USP conversou com o professor Marcos Alexandre Coelho Zilli, da Faculdade de Direito da USP. Especialista na área Processual, Zilli já comandou pesquisas ligadas ao tráfico humano no Brasil. Ouça acima o áudio da entrevista.

(Via Jornal da Usp)

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