12/06/2017

A vaga de "alternador de notícias" e a ética flexível


O anúncio sobre o "alternador de notícias" dos outros continua criando indignação nas mídias e redes sociais. Depois da imensa repercussão, o anúncio foi cancelado e como mostra a imagem acima, recebeu 237 propostas, tendo também 301 interessados.

Alterar textos dos outros, trocando as ordens das frases e colocando sinônimos, nada mais é do que plágio. Crime. Mas creio que a polêmica criada seja mais pela sinceridade descarada do anunciante do que pela prática em si. Vou explicar. 

Muitos sites 'bacaninhas' que possuem milhões de acesso no Brasil fazem isso descaradamente. Já constatei isso inúmeras vezes. E é importante diferenciar algumas coisas: 

- publicar um release do jeito que recebeu pode ser triste na maioria dos casos, penso eu. Quando é divulgação de evento ou coisas afins, não vejo problema.
- copiar e colar uma matéria inteira e citar a fonte não é crime. Só é ruim para o ranking do site que duplica, desde que o autor permita a duplicação. Mas cada um na sua.
- alterar notícia, inverter parágrafo, colocar sinônimo e ainda dizer que é conteúdo seu e inédito, isso é plágio, é crime. Mas tem muito site brasileiro que vive disso. E não estou falando de site com conteúdo obscuro ou polêmico. Não estou falando de sites que criam histórias falsas para ganhar cliques. Estou falando de site 'bacana' que enche a conta bancária sustentando essa mentira: conteúdo inédito.
 
Aliás, não só essa mentira. Manipulação descarada de números estatísticos, etc, também já pude constatar nestes mesmos sites. Todos 'bacaninhas', com conteúdo 'bacaninha', mas frutos de plágio e patrocinados por grandes empresas que anunciam seus produtos nestes portais.

Não cito nomes porque não tenho dinheiro para pagar advogado, mas já constatei isso e comecei a descobrir o 'pulo do gato' sem querer. Poderia fazer a mesma coisa que eles e ficar rico, mas não tenho coragem, não é assim que penso e vivo.

Pegue alguns sites que você lê e que dizem ter conteúdo inédito e faça o teste. Jogue palavras chave no Google e verá se é plagiador ou não. A maioria destes faz plágio de site americano ou inglês. Alguns pegam notícias de 15 anos atrás e a 'transformam' como se fosse atual e inédita. Enfim, isto é apenas uma reflexão.


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