20/06/2017

Brasileiro cria tratamento contra doença que afeta principalmente mulheres: bruxismo

Considerada uma das principais causas da dor de cabeça na região temporal, o dispositivo criado pelo Dr. Alain Haggiag não é invasivo, nem medicamentoso e reverte o bruxismo diurno, que afeta principalmente mulheres

O tratamento é resultado de anos de pesquisa do Dr. Haggiag, mostrando que o bruxismo diurno é um dos fatores de risco mais importantes para o aparecimento das cefaleias e distúrbios na face. Porém, é difícil de ser diagnosticado e tratado. “Perguntar é a única forma de descobrir, e o paciente muitas vezes não consegue identificar o problema”, explica. 

Dores nas têmporas e na cervical, problemas na mandíbula, tonturas e zumbidos são alguns dos principais sintomas do bruxismo, ato de apertar ou encostar os dentes com frequência, que afeta mais de 100 milhões de brasileiros (70% mulheres). O tratamento mais comum é o emprego de analgésicos e placas de resina que, na verdade, não atacam o cerne da doença. Para mudar esse quadro, o dentista Alain Haggiag desenvolveu um método não invasivo e nem medicamentoso, que foca no aspecto comportamental do bruxismo de vigília, tipo diurno da condição e pouco explorado pela Medicina.

O procedimento emprega o DIVA® (Dispositivo Interoclusal de Vigília). Colocado entre os dentes posteriores do paciente, ele monitora em tempo real a contração muscular e a frequência com que os dentes encostam uns nos outros e se baseia nas técnicas de biofeedback para reversão de hábitos: sempre que a pessoa está na iminência de repetir o movimento, o dispositivo o avisa e, com o uso constante, reeduca-se esse hábito.

O dispositivo é utilizado em horário integral – não atrapalha nenhuma atividade, como sorrir ou falar –, sendo retirado apenas nas refeições e durante o sono. O tratamento dura, em média, 90 dias, com retornos programados durante o período. Ao término, espera-se que o paciente já consiga controlar de forma autônoma o encostamento dentário e, caso este persista, é aconselhado o uso pontual, por exemplo, em momentos de grande estresse. 

“Por isso, é eficiente: nós atacamos a causa do problema por meio da mudança de hábito”, comenta o especialista. Segundo pesquisa realizada com 62 pessoas, todos apresentaram melhora de mais de 60% nas dores após uma semana com o DIVA®. Esse índice aumentou para 86% ao final do ciclo dos 90 dias.

Fim das dores e do “bigode chinês”

Lilian Senna sofria com dores frequentes na cabeça e na nuca e, por muitos anos, fez uso de medicamentos (analgésicos, relaxante muscular e outros) e utilizou as placas acrílicas comuns, que geravam desconfortos e estragavam conforme o uso. Com o Dr. Haggiag, a administradora descobriu que tinha bruxismo de vigília e colocou o DIVA®. “Até fazer a primeira consulta, não sabia que o natural é que, em repouso, os dentes não se toquem”, conta. Logo no primeiro dia, Lilian já percebeu resultados e, agora, após três meses do término do tratamento, usa o dispositivo só quando está mais tensa. “Minhas dores melhoraram muito, e até o ‘bigode chinês’ sumiu!”, brinca.

O Dr. Haggiag frisa que o bruxismo de vigília é muito associado ao estresse e que tratá-lo é fundamental para uma maior qualidade de vida. “Uma dor que perdure por mais de seis meses, na Medicina, já é considerada sofrimento, interferindo na produtividade e nos relacionamentos. Reduzir seus impactos é investir no bem-estar”, conclui o dentista. 

Dr. Alain Haggiag - Dentista com 20 anos de experiência, formado pela USP, pós-graduado em DTM e Dor Oro-Facial pela Universidade de Paris e pela Faculdade de Medicina da USP, e membro da SBED e SBDOF. Em 2004, durante a pós-graduação, começou a pesquisar e desenvolver um tratamento inovador para o bruxismo de vigília por meio do uso do DIVA® (Dispositivo Interoclusal de Vigília). www.doresdaface.com.br.

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