06/07/2017

Exército Brasileiro destruiu provas sobre assassinato de Vladimir Herzog


Uma investigação do portal R7 aponta que o Exército do Brasil destruiu provas que poderiam incriminar os responsáveis pelo assassinato de Vladimir Herzog. Feito um pedido por informações sobre o caso, a resposta dizia que nada fora encontrado a respeito e que, se algo existia, foi eliminado, justificativa apoiada no decreto nº 79.099, de 6 de janeiro de 1977, que “permitia a destruição de documentos sigilosos, bem como os eventuais termos de destruição, pela autoridade que os elaborou ou pela autoridade que detivesse a sua custódia.”

Via Lei de Acesso a Informação, a reportagem pediu que fossem enviados detalhes da movimentação na sede do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informação — Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo, do dia em que o homicídio aconteceu. Em 25 de outubro de 1975, Herzog se apresentou voluntariamente para prestar esclarecimentos sobre um suposto envolvimento dele com o Partido Comunista Brasileiro (PCB), que operava na ilegalidade à época.

O então diretor de Jornalismo da TV Cultura, porém, foi detido pelos agentes de repressão do Regime Militar, torturado e teve seu suicídio reportado no mesmo dia pelo Serviço Nacional de Informação (SNI). A tese de que o jornalista havia se matado foi desmascarada quando se constatou marcas de tortura no corpo do jornalista e mesmo a foto divulgada do enforcamento já levantava dúvidas a respeito do ato.
(Via Portal Imprensa)

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