03/07/2017

O cobertor azul celestial num dia nublado


Faz um frio atípico no Rio de Janeiro. Em terras cariocas o calor é constante. Até mesmo o inverno é meio aconchegante.

Mas nestes dias o frio está meio intenso. Previsão para esta terça é de 11 graus de temperatura mínima. Para uma cidade onde chega a ter 55 graus de sensação térmica é bastante gelado. 

Agora de tarde, voltando para casa, passo pelo bairro do Méier. Quase em frente a estação de trem, o trânsito não andava. Estava levando o triplo do tempo que costumo gastar nesse caminho quase sempre engarrafado. 

Numa dessas longas paradas, olho para minha esquerda e vejo um senhor dormindo. Num dia muito frio para o simples contato com o ar, estar sentado no chão e encostado numa parede, pedra e cimento, não deve ser uma boa sensação. 

Eu, dentro do carro, conversando com meu filho no banco de trás, apenas pego meu celular e faço uma única foto, do homem com seu cobertor azul celestial, mas tão enraizado. Faço um pensamento positivo porque acredito em energias e emanações. Mas sigo meu caminho, sentindo um quê de impotência na cidade maravilhosa, capital de um estado saqueado por homens públicos e em plena decadência.

(Texto e fotografia via Marcelo D'Amico)

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