18/08/2017

Afinal, o que nos leva à depressão?


Quando um caso de depressão é constatado, é normal que parentes ou pessoas próximas comecem a questionar o que pode ter causado a doença naquela pessoa. Seria bom se fosse sempre um único fator ou algo simples, mas a verdade é que vários elementos podem levar alguém a ter depressão. Descobrir a origem da doença nem sempre é tarefa simples e exige orientação profissional. Faço um parêntese aqui: há diferença significativa entre estar deprimido e ser deprimido, algo que pretendo abordar num outro post.

De qualquer modo, é importante ressaltar que descobrir as causas da depressão ajuda muito no tratamento e na cura da doença. Se for constatado que uma das causas é a má alimentação, por exemplo, uma mudança na dieta já ajudará muito no processo de reequilíbrio da saúde.

A minha dica pessoal a respeito deste assunto é: não seja leviano com a depressão alheia. Não saia dizendo coisas como "fulano está em depressão por causa de sua vida desregrada" ou discursos do gênero que em nada contribuem. Não acuse, não julgue, não diminua uma pessoa que já está fragilizada e com baixa autoestima. Para o próprio paciente em tratamento psicológico, descobrir as causas de uma depressão é muito difícil e não é tão simples quanto gostaríamos que fosse. Não seja leviano. Se não sabe como ajudar, talvez seja melhor se calar ou buscar ajuda também, para aprender a lidar com um depressivo. É só uma dica.

O que exponho abaixo é fruto de uma pesquisa pessoal em vários sites da área. O objetivo é listar inúmeras possíveis causas da depressão, que em muitos pacientes, podem se entrecruzar e formar uma complexa rede de influência na doença. 

Genética - se os pais tem depressão, estudos apontam que a chance do filho também desenvolver aumenta em 75%.

Mulheres - segundo pesquisas, as mulheres têm o dobro de chance de ter uma depressão também por conta das grandes alterações hormonais ao longo da vida.

Idoso - por estar mais suscetível a ter mais doenças físicas comuns da idade avançada, usar mais medicamentos e normalmente ficar mais isolado do convívio de outras pessoas, aumenta o risco de depressão.

Fatos marcantes - morte de um ente querido ou próximo, divórcio, desemprego, falência financeira, etc, podem desencadear a doença.

Bullying / chantagem emocional - a vítima de ofensas recorrentes ou chantagens de várias ordens pode passar a crer nas palavras proferidas ou de algum modo vivenciar a baixa auto-estima, passando a descrer em suas capacidades e desenvolver uma depressão.

Doenças graves - receber a notícia de que se tem uma doença grave ou incurável, além dos problemas que traz consigo a doença em si, pode desencadear a depressão, dada a complexidade da situação em nossas vidas.

Remédios - muitos remédios têm o uso associado à depressão como efeito colateral. Alguns como Prolopa, Gardenal, entre outros, podem causar depressão pela diminuição da serotonina. Veja abaixo alguns exemplos:

Fonte: https://www.tuasaude.com/remedios-que-causam-depressao/

Drogas e alcoolismo - De 30% a 50% dos dependentes químicos, dependendo dos estudos considerados, relatam ter casos de depressão. Por outro lado, existe a parcela de depressivos que, após o desencadeamento da doença, buscam nas drogas e no álcool um alívio para suas dores. Segundo alguns especialistas, a incidência do alcoolismo nestes casos é maior. De qualquer modo, o senso comum faz uma relação direta entre as químicas e a doença (assunto que pretendo aprofundar num outro post). 

Personalidade - há quem seja mais propenso a ter depressão, embora o mecanismo exato não seja fácil de compreender, há tipos de personalidades mais vulneráveis. 

Traumas - abusos psicológicos, físicos ou sexuais normalmente causam depressão nas vítimas. 

Estresse pós-cirúrgico - pode desencadear um episódio depressivo.
  Depressão pós-parto - a ocorrência é mais comum do que se pensa e o momento é bastante delicado não só para a mãe, mas para todos os envolvidos. Exige muitos cuidados e atenção.

Tensão Pré-Menstrual - há mulheres que relatam um aumento significativo dos sintomas relacionados à depressão durante o período conhecido como TPM, o que não necessariamente significa possuir uma depressão profunda e/ou recorrente.

Má alimentação - alguns estudos relacionam a falta de certas vitaminas e minerais com os sintomas da depressão. O baixo consumo de ômega-3 ou ômega-6 foi associado ao aumento de depressão. O alto consumo de açúcar também é relacionado à depressão conforme alguns estudos apontam.

Neurotransmissores - taxas alteradas de alguns neurotransmissores, como serotonina, favorece a maior probabilidade de desenvolver uma depressão.

Estações do ano - inverno longo e intenso pode causar depressão. Os dias mais escuros durante o inverno propiciam o aparecimento de sintomas relacionados à doença. Muitos desenvolvem letargia, cansaço, perda do interesse em tarefas diárias, sintomas que geralmente desaparecem após o inverno, quando os dias voltam a ficar mais longos e claros.

#DepressãoComunica: coluna publicada no #ComunicaTudo, onde relato minha experiência pessoal com a doença (em tratamento). Crescente no mundo todo e causadora de males inimagináveis, a depressão não deve ficar escondida dentro da gente. Quer falar sobre sua experiência? Mande-me um email: marceloaugustodamico@gmail.com - precisamos falar sobre isso.

(Via Marcelo D'Amico)


VOCÊ é muito importante para nós: queremos ouvir sua voz. Deixe um comentário após 'Related Posts'. Apoie o #ComunicaTudo: clique nas publicidades ou contribua. Saiba mais através do email marceloaugustodamico@gmail.com

0 comentários:

DEIXE SEU COMENTÁRIO. SUA VOZ É IMPORTANTE.