28/08/2017

Emprego: publicar vagas em aberto é ultrapassado, diz especialista

Empresas estão mudando a forma como preenchem suas vagas, sendo proativas e integrando redes sociais em pesquisas. "A forma tradicional de publicar vagas em aberto está ultrapassada”, diz Kevin Schultz, gerente geral da Cornerstone OnDemand

No atual ambiente corporativo, as empresas precisam considerar o investimento no capital humano se quiserem ser competitivas globalmente e continuar crescendo em seus mercados de atuação. É num cenário em que empresas precisam diminuir equipes, realocar funcionários, redefinir funções e rever salários que o impacto da falta de estratégia de gestão de pessoal sobre os resultados fica claro. Nos Estados Unidos, estudos mostram que as empresas perdem uma média de US$105 bilhões de dólares, por ano, mitigando contratações malsucedidas. Enquanto o impacto financeiro de uma contratação equivocada chega a US$200 mil dólares, pessoas certas em funções erradas podem custar até US$210 mil dólares, por mês.

Por outro lado, recente pesquisa da Harvard Business School mostrou que empresas que investiram em uma cultura de gestão de performance, dirigida para engajamento, retenção e rentabilidade, cresceram 756%, em um período de 11 anos. Já as que não investiram, cresceram apenas 1% neste mesmo período.

Para Kevin Schultz, gerente geral da Cornerstone OnDemand para o Brasil e América do Sul, as empresas devem mudar a forma como procuram profissionais para preencher suas vagas, agindo de forma mais proativa com a integração das redes sociais em suas pesquisas. “A forma tradicional de publicar vagas em aberto está ultrapassada e é ineficiente dentro de um mercado globalizado”, diz Kevin.

Estudos mostram que 42% das empresas que integram estratégias de recrutamento via redes sociais obtêm um aumento significativo na assertividade dos candidatos e, 20%, atestam que reduziram o tempo entre a busca e a contratação do profissional. Métodos tradicionais de recrutamento, tais como, quadros de vagas, ajudam a empresa a encontrar um candidato. Entretanto, não garantem que os novos funcionários vão ficar tempo suficiente para trazer o resultado esperado, com taxas de turnover de até 19%. Hoje, as empresas que optam por trabalhar com recrutamento por meio de redes sociais reduzem esse percentual para 13%.

“Identifique os talentos de sua empresa por meio de processos de competência, metas e engajamento. Depois, motive esses talentos a participarem de uma estratégia de indicação de funcionários que sejam como eles. É o princípio de que pessoas com afinidades se aproximam, favorecendo um ambiente harmônico”, revela Kevin.

A Cornerstone trabalha com empresas em todos os continentes, setores e segmentos de mercado. Seus clientes incluem empresas multinacionais, grandes empresas nacionais e estrangeiras, além de médias empresas, organizações do setor público, companhias do setor de saúde, instituições de ensino superior, entre outras. Recentemente, foi reconhecida como a líder pelo Quadrante Mágico Gartner de 2017 para serviços integrados de gestão de talentos e aprendizado baseado em nuvem.

(Via Alice Bugarib)

VOCÊ é muito importante para nós: queremos ouvir sua voz. Deixe um comentário após 'Related Posts'. Apoie o #ComunicaTudo: clique nas publicidades ou contribua. Saiba mais através do email marceloaugustodamico@gmail.com

3 comentários:

  1. Daí me pergunto: é possível criar perfis nas redes sociais, que sejam atraentes e interessantes para as empresas da atualidade, ainda que sejam forjados, ou não 100% autênticos, verídicos? 😉 #ComunicaTudo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É possível e recomendável separar perfis profissionais de perfis pessoais, o que certamente não impede que as empresas pesquisem os dois tipos de perfis (quando abertos ao público). Assim você não está criando um perfil fake (onde o intuito é mentir), mas separando as informações. No caso do Facebook, por exemplo, é recomendável criar uma fanpage para o perfil profissional e separar o conteúdo do perfil pessoal. São conteúdos diferentes com públicos diferentes, ainda que possam ser semelhantes. E fazendo isso, você pode e deve publicar material 100% autêntico nos dois perfis, mas perceberá que serão conteúdos diferentes, para um público com diferentes interesses. ;)

      Excluir
    2. Errei. Não quis generalizar. Mas só mostra como é necessário crescer em sua área, fazer cursos pós graduação, MBAs, se inovar e acompanhar o mercado, por exemplo. Não é todo mundo que tem conteúdo profissional.

      Excluir

DEIXE SEU COMENTÁRIO. SUA VOZ É IMPORTANTE.