14/09/2017

Sobre a arte e a miséria do ser



A arte é o que nos salva da loucura, do excesso de sanidade, das regras e normas, da bula de remédio, da vida, da morte. Questionar a arte, seja por sua qualidade ou serventia, é bastante válido, assim como é essencial e necessário fazer, beber e comer a arte.

Retire tudo o que tem arte na sua vida e provavelmente nem mesmo você sobrará. Humanos fazem arte e a arte transforma os humanos em algo maior e melhor.

Há arte menor, maior, ruim, boa, necessária, fútil e é ótimo que exista tantas qualidades ou categorias, exatamente porque elas refletem a principal característica de seus criadores: o elemento humano do ser. A arte deve ser questionada, debatida, pensada, amada, odiada, como qualquer coisa nesta nossa vida.

A arte deve existir enquanto máquina de guerra, como quem luta contra a dor e a morte e as vence através dela, e tão somente por ela. Como fosse um embate eterno entre o ser e o não ser, a arte não pode cessar ou ser calada. Caso contrário, a vida perde, a morte vence, o humano desaparece, a loucura morre e nos deixa tão repletos de sanidade que não aguentamos mais viver.

Não sei se Deus ou o acaso foi quem criou a natureza, mas uma coisa é fato: nada mais artístico do que ela. Bela, feia, gigante, minúscula, poderosa, fraca, visível, invisível. Retire a arte da natureza e o que sobrará? Talvez um homem ambicioso, prepotente e cheio de ideias com um machado nas mãos, a ceifar a vida em troca de um papel ilusório.

Deixe a arte e falar. Se não gostar, basta não escutar ou fechar os olhos. A arte não é uma 'bala mágica' que adentrará em seu cérebro infectando você com um vírus. Não. Você pode pensar e questionar sobre tudo o que vê ou ouve. Não precisa concordar, mas respeitar e dialogar, sempre.

(Via Marcelo D'Amico)

 
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